Conselho de Paz para Gaza avisa Hamas contra uso de objetos voadores

Conselho de Paz para Gaza avisa Hamas contra uso de objetos voadores

O Conselho de Paz, incumbido pelo Governo norte-americano de supervisionar o acordo na Faixa de Gaza, advertiu hoje o movimento islamita palestiniano Hamas contra o uso de objetos voadores, após Israel ter ameaçado com novos ataques de retaliação.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Toda a atividade militante em Gaza deve cessar, incluindo o lançamento de papagaios de papel. Transmitimos esta mensagem diretamente através do mecanismo estabelecido", adiantou fonte do Conselho, que falou à agência France-Presse (AFP) sob anonimato.

"Israel também deve respeitar o cessar-fogo. A ação militar não pode ir além da resposta a ameaças reais e iminentes", acrescentou o responsável.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, avisaram no domingo o Hamas de que Israel iria intensificar as suas operações na Faixa de Gaza se continuasse o lançamento de papagaios, drones e balões em direção a Israel.

Os meios de comunicação social israelitas noticiaram que quatro papagaios foram encontrados no sábado em comunidades junto à fronteira e que outro foi abatido pelo exército no domingo, elevando a cerca de dez o número total recuperado nos últimos dias.

Embora estes engenhos não transportassem explosivos, o seu lançamento reacende as memórias das vagas de papagaios e balões incendiários lançados do território palestiniano nos últimos anos, que provocaram incêndios em terrenos agrícolas no sul de Israel.

Segundo os meios de comunicação social israelitas, o exército acredita que o Hamas pode estar a testar a resposta de Israel.

Bassem Naim, membro do gabinete político do Hamas, referiu em comunicado no domingo que os papagaios foram "lançados de Gaza por crianças em busca da sua infância inocente no meio dos escombros".

Já hoje, criticou o alerta do Conselho de Paz, reiterando que os papagaios não tinham sido lançadas pelo Hamas: "Que ousadia! É concebível que as tentativas de apaziguar o criminoso de guerra Netanyahu os tenham levado a descrever as atividades de crianças inocentes como atividades armadas, enquanto Netanyahu continua a matar e a destruir diariamente, apesar do acordo".

Naim referia-se ao acordo de paz para Gaza, apoiado por Washington e aceite pelo Hamas, mas criticado pelos líderes israelitas.

A guerra na Faixa de Gaza foi iniciada após o ataque do Hamas de 07 de outubro contra território israelita, que fez cerca de 1.200 mortos e 251 reféns israelitas.

A ofensiva de retaliação de Israel em Gaza matou mais de 73.422 palestinianos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

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