Arábia Saudita confirma ataque com drones e incêndio na embaixada dos EUA
A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada dos EUA em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores, enquanto o Irão prossegue os seus ataques no Golfo.
A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa da Arábia Saudita e citada pela agência Associated Press (AP).
Testemunhas indicaram à agência France-Presse (AFP) que viram fumo a sair do edifício, e a embaixada aconselhou os cidadãos norte-americanos em Riade, Jidá e Dhahran a procurarem abrigo.
Fontes citadas pela CNN indicaram que não houve vítimas, mas o Departamento de Estado norte-americano ainda não emitiu um comunicado oficial.
A Guarda Revolucionária iraniana tinha anunciado na segunda-feira à noite o lançamento da décima terceira vaga de ataques contra bases norte-americanas em países da região, incluindo o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, bem como contra Israel.
Uma dezena de drones atingiram a base naval norte-americana em Arifjan, no Kuwait, e um outro ataque teve como alvo "um dos pontos de concentração norte-americanos" no Dubai, segundo o comunicado, que indicou a expectativa de baixas.
A televisão iraniana publicou imagens nas redes sociais de outros alegados ataques com mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, e contra Telavive, no âmbito de uma operação que Teerão denominou "Verdadeira Promessa 4".
A agência de notícias do Kuwait KUNA confirmou que as sirenes soaram por todo o país, enquanto o Ministro da Defesa, Kukait, anunciou que foram detetados 178 mísseis balísticos e 384 drones desde o início do conflito, resultando em ferimentos em 27 militares.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos indicou ainda que as suas defesas aéreas estão a repelir uma saraivada de mísseis balísticos iranianos.
Já o Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter intercetado dois mísseis antes de atingirem o seu território e reiterou que as forças armadas do Qatar "possuem plena capacidade e recursos" para "defender a sua soberania".
Entretanto, as Forças de Defesa de Israel informaram ter identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território israelita.
Estes ataques coincidem com o retomar dos ataques aéreos israelitas contra Teerão, que atingiram a emissora estatal iraniana e outras zonas da capital.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.