EUA confirmam ataque "de precisão" contra alvos iranianos no estreito de Ormuz
O exército dos Estados Unidos (EUA) confirmou a realização de um ataque "de precisão" contra duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes com minas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz.
O ataque norte-americano, realizado no domingo, é a primeira ação militar contra Teerão em cerca de um mês.
O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelo Médio Oriente, afirmou, numa mensagem publicada na rede social X, que a colocação de minas pela Guarda Revolucionária Islâmica representava "uma ameaça iminente" no estreito de Ormuz.
Além disso, o comando refutou a declaração da Guarda Revolucionária de que o ataque foi "um ato de agressão", afirmando que tal é falso.
"O Irão criou a ameaça e as forças armadas dos EUA eliminaram-na para proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial", acrescentou.
O ataque levado a cabo pelos EUA contra a ilha iraniana de Larak destruiu duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas marítimas.
Um responsável norte-americano adiantou à emissora CNN que foram utilizados drones para realizar a operação. Em resposta, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia.
O Centcom concluiu a remoção de minas das rotas marítimas internacionais no estreito de Ormuz, disse o Presidente dos EUA, Donald Trump, em 25 de agosto.
Trump advertiu o Irão de que qualquer embarcação que colocasse novos dispositivos explosivos neste estreito marítimo, por onde circula uma parte significativa dos hidrocarbonetos exportados a nível global, seria "destruída imediatamente e de forma sistemática".
O ataque de domingo é o primeiro de que se tem conhecimento desde o final de julho, quando os meios de comunicação noticiaram bombardeamentos contra dezenas de alvos militares da Guarda Revolucionária.
Após o colapso das negociações para alcançar a paz e o prazo de 60 dias para tentar chegar a uma solução negociada para o conflito, Washington anunciou um novo pacote de sanções contra Teerão, dando a entender que a Administração norte-americana iria optar principalmente pela pressão económica.
No entanto, o secretário da Guerra, Pete Hegseth, esclareceu posteriormente que o Pentágono não descartava continuar a realizar "ataques cinéticos", se necessário.