EUA atingem alvos militares iranianos. Teerão ataca centros de apoio à marinha norte-americana

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EUA atingem alvos militares iranianos. Teerão ataca centros de apoio à marinha norte-americana

Os Estados Unidos atacaram 140 alvos iranianos e Teerão retaliou. A Guarda Revolucionária Islâmica do Iraniana atingiu centros de apoio logístico a navios da marinha norte-americana. Acompanhamos aqui o evoluir da situação no Médio Oriente.

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa

Stringer - Reuters

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Omã condena ataque no seu território

O Governo de Mascate condenou este domingo o ataque no seu território, reivindicado pela Guarda Revolucionária do Irão, que afirmou ter alvejado o sultanato numa série de ataques contra vários países do Golfo.

"O Sultanato de Omã condena este ataque nos termos mais veementes possíveis e confirma que está a tomar todas as medidas necessárias para lidar com estes acontecimentos, de forma a garantir a segurança do país e do seu povo", informou a agência noticiosa oficial ONA.
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Negociações entre Teerão e Omã sobre estreito de Ormuz vão continuar

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã assegurou este domingo que as conversações com o Irão sobre o futuro da gestão do Estreito de Ormuz vão continuar, após uma ronda de diálogo no sábado, e num momento em que Teerão decretou o fecho da zona.

“Ambas as partes concordaram em prosseguir estas conversações a nível técnico e político, a fim de alcançar os acordos necessários, em conformidade com o direito internacional”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

"As conversações tiveram como objetivo coordenar as ações de ambos os países ribeirinhos no Estreito de Ormuz no que diz respeito aos acordos para a gestão do tráfego marítimo no estreito”, refere o comunicado.

Por seu turno, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, afirmou em declarações à agência estatal IRNA que “a futura gestão do tráfego no Estreito de Ormuz deve ser estabelecida através de consultas entre os dois países ribeirinhos e tendo em conta os acontecimentos dos últimos meses, especialmente a guerra imposta pelos Estados Unidos e o regime sionista (Israel) e as suas consequências para a segurança da navegação no Estreito de Ormuz”.

Além disso, confirmou que uma delegação do governo do Catar, um dos países mediadores entre Washington e Teerão, esteve presente em parte destas conversações, informação que não foi corroborada por Doha.

Omã e o Irão partilham uma localização geográfica decisiva em torno do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica entre ambos os países por onde circulava aproximadamente um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro.

Os dois países estão a negociar um protocolo de segurança no estreito para gerir a navegação, na sequência das restrições impostas pela Guarda Revolucionária Iraniana.
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Teerão adverte Estados Unidos de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim"

O presidente do Parlamento e negociador-chefe do Irão, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu hoje os Estados Unidos de que "a era dos acordos unilaterais chegou ao fim", na sequência do recrudescimento de ataques recíprocos durante a noite.

"A era dos acordos unilaterais chegou ao fim. Já vos tínhamos dito: cumpram a vossa palavra ou paguem o preço. A realidade está a bater à porta", escreveu Qalibaf numa publicação na rede social X, acompanhada de uma imagem com o texto de um ponto do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão no passado dia 17 de junho, que alude à reabertura do Estreito de Ormuz, com uma frase sublinhada: "a República Islâmica do Irão tomará as medidas necessárias".
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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Estados Unidos anunciam conclusão de ronda de ataques contra alvos iranianos

Os Estados Unidos anunciaram hoje o fim da última ronda de ataques contra o Irão, lançada esta madrugada em retaliação a um bombardeamento iraniano anterior contra um navio com bandeira cipriota que navegava pelo Estreito de Ormuz.

"As forças norte-americanas atacaram aproximadamente 140 alvos militares iranianos com munições de precisão lançadas a partir de aviões de combate (baseados em terra e no mar), drones e navios de guerra", explicou o Comando Central dos EUA (Centcom) num comunicado.

O comando militar afirmou que os alvos incluíram instalações de mísseis e drones do Irão, capacidades navais, depósitos de munições, redes de comunicações e postos de vigilância costeira.

Durante a madrugada, os meios de comunicação iranianos noticiaram várias explosões na província de Bushehr, onde se encontra uma central nuclear, e em diversas localidades próximas do Estreito de Ormuz, sem que, até ao momento, tenham surgido informações sobre danos ou vítimas.

Teerão, por seu lado, respondeu lançando mísseis e drones contra países do Médio Oriente que acolhem bases norte-americanas, como a Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Koweit, Qatar e Bahrein. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que as suas defesas aéreas estavam a repelir "ataques com mísseis e drones provenientes do Irão" e o Qatar denunciou um ataque com mísseis.

A nova ronda de ataques contra o Irão foi justificada pelo Centcom ao final da noite de sábádo como resposta ao bombardeamento de um porta-contentores com bandeira cipriota, que provocou um incêndio no navio e danos na sala das máquinas, obrigando à interrupção da viagem.

A tripulação do porta-contentores atingido abandonou o navio em chamas, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, e um tripulante era dado como desaparecido ao início da madrugada.

Segundo a UKMTO, o ataque ocorreu a 9 milhas náuticas (cerca de 17 km) a leste da península de Moussandam, pertencente ao Sultanato de Omã, e provocou um incêndio a bordo. "A tripulação abandonou o navio e embarcou num bote salva-vidas", indicou a agência.

Às 19:15, hora local de sábado (23:15 TMG), as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva desta semana contra o Irão, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou o comando norte-americano em Tampa.

A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, esclarecendo que disparou tiros de advertência contra o porta-contentores porque o navio navegava por uma "rota não autorizada".

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere um comunicado divulgado pela Guarda da Revolução Islâmica iraniana.

Horas mais tarde, a Guarda da Revolução anunciou que atacou "uma segunda embarcação infratora" que transitava pelo Estreito de Ormuz, já depois da onda de ataques dos Estados Unidos contra o país persa.

Há alguns dias, Trump anunciou o fim do protocolo do acordo de cessar-fogo em vigor entre ambos os países, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os EUA e o Irão assinaram, no passado dia 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.

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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Tripulação de porta-contentores atingido por disparos iranianos abandonou o navio

A tripulação do navio porta-contentores atingido por disparos iranianos no Estreito de Ormuz abandonou o navio em chamas, anunciou hoje a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

Segundo a UKMTO, o ataque ocorreu a 9 milhas náuticas (cerca de 17 km) a leste da península de Moussandam, pertencente ao Sultanato de Omã, e provocou um incêndio a bordo. "A tripulação abandonou o navio e embarcou num bote salva-vidas", indicou a agência.

Os Estados Unidos lançaram uma nova ronda de ataques contra o Irão, na sequência do bombardeamento do navio porta-contentores com bandeira cipriota, que provocou um incêndio no navio e danos na sala das máquinas, obrigando à interrupção da viagem, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), na rede social X.

Às 19:15, hora local de sábado (23:15 TMG), as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva contra o Irão desta semana, informou o comando norte-americano em Tampa, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Um membro da tripulação está desaparecido.

As forças norte-americanas justificaram o ataque contra a República Islâmica alegando que estão a "reduzir a sua capacidade" de atacar outras embarcações no Estreito de Ormuz.

Os meios de comunicação iranianos noticiaram explosões em vários pontos do país. Segundo a agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução iraniana, foram registadas entre cinco e seis explosões em várias cidades da província de Bushehr, no sudoeste do país, onde se situa uma central nuclear.

Além disso, a agência noticiou três detonações em Sirik, junto ao estreito de Ormuz, e outras três em Bandar Abbas, outra localidade portuária próxima do estreito.

Por enquanto, não se conhecem detalhes sobre vítimas ou danos causados pelos ataques.

A emissora Al Jazeera, citando vários meios de comunicação iranianos, deu igualmente conta de explosões junto aos portos de Konarak e Chabahar.

A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra o navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

A força militar iraniana afirmou que o navio foi atingido por tiros de advertência e obrigado a parar.

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda da Revolução ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo e afirmou que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.

Há alguns dias, Trump anunciou o fim do protocolo do acordo de cessar-fogo em vigor entre ambos os países, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os EUA e o Irão assinaram, no passado dia 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.

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Lusa / Adicionar como fonte informativa

EUA lançam nova ronda de ataques na sequência de incidente no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos lançam nova ronda de ataques contra o Irão, depois de Teerão ter bombardeado um navio com bandeira cipriota que navegava pelo Estreito de Ormuz, informou o Comando Central dos EUA (Centcom).

Às 19:15, hora local de sábado (23:15 TMG), as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva contra o Irão desta semana, informou o comando norte-americano em Tampa.

Segundo o Centcom, o Irão atacou um navio porta-contentores com bandeira cipriota, o que provocou um incêndio no navio e danos na sala das máquinas, obrigando à interrupção da viagem.

Um membro da tripulação está desaparecido.

"Foi dada ao Irão uma nova oportunidade para demonstrar o cumprimento do memorando de entendimento [de cessar-fogo], depois de ter sido responsabilizado por ataques anteriores contra navios comerciais, mas, mais uma vez, falhou", afirmou o comando militar numa mensagem na rede social X.

As forças norte-americanas justificaram o ataque contra a República Islâmica alegando que estão a "reduzir a sua capacidade" de atacar outras embarcações no Estreito de Ormuz.

Os bombardeamentos foram realizados por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

A força militar iraniana afirmou que o navio foi atingido por tiros de advertência e obrigado a parar.

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda da Revolução ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo e afirmou que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.

Há alguns dias, Trump anunciou o fim do protocolo do acordo de cessar-fogo em vigor entre ambos os países, na sequência do reinício dos bombardeamentos no Médio Oriente.

Os EUA e o Irão assinaram, no passado dia 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, por onde, em tempos de paz, transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, especialmente na Ásia.

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Irão anuncia encerramento do Estreito de Ormuz "até nova ordem"

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".

Em comunicado citado pela Agence France Presse (AFP), aquela força militar afirma que o navio foi atingido por tiros de advertência e obrigado a parar.

"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.

A Guarda Revolucionária ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico.

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Irão acusa EUA de "agressão" militar

Na retaliação contra o ataque dos EUA, o Irão atacou uma base aérea estratégica norte-americana no Catar, com mísseis balísticos: O centro de manutenção de caças e instalações de comando e controlo terá ficado destruído.

Outro dos alvos foram plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões dos norte-americanos, em Omã.

Teerão diz que é a terceira fase da resposta a que chamou de "agressão" militar dos Estados Unidos.

O principal negociador iraniano publicou nas redes sociais um aviso: escreveu que "A era dos acordos unilaterais acabou. E alerta que "ou cumprem a palavra ou pagam o preço.
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Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa

"Vontade da nação". Líder supremo do Irão promete vingança pela morte do pai

O Ayatollah Mojtaba Khamenei declarou, este sábado, que a vingança pela morte do seu pai, Ali Khamenei, é "inevitável" e "a vontade da nação".

Majid Asgaripour - WANA via Reuters

A declaração escrita, transmitida pela televisão estatal, foi a primeira mensagem pública do líder supremo iraniano desde o início das cerimónias fúnebres do seu pai, que foi morto num ataque conjunto dos EUA e de Israel no início do conflito, a 28 de fevereiro.

“Prometemos vingar o sangue do líder mártir e de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e desonrados”, lê-se no comunicado. "Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente".

“Estejamos lá ou não, isso será cumprido, e em breve cada pessoa livre em todo o mundo cumprirá parte desta missão divina”, acrescenta.

Segundo fontes de alto nível, Mojtaba Khamenei ficou desfigurado e sofreu outros ferimentos no mesmo ataque que vitimou o seu pai. O atual líder iraniano não é visto publicamente desde que foi nomeado líder supremo, a 8 de março.

A tensão entre Teerão e Washington aumentou esta semana após uma troca de ataques entre as forças norte-americanas e iranianas, levantando dúvidas sobre o cessar-fogo acordado entre os dois países, com o objetivo de pôr fim à guerra.

O presidente norte-americano afirmou, na quarta-feira, que o cessar-fogo tinha chegado ao fim e recusava continuar a negociar com os iranianos, que apelidou de “loucos”, “mentirosos” e “escumalha”. No entanto, na sexta-feira, Donald Trump anunciou que os dois países concordaram em continuar as negociações, embora insista que o memorando de entendimento terminou.
"Até agora, o Irão tem cumprido a sua palavra"
O representante do Irão na ONU, Amir Saeid Iravani, advertiu que o seu país não se consideraria mais vinculado ao memorando de entendimento, assinado em junho, se os EUA "continuarem a incumprir as suas obrigações".

"Se os Estados Unidos continuarem a incumprir as suas obrigações ao abrigo do memorando de entendimento, o Irão deixará de estar vinculado às suas próprias obrigações ao abrigo deste acordo", declarou na sexta-feira Amir Saeid Iravani.

O Irão afirmou este sábado que "cumpriu a sua palavra" com os Estados Unidos desde a assinatura do memorando de entendimento sobre o cessar-fogo.

"Até agora, o Irão tem cumprido a sua palavra", escreveu na rede social X o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, acrescentando que "não pode haver respeito a menos que seja mútuo".

Na sexta-feira à noite, Donald Trump acusou Teerão de conspirar para o assassinar, prometendo mais uma vez aniquilar o Irão caso isso acontecesse.

"As forças armadas dos EUA estão prontas (...) por um período de um ano, que pode ser prolongado, para dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irão", escreveu o presidente norte-americano na Truth Social, acrescentando que os EUA têm “mil mísseis prontos para serem lançados contra a República Islâmica do Irão”.

À medida que as duas partes em conflito intensificam as tensões, os mediadores trabalham para retomar o diálogo diplomático. Uma delegação do Catar, país mediador, chegou ao Irão na sexta-feira, segundo os meios de comunicação locais.

Este sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão reuniu-se com o seu homólogo omanita, Badr al-Busaidi, de acordo com o seu gabinete, para discutir mecanismos para a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.

O estreito é um dos principais focos nas negociações. Teerão bloqueou o estreito em retaliação pelo ataque israelo-americano ao país, a 28 de fevereiro, provocando a subida dos preços do petróleo.

Agora, Teerão permite apenas uma rota de navegação ao longo da sua costa e descarta qualquer regresso à situação pré-guerra.

Os Estados Unidos, por sua vez, exigem que o Irão declare publicamente que cessará os ataques a navios no estreito e que todas as rotas sejam abertas sem portagens na via navegável que transportava um quinto do fornecimento global de petróleo antes da guerra.

c/agências
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