Ataque israelita a Gaza fez pelo menos sete mortos e 20 feridos

Ataque israelita a Gaza fez pelo menos sete mortos e 20 feridos

Pelo menos sete pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas num ataque executado hoje pelo Exército israelita contra a cidade de Gaza, que segundo fontes israelitas teve como alvo o líder do movimento islamita palestiniano Hamas.

Lusa /
Ebrahim Hajjaj - Reuters

A informação foi adiantada pelo jornal Filastin, ligado ao movimento palestiniano que lidera o enclave, e pela agência de notícias Sanad, que reportou dois ataques aéreos das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) contra um veículo e um edifício habitacional no bairro de Al Rimal, provocando um incêndio no interior.

Os ataques da Força Aérea foram dirigidos a Izz ad-Din al-Haddad, de acordo com uma declaração conjunta do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Israel Katz, apontado como líder do Hamas na Faixa de Gaza e um dos "arquitetos" dos massacres de 07 de outubro de 2023 em solo israelita, que desencadearam a guerra no território palestiniano.

As autoridades israelitas não confirmaram oficialmente a morte do alegado líder do grupo palestiniano, embora um alto responsável de segurança, citado pelo jornal The Times of Israel, tenha noticiado que ele foi eliminado, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro passado.

O mesmo responsável disse que esta operação foi aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e que, durante esse período, o dirigente do Hamas esteve sob vigilância contínua.

O ataque foi realizado "devido a uma oportunidade operacional com elevada probabilidade de eliminação", prosseguiu, após os serviços de informações terem recebido dados sobre a localização.

De acordo com fontes da agência de notícias espanhola EFE na cidade palestiniana, cinco mísseis atingiram o edifício residencial, provocando um grande incêndio que as equipas da Defesa Civil no enclave ainda tentavam controlar.

As forças israelitas atacaram ainda um veículo numa artéria da Cidade de Gaza.

Al-Haddad é o último membro de alto escalão e de longa data ainda vivo das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas.

"Manteve os nossos reféns num cativeiro brutal, dirigiu operações terroristas contra as nossas forças e recusou-se a implementar o acordo liderado pelo Presidente norte-americano, [Donald] Trump, para desmantelar o arsenal do Hamas e desmilitarizar a Faixa de Gaza", afirmaram Netanyahu e Katz, na declaração conjunta difundida pelo Ministério da Defesa.

Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeamentos e operações israelitas desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.

Ao longo dos últimos sete meses, Israel e o Hamas trocaram acusações frequentes de violações do cessar-fogo e as organizações de ajuda humanitária alegam que as autoridades israelitas não permitem a entrada da quantidade de assistência prometida no território.

A guerra foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

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