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Comité Internacional da Cruz Vermelha apela para trocas de reféns com dignidade

Comité Internacional da Cruz Vermelha apela para trocas de reféns com dignidade

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apelou hoje a que as trocas de reféns e prisioneiros entre Israel e o Hamas ocorram "com dignidade e discrição", noticia a agência AFP.

Lusa /

"O CICV continua a expressar as suas preocupações relativamente à forma como estão a decorrer as operações para libertar os reféns [israelitas em Gaza] e os palestinianos presos por Israel, indica a organização humanitária, em comunicado.

Nesse sentido, a CICV apela a todas as partes envolvidas neste processo a proceder a estas trocas de reféns de forma digna e discreta.

Este sábado, tanto o Hamas como a Jihad Islâmica condenaram o vestuário com que Israel adornou os prisioneiros palestinianos, segundo imagens divulgadas, composta por uma t-shirt branca, com um desenho da Estrela de David azul, ao lado do logótipo do serviço prisional israelita e a mensagem "não esqueceremos nem perdoaremos", em árabe, segundo a agência espanhola EFE.

O movimento islamita Hamas e Israel cumpriram hoje a troca de três reféns por 369 prisioneiros palestinianos, a sexta realizada no âmbito do cessar-fogo entre as duas partes, que esteve em risco na última semana.

Israel confirmou que libertou 369 prisioneiros palestinianos, que foram transportados em autocarros para a Faixa de Gaza e para a Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, onde foram recebidos por multidões.

Em Ramallah, na Cisjordânia, os ex-prisioneiros foram colocados em ombros e abraçaram os seus familiares. Quatro deles foram hospitalizados.

O ataque de 07 de outubro resultou na morte de 1.211 pessoas do lado israelita, a maioria civis, de acordo com uma contagem da agência AFP baseada em dados oficiais e incluindo reféns que morreram ou foram mortos em cativeiro.

A ofensiva de retaliação israelita em Gaza deixou, pelo menos, 48.264 mortos, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU, e causou um desastre humanitário no território.

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