Mundo
Guerra no Médio Oriente
EUA anunciam remoção das minas no Estreito de Ormuz
Cumpridos seis meses desde o início do conflito, o Comando Central Militar dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou que o Estreito de Ormuz estaria aberto, após remoção das minas marítimas da rota de trânsito.
"As rotas marítimas internacionais e reconhecidas no Estreito estão livres de minas marítimas iranianas graças ao trabalho incrível das Forças Armadas" em circunstâncias "desafiantes e perigosas”, anunciou o comandante do CENTCOM, Brad Cooper.
A operação contou com o apoio de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves norte-americanas.
As minas iranianas eram utilizadas como ferramenta para incapacitar os recursos navais de um alvo e impedir o trajeto de um inimigo pela rota do canal.
A operação contou com o apoio de 20 navios de guerra e centenas de aeronaves norte-americanas.
As minas iranianas eram utilizadas como ferramenta para incapacitar os recursos navais de um alvo e impedir o trajeto de um inimigo pela rota do canal.
Segundo o Centro Robert Strauss para Segurança e Direito Internacional da Universidade do Texas, esta ferramenta estaria na origem de cerca de 80 por cento das baixas dos navios norte-americanos.
Mohsen Rezaei, chefe de segurança nacional do Irão, disse, no entanto, que o estreito só será reaberto se os Estados Unidos atenderem às condições do Estado iraniano.
A retirada das minas significaria uma circulação de embarcações menos restrita. O tráfego no estreito de Ormuz, fundamental para a indústria petrolífera global, tem sido afetado nos últimos meses, resultando no aumento dos preços de 20 por cento do petróleo e do gás mundial.
A retirada das minas significaria uma circulação de embarcações menos restrita. O tráfego no estreito de Ormuz, fundamental para a indústria petrolífera global, tem sido afetado nos últimos meses, resultando no aumento dos preços de 20 por cento do petróleo e do gás mundial.
Horas antes, o CENTCOM deu conta de que tinha impedido a passagem de 75 navios, devido ao bloqueio decretado por Washington aos portos do Irão.
No mesmo dia, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, alertou para a persistência da insegurança no canal entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
No mesmo dia, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, alertou para a persistência da insegurança no canal entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Em entrevista à agência EFE, Domínguez explicou que os movimentos registados nos últimos dias foram "muito limitados" e que seis mil tripulantes estão presos em zona de conflito. Cerca de 70 embarcações foram atacadas desde o início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irão.
"Quanto mais este conflito se arrastar (...) mais afetará os tripulantes e a população mundial, com repercussões económicas que também terão impacto na segurança alimentar nos próximos anos”, advertiu o secretário-geral da OMI.
Na noite de quinta-feira, foi a vez de Donald Trump se pronunciar e assumir tomar Ormuz como um novo território dos Estados Unidos, a par de Porto Rico, dos Estados Federados da Micronésia ou das Ilhas Marshall.