Autoridades de Macau atentas a impacto da guerra no turismo
O Governo de Macau declarou hoje que as autoridades "vão estar atentas" ao impacto da guerra do Irão no turismo no território, admitindo efeitos nas ligações aéreas para a região vizinha Hong Kong.
"Há um efeito em termos dos voos para Hong Kong, não diretamente para Macau", disse aos jornalistas a diretora dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, lembrando que Macau "não tem voos diretos para o Médio Oriente ou Europa".
Em termos da entrada de visitantes em Macau "não se nota ainda" qualquer impacto, referiu.
"Mas temos de ver em termos do apuramento final, ainda é muito cedo para dizer qual é o impacto, se grande, se pequeno", considerou Senna Fernandes, notando que as autoridades "vão estar atentas".
"Alguns voos estão a ser retomados, por isso vamos continuar a monitorizar a situação", acrescentou.
Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19.
Já em janeiro, de acordo com dados oficiais, o território recebeu 3,65 milhões de visitantes, o valor mais elevado de sempre para o primeiro mês, apesar de o Ano Novo Lunar ter calhado este ano em fevereiro.
No que diz respeito à feira de turismo Arabian Travel Market, que se realiza em maio no Dubai e onde Macau costuma marcar presença, Senna Fernandes considerou que tem de se "fazer uma observação" à situação.
"Temos que ver se a feira vai avançar ou não", completou.