Escalada do conflito. Israel bombardeou Beirute pela primeira vez após nova tréguas
A guerra no Médio Oriente voltou a escalar. Um ataque aéreo israelita aos subúrbios do sul de Beirute matou pelo menos duas pessoas e feriu outras 11, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
O Exército israelita atacou, nas últimas horas, o Líbano, mais precisamente um alegado centro de comando do Hezbollah no sul de Beirute. O Governo de Israel justifica a operação deste domingo como uma resposta aos disparos contra o território israelita.
O primeiro-ministro de Israel começou por anunciar, este domingo, que as forças armadas tinham bombardeado os subúrbios do sul de Beirute. Este que é o primeiro ataque contra a capital libanesa desde o acordo do novo cessar-fogo alcançado em Washington na quinta-feira.
"De acordo com as instruções do primeiro-ministro Netanyahu e do ministro da Defesa Katz, as Forças de Defesa de Israel (FDI, o exército) atacaram o quartel-general terrorista no bairro de Dahye, em Beirute, em resposta aos disparos do Hezbollah contra território israelita", refere-se no comunicado do gabinete do governante israelita, criado pela agência de notícias espanhola EFE.
Os subúrbios do sul de Beirute bombardeados por Israel são conhecidos como Dahye e bastião do grupo xiita Hezbollah.
Um alto funcionário iraniano prometeu já uma “resposta dolorosa e decisiva” a este novos ataques aéreos de Israel, considerados a escalada mais grave na guerra no Líbano desde o cessar-fogo estabelecido em meados de abril.
Ebrahim Rezaei, porta-voz da comissão parlamentar de política externa e segurança nacional, escreveu no X no domingo: “Daremos uma resposta decisiva e dolorosa ao ataque do regime sionista aos subúrbios".
"Observem o céu dos territórios ocupados esta noite”, acrescentou.
Recorde-se que o Irão considera Israel como Palestina ocupada.
O ataque atingiu dois apartamentos em dois prédios diferentes, informou a agência de notícias estatal do Líbano, matando duas pessoas e ferindo 11, de acordo com o balanço inicial de mortos.
Antes do ataque, Israel emitiu uma ordem de evacuação forçada para a maior parte da cidade de Tiro, uma das maiores cidades do sul do Líbano, que abriga milhares de pessoas deslocadas de aldeias da região. Posteriormente, colunas de fumo foram vistas a subir a cidade.