"Estamos preparados para a diplomacia e para a guerra" afirma MNE iraniano
O chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que o país "está preparado para a diplomacia e para a guerra", depois de os Estados Unidos (EUA) terem rejeitado uma proposta de paz iraniana.
Em entrevista à emissora norte-americana NBC, o ministro dos Negócios Estrangeiros indicou que o Irão se "mantém firme" perante qualquer agressão, "mesmo que se chegue a uma guerra apocalíptica", sublinhando que a falta de confiança em Washington continua a ser o principal obstáculo para avançar nas negociações e pôr fim à guerra.
Na semana passada, à margem da sessão anual da Assembleia Geral da ONU, o Irão apresentou uma proposta para reabrir o estreito de Ormuz num prazo de sete dias e retomar as conversações nucleares.
Em troca, Teerão exigiu que os EUA suspendessem o bloqueio naval aos portos iranianos, as sanções ao petróleo bruto do país e restabelecessem o cessar-fogo.
O Presidente norte-americano Donald Trump rejeitou a proposta no sábado e continua a pressionar para que o Irão faça concessões na questão nuclear.
Araghchi insistiu no domingo que Teerão quer "pôr fim a esta guerra de agressão" e que "há sempre esperança para a diplomacia".
No entanto, lamentou que "não haja razões para voltar a ela nem para voltar a interagir com esta Administração, devido ao seu comportamento durante os últimos dois anos".
Isto depois de Washington ter atacado território iraniano enquanto ambos os lados mantinham contactos diplomáticos.
"O Presidente [do Irão, Masoud] Pezeshkian e eu não viemos a Nova Iorque para promover a guerra. Viemos para construir a paz", escreveu Araghchi na rede social X.
A guerra que os EUAe Israel iniciaram contra o Irão entra no oitavo mês e encontra-se num impasse, com a intensificação das sanções norte-americanas e ataques regulares de Teerão contra petroleiros no estreito de Ormuz.