Conselho de Paz para Gaza "está formado"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira a formação do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, acrescentando que os membros deste órgão, que irá presidir, serão anunciados em breve.

Lusa /

"Tenho a honra de anunciar que o Conselho de Paz foi formado. A lista de membros do conselho será divulgada em breve", escreveu o presidente dos EUA na sua plataforma de rede social, Truth Social.

Este conselho faz parte da segunda fase do plano de paz para Gaza, centrada no desarmamento do movimento islamita palestiniano Hamas, e a tarefa do conselho será a de supervisionar um comité palestiniano de tecnocratas, temporário e apolítico.

Steve Witkoff tinha anunciado na quarta-feira que o plano norte-americano para o fim da guerra em Gaza tinha entrado na segunda fase e, no mesmo dia, o Egito divulgou haver um consenso sobre os nomes dos 15 membros do comité tecnocrático palestiniano que irá administrar o território.

Um alto responsável do Hamas saudou na quinta-feira a formação de um comité de peritos encarregado de administrar a Faixa de Gaza após a guerra, afirmando que este contribuirá para consolidar o cessar-fogo e impedir um regresso aos combates.

"A formação do comité é um passo no bom sentido. Isto é essencial para consolidar o cessar-fogo, impedir um regresso à guerra, enfrentar a crise humanitária catastrófica e preparar uma reconstrução global", declarou Bassem Naim, uma das principais figuras do movimento islamista palestiniano, num comunicado.

A formação do comité está prevista no plano de paz do Presidente norte-americano, Donald Trump, e cuja primeira fase incluiu um cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025, após dois anos de guerra entre o grupo extremista Hamas e Israel.

Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o movimento islamita palestiniano Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251.

A guerra de retaliação israelita no enclave palestiniano fez mais de 71.400, na maioria civis - entre os quais mais de 20.000 crianças -, e mais de 171.000 feridos, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

Os mais de dois milhões de habitantes do enclave palestiniano viviam já anteriormente com dificuldades, causadas por outros bombardeamentos israelitas e com o embargo imposto por Israel a partir de 2007, quando o Hamas chegou ao poder.

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