Mundo
Guerra no Médio Oriente
Flotilha. Seguro vai receber famílias dos médicos portugueses detidos por Israel
As famílias destes portugueses tinham solicitado audiências ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e ao chefe de Estado, António José Seguro.
O presidente da República vai receber esta quarta-feira as famílias dos médicos Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias, detidos por Israel quando se encontravam em missão humanitária na "Sumud Global Flotilla".
Uma das familiares adiantou à RTP que o presidente da República respondeu ao pedido, marcando encontro para esta quarta-feira às 15h00 no Palácio de Belém.
Na segunda-feira, a Ordem dos Médicos disse ter sido informada da detenção de dois médicos lusos, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, quando seguiam a bordo do navio 'Tenaz' e a embarcação foi intercetada por Israel em águas internacionais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse então que os clínicos foram detidos em "violação da ordem internacional".
"Uma vez que esta ação de Israel, tal como a anterior de há umas semanas, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir um tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, convocámos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel para fazermos o nosso protesto e para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível", afirmou. No mês passado, as forças israelitas intercetaram 22 barcos da mesma flotilha perto de Creta.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceção pelas forças israelitas de uma nova "flotilha para Gaza", ao lago da costa de Chipre, acusando-a de ser uma iniciativa maliciosa por pretender quebrar o bloqueio que Israel diz impor "aos terroristas do Hamas".
Na rede social X, a Global Sumud afirmou que embarcações militares intercetaram a flotilha de forma "ilegal e violenta" e que as forças israelitas abordaram as embarcações "sequestrando os voluntários", e exigiu "a libertação imediata dos ativistas e o fim do bloqueio a Gaza".PS questiona Governo sobre detenção
O grupo parlamentar do PS perguntou esta quarta-feira ao Governo “que diligências diplomáticas e consulares foram desencadeadas junto das autoridades israelitas para confirmar a localização, o estado de saúde e as condições de detenção de dois cidadãos portugueses que integravam uma flotilha humanitária e foram detidos por Israel em águas internacionais”.
Na questão, enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros, os socialistas realçam que a interceção de embarcações integradas na “Global Sumud Flotilla” com destino à Faixa de Gaza “volta a suscitar sérias preocupações, envolvendo uma vez mais cidadãos portugueses”.
“A situação é agravada pelo facto de, até ao momento, persistirem dúvidas quanto ao paradeiro, condições de detenção e acesso consular dos cidadãos portugueses envolvidos”, refere o PS.
Para além de pedirem que Portugal “assuma uma postura clara e inequívoca” na defesa do direito internacional e da proteção dos seus cidadãos, os socialistas questionaram o Governo se está “a articular-se com outros Estados-membros da União Europeia cujos cidadãos também foram afetados por esta operação, no sentido de assegurar uma resposta coordenada”.
Uma das familiares adiantou à RTP que o presidente da República respondeu ao pedido, marcando encontro para esta quarta-feira às 15h00 no Palácio de Belém.
Na segunda-feira, a Ordem dos Médicos disse ter sido informada da detenção de dois médicos lusos, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, quando seguiam a bordo do navio 'Tenaz' e a embarcação foi intercetada por Israel em águas internacionais.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse então que os clínicos foram detidos em "violação da ordem internacional".
"Uma vez que esta ação de Israel, tal como a anterior de há umas semanas, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir um tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, convocámos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel para fazermos o nosso protesto e para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível", afirmou. No mês passado, as forças israelitas intercetaram 22 barcos da mesma flotilha perto de Creta.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceção pelas forças israelitas de uma nova "flotilha para Gaza", ao lago da costa de Chipre, acusando-a de ser uma iniciativa maliciosa por pretender quebrar o bloqueio que Israel diz impor "aos terroristas do Hamas".
Na rede social X, a Global Sumud afirmou que embarcações militares intercetaram a flotilha de forma "ilegal e violenta" e que as forças israelitas abordaram as embarcações "sequestrando os voluntários", e exigiu "a libertação imediata dos ativistas e o fim do bloqueio a Gaza".PS questiona Governo sobre detenção
O grupo parlamentar do PS perguntou esta quarta-feira ao Governo “que diligências diplomáticas e consulares foram desencadeadas junto das autoridades israelitas para confirmar a localização, o estado de saúde e as condições de detenção de dois cidadãos portugueses que integravam uma flotilha humanitária e foram detidos por Israel em águas internacionais”.
Na questão, enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros, os socialistas realçam que a interceção de embarcações integradas na “Global Sumud Flotilla” com destino à Faixa de Gaza “volta a suscitar sérias preocupações, envolvendo uma vez mais cidadãos portugueses”.
“A situação é agravada pelo facto de, até ao momento, persistirem dúvidas quanto ao paradeiro, condições de detenção e acesso consular dos cidadãos portugueses envolvidos”, refere o PS.
Para além de pedirem que Portugal “assuma uma postura clara e inequívoca” na defesa do direito internacional e da proteção dos seus cidadãos, os socialistas questionaram o Governo se está “a articular-se com outros Estados-membros da União Europeia cujos cidadãos também foram afetados por esta operação, no sentido de assegurar uma resposta coordenada”.