Forças sauditas afirmam ter intercetado dois drones na região de Riade
A coligação liderada pela Arábia Saudita, que apoia o Governo iemenita contra os rebeldes Huthis pró-Irão, anunciou hoje ter intercetado e destruído dois drones na região de Riade.
"Interceção e destruição de dois drones na região de Riade", anunciou o porta-voz da coligação, Turki al-Malki, numa mensagem no X, sem mencionar os Huthis.
Num comunicado publicado na rede social X e citado pela agência espanhola EFE, o porta-voz militar dos insurgentes iemenitas, Yahya Sarea, afirmou que os rebeldes atacaram, nas últimas 48 horas, com drones, os aeroportos sauditas de Dammam (leste) e Jizan (sudoeste), bem como várias instalações militares e de vigilância nesta última cidade da Arábia Saudita.
Segundo os insurgentes, as operações provocaram a interrupção do tráfego aéreo e atingiram os alvos previstos.
As unidades huthis "conseguiram, nas últimas 48 horas, atacar o aeroporto de Dammam em duas vagas, com dois drones".
"A operação atingiu com êxito o seu objetivo e provocou a interrupção do tráfego aéreo no aeroporto", afirmou Sarea no comunicado, em que dá igualmente conta do ataque ao "radar de alerta antecipado em Jizan", bem como uma aeronave de transporte militar no aeroporto daquela cidade.
O porta-voz não forneceu pormenores sobre eventuais danos materiais ou vítimas na sequência das operações. Até ao momento, também não houve qualquer confirmação independente dos ataques ou dos seus efeitos.
O anúncio surge num contexto de intensificação dos confrontos entre os rebeldes huthis e as forças leais ao Governo internacionalmente reconhecido, bem como de um aumento da tensão entre o grupo insurgente e a Arábia Saudita.
A retoma das hostilidades no Iémen remonta a meados de julho, quando o Exército leal ao Governo internacionalmente reconhecido, apoiado por uma coligação liderada pela Arábia Saudita, bombardeou o aeroporto de Sana para impedir a aterragem de um avião iraniano.
Pouco depois, os huthis lançaram uma ofensiva que lhes permitiu alargar as suas posições na costa sudoeste do país e começaram a atacar instalações energéticas, económicas e infraestruturas na Arábia Saudita.
Em resposta, a coligação militar anti-huthis, liderada por Riade, e as forças governamentais retomaram os bombardeamentos contra territórios sob controlo dos insurgentes e lançaram uma contraofensiva denominada "Amanhecer do Iémen", que, até ao momento, não parece ter conseguido recuperar o território perdido.
Hoje, os huthis denunciaram que pelo menos oito pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num ataque saudita contra um mercado na província de Taiz, palco de combates entre os insurgentes e as forças do Governo internacionalmente reconhecido.
O Ministério da Economia, Indústria e Investimento dos rebeldes denunciou, segundo reporta a agência Saba, que as forças sauditas atacaram "de forma direta e deliberada" o mercado popular de al-Mayaf, no distrito de al-Aqrud, naquela província.
"Este crime hediondo representa a expressão máxima da criminalidade do regime saudita e dos seus mercenários, constituindo mais um episódio da série de crimes de guerra cometidos pela coligação liderada pela Arábia Saudita e pelos seus aliados contra o povo iemenita", declararam os huthis.
Os huthis insistiram que este tipo de ataques "não impedirá as instituições do Estado, o setor privado nem os comerciantes de prosseguirem os seus esforços para garantir as necessidades da população, manter a estabilidade do mercado e assegurar a continuidade da atividade económica".
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