Reportagem

Guerra no Médio Oriente. A evolução do conflito entre Israel e o Hamas ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre o reacender do conflito israelo-palestiniano, após a vaga de ataques do Hamas e a consequente retaliação das forças do Estado hebraico.

Mariana Ribeiro Soares, Ana Sofia Rodrigues, Inês Moreira Santos, Cristina Sambado - RTP /


Evelyn Hockstein - Reuters

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Lusa /

Vigília em Lisboa assinala 30 dias de guerra e pede libertação de reféns

Sob o lema "Estamos Unidos", a vigília ao início da noite na Praça do Município, organizada pela comunidade israelita de Lisboa, tinha também como mensagens-chave "Nunca Mais é Agora", em alusão à memória do Holocausto e "Tragam-nos para Casa Agora", numa referência aos mais de 240 reféns cativos pelo Hamas desde os ataques em 07 de outubro em solo israelita e que deixaram, segundo as autoridades de Telavive, cerca de 1.400 pessoas massacradas.

À medida que um tela instalada no largo fronteiro à Câmara de Municipal Lisboa ia exibindo imagens e nomes de vítimas daquele dia e de reféns, o embaixador em Israelita em Portugal, Dor Shapira, lembrou aos presentes que 30 dias é uma data emblemática no judaísmo na homenagem aos seus mortos.

"É isso que estamos a fazer aqui esta noite, 30 dias depois do acontecimento", declarou o diplomata, em memória de "1.400 pessoas que foram assassinadas de forma tão brutal".

O embaixador recordou um pai e uma filha, que nasceu com uma doença congénita incapacitante e que adorava música, para contar que ele decidiu dedicar a sua vida a levá-la a concertos em toda a parte, incluindo Portugal, onde Shapira os conheceu.

"Toda a gente já conhecia esse pai tresloucado com a filha na cadeira de rodas a dançar de manhã até à noite, apreciando a vida porque essa era a paixão deles", lembrou o embaixador, "mas infelizmente o último festival a que ele a levou foi o Nova", onde ambos morreram com cerca de 260 pessoas abatidas pelo Hamas.

Essa "é apenas uma história em 1400 histórias", referiu o diplomata, "de almas puras que foram assassinadas de forma tão brutal" que, advertiu, só podem merecer condenação, sob pena de não se compreender a guerra em curso em que "o Hamas não vai ficar por aqui".

"Não se trata do conflito israelo-palestiniano, é algo muito mais profundo", sustentou, afirmando que, além da invocação dos 1.400 mortos pelo Hamas, tem de ser pedida proteção e libertação dos cerca de 240 reféns e combater-se a vaga de "antissemitismo em ascensão", sem áreas cinzentas: "Há algo que une essas três coisas, às vezes no mundo, existe o certo e o errado e estamos num momento justificado do certo contra o errado".

Entre barreiras metálicas emoldurando o recinto da praça, para a qual só se entrava mediante identificação, e sob apertada proteção de elementos da PSP e de seguranças privados, a vigília foi porém marcada pela serenidade acompanhada de comoção discreta de vários participantes, na forma como fechavam o rosto na imagem de uma vítima de 07 de outubro ou de um refém.

Alguns traziam bandeiras israelitas e portugueses, outros mensagens como "apoie a humanidade, não o terrorismo" outros ainda cartazes com fotografias dos reféns e a palavra "raptado" e com o pedido mais reiterado: "Tragam-nos de volta".

Esta foi uma manifestação de solidariedade para com as vítimas e suas famílias, de apelo para a "libertação urgente" das pessoas em cativeiro e de apoio à "legitimidade de Israel em se defender", segundo o líder da comunidade israelita em Lisboa.

"É o tempo em que estamos ao lado de Israel, apoiando as ações determinadas de combate ao terrorismo", afirmou David Botelho, agradecendo ao Governo português e aos agentes políticos pela condenação dos atos praticados pelo Hamas, porque "apoiar Israel é apoiar as vítimas do terror e estar ao lado de quem foi agredido, de quem foi violentado".

O presidente da comunidade também se referiu ao combate ao antissemitismo e que "merece um combate sem quartel", apontando que Portugal tem desde abril um coordenador nacional de uma estratégia europeia, apelando para que as suas linhas sejam visíveis, concretas e implementadas.

Jordana Machado, uma luso-brasileira de 20 anos, marcou presença na Praça do Município como forma de lembrar as vítimas e de fazer sentir que Israel não está só: "Somos a favor de Israel e daqueles que se mobilizam para estar do lado da vida", justificou.

"Nem todos os métodos de guerra são os melhores abordados", concede a jovem, mas, a respeito de proporcionalidade do Exército israelita - nos seus bombardeamentos e operações na Faixa de Gaza -, observa que foi o Hamas que iniciou as hostilidades e que agora "tanto Israel como a Palestina tentam defender-se da melhor forma que podem".

Este é um tema a que Moisés Lachman, de 60 anos, também é sensível, considerando que "as pessoas têm todo o direito de fazer manifestações pró-Palestina, mas deviam manifestar-se contra o Hamas também"

O movimento palestiniano "está a dar tiros na cabeça de quem quer fugir" da Faixa de Gaza, não passando de meros terroristas que "já assassinaram o pessoal da Fatah da Cisjordânia", refere o empresário brasileiro antes de pausar o discurso para gritar "Bring them home" ["Tragam os reféns para casa"], a mesma frase que tinha escrita num cartaz.

Depois, voltou para frisar que "quem não é a favor de dois Estados é o Hamas desde a sua conceção", e que os palestinianos também são vítimas "do antissemitismo e do antissionismo dos árabes", deixando críticas à Cruz vermelha, à ONU e ao seu secretário-geral, António Guterres, porque "os reféns israelitas não contam, só contam os palestinianos que começaram a guerra".

Para a israelo-suíça Alex Schinasi, 38 anos, "todos podem estar do lado dos palestinianos desde que seja num contexto pacífico", mas o problema é quando há violência e antissemitismo, na medida que "todos os civis são vítimas".

"Estou aqui pelos reféns, para lembrar as pessoas que morreram de uma forma brutal há um mês e para espalhar paz e compreensão", afirmou, deixando claro que não sente antissemitismo em Portugal: "Sinto-me sortuda e bem-vinda. Somos uma família israelo-suíça, falamos hebreu e estamos vigilantes, porque ouvimos histórias e temos mais cuidado. Mas estou feliz de estar em Lisboa e não noutra capital europeia".

Já Luciano Waldman, um brasileiro e israelita de 34 anos, diz sentir o antissemitismo a partir do momento em que dá a sua opinião como judeu: "Sei que vou ter comentários que não têm a ver com o conflito, mas um ataque pessoal, à minha religião e ao meu modo de vida. A guerra motiva as pessoas a cometer atos antissemitas", alerta.

Admitindo que todas as pessoas têm o direito de defender a causa palestiniana, Waldman não aceita porém que haja em Portugal quem compare o estado de Israel ao nazismo, porque isso não "é promoção de paz nem da autodeterminação da Palestina", avisando que, na justa medida em que "os terroristas estão contra o mundo ocidental", o que está a suceder no seu país "também pode acontecer em Portugal", onde deixa uma mensagem aos políticos.

"Os partidos que estão a motivar o antissemitismo, deviam ser avisados para que as pessoas que vão às manifestações não cometam atos antissemitas, como `grafitti` por toda a cidade", apelou.

A vigília foi encerrada pela canção "Hallelujah", de Leonard Cohen, em que foram avistados parlamentares do Chega e do PSD, e, segundo a Embaixada de Israel, de representantes dos Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Luxemburgo, Estónia, Chile e Panamá.

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Lusa /

Orações e bandeiras a meia haste marcam primeiro mês de guerra

O conflito já provocou, pelo menos, 1.400 mortos, 5.400 feridos e mais de 200 reféns do lado israelita.

Pelas 11:00 (hora local, menos duas em Lisboa), os israelitas fizeram um minuto de silêncio em todo o território.

No muro das lamentações da cidade velha de Jerusalém realizaram-se orações pelo regresso dos reféns.

As bandeiras israelitas foram colocadas a meia haste, enquanto os familiares das vítimas entoavam o hino nacional.

Dezenas de pessoas reuniram-se em frente ao parlamento, em Jerusalém, com faixas e bandeiras israelitas, exigindo a libertação dos reféns.

Nas praças centrais das grandes cidades foram acesas velas brancas, em memória das vítimas.

As celebrações começaram na segunda-feira, com uma cerimónia no monte Herzl, Jerusalém, onde está o maior cemitério militar de Israel.

Naquele local foram, recentemente, gravados os nomes dos 394 soldados, polícias e guardas que morreram nesta guerra.

"Há um mês, o Hamas atacou-nos e atingiu-nos duramente. Naquele dia terrível, não cumprimos a nossa missão", apontou o comandante chefe do Comando Sul do exército israelita, Yaron Finkelmann, citado pela agência EFE.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, considerou hoje que a ofensiva militar foi um "sucesso extraordinário".

Em 07 de outubro, o Hamas -- classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita.

Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.

No dia 27 de outubro, Israel iniciou uma incursão terrestre que já avançou até à Cidade de Gaza, a principal cidade da Faixa de Gaza.

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Momento-Chave
RTP /

Washington é contra a uma “reocupação” de Gaza por Israel

Depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter anunciado que queria assumir a “responsabilidade geral pela segurança” da Faixa de Gaza após a guerra, os Estados Unidos vieram esclarecer que se opõem a uma nova ocupação de longo de Israel naquele território.

“Em geral, não apoiamos a reocupação de Gaza e Israel também não a apoia”, disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Vedant Patel.
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RTP /

Irmão de refém pede ajuda ao Governo português

Dedi Hayun - Reuters

A reportagem é dos enviados especiais da RTP a Israel Cândida Pinto e David Araújo.
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RTP /

Tragédia humanitária Gaza. Hospitais continuam debaixo de fogo

A ONU volta a pedir uma pausa humanitária para que a ajuda consiga chegar a quem mais precisa no enclave palestiniano.
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Momento-Chave
RTP /

Netanyahu diz que Israel vai assumir a "responsabilidade pela segurança" da Faixa de Gaza

Há poucos dias, um porta voz das Forças de Defesa de Israel disse aos enviados da RTP que não está nos planos de Israel voltar ao controlo da Faixa de Gaza e esta terça-feira, um dirigente do Hamas no Líbano deixou claro que o Hamas não tenciona sair de Gaza.
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RTP /

Telavive prepara invasão da cidade de Gaza

Foto: Ronen Zvulun - Reuters

O prazo foi anunciado depois de o primeiro-ministro israelita ter afirmado que Telavive assumirá o controlo de todo o enclave palestiniano depois de erradicar o Hamas. Benjamin Netanyahu avisou também que não haverá um cessar-fogo na Faixa de Gaza enquanto não forem libertados os reféns.
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RTP /

Biden pediu a Netanyahu uma pausa de três dias nos combates

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, instou o primeiro-ministro israelita a concordar com um cessar-fogo de três dias para permitir a libertação de alguns dos reféns.

Citando uma autoridade dos EUA, o site de notícias norte-americano Axios avança que está a ser discutida uma proposta entre os EUA, Israel e Catar para que o Hamas liberte entre dez a 15 reféns.

Num comunicado divulgado na segunda-feira, a Casa Branca disse que Biden e Netanyahu discutiram, durante uma chamada telefónica, "a possibilidade de pausas táticas para proporcionar aos civis oportunidades de saírem com segurança de áreas de combate em curso, para garantir que a assistência chegue aos civis necessitados e para permitir eventuais libertações de reféns".

Durante essa conversa, Netanyahu terá também dito a Biden que não confia nas intenções do Hamas e não acredita que eles estejam prontos para concordar com um acordo em relação aos reféns, segundo avança o Axios.

Netanyahu acrescentou que Israel poderá perder o atual apoio internacional se os combates cessarem por três dias.
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Momento-Chave
RTP /

Netanyahu recusa cessar-fogo e envio de combustível a Gaza sem libertação de reféns

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou esta terça-feira que não apoiará um cessar-fogo ou a entrega de combustível à Faixa de Gaza até que os 241 reféns mantidos pelo Hamas sejam libertados.

“Não há entrada de combustível, não há trabalhadores (palestinianos) em Israel e não há cessar-fogo sem a libertação dos nossos reféns”, disse Netanyahu num discurso ao país.

Netanyahu acrescentou que a cidade de Gaza “está cercada” pelos militares israelitas e voltou a apelar aos civis para que se desloquem para o sul da região, avisando que o exército israelita “não vai parar” a sua ofensiva.
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Lusa /

Antigo oficial israelita quer que forças armadas fiquem em Gaza sem ajudar população

"No final da operação, que levará alguns meses para `limpar` Gaza - entre seis e 12 meses -, as Forças de Defesa de Israel (FDI) devem permanecer com liberdade de ação dentro da Faixa de Gaza", afirmou o major-general aposentado, durante um debate organizado pelo centro de estudos britânico The Henry Jackson Society.

Amidror vincou que "não importa quem controlará Gaza no dia seguinte", mas argumentou que "Israel não terá qualquer responsabilidade para fornecer água ou eletricidade à população", a qual considera que apoiou os ataques do Hamas em 07 de outubro.

No mesmo debate, intitulado "Atualização da Crise em Israel: O Futuro do Conflito contra o Hamas", Amjad Taha, diretor regional do Centro Britânico de Estudos e Investigação do Médio Oriente, sediado no Bahrein, alertou para a influência do regime iraniano através do Hamas.

"Se Israel vencer, teremos um representante do Irão eliminado", afirmou, identificando o movimento, considerado terrorista pela Estados Unidos e União Europeia, como um obstáculo ao processo de paz.

Segundo este defensor da normalização das relações entre Israel e países árabes, "a razão pela qual os palestinianos não estavam unificados em torno de um projeto de Estado palestiniano é porque eles estavam divididos" entre o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e a Organização de Libertação da Palestina (OLP), que governa a Cisjordânia.

"Se a OLP puder controlar ambos os lados, isso significa que poderemos negociar [a criação do] Estado palestiniano e conseguir alcançá-lo", alegou.

O debate realizou-se um mês após o ataque surpresa lançado pelo Hamas contra Israel, em 07 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e cerca de 5.000 feridos, além dos mais de 200 reféns, de acordo com as autoridades israelitas.

A retaliação de Israel contra a Faixa de Gaza começou logo depois, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira passada o cerco à cidade de Gaza.

A guerra entre Israel e o Hamas já fez, na Faixa de Gaza, mais de 10.000 mortos, entre os quais mais de 4.000 crianças, mais de 25.400 feridos e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais, controladas pelo Hamas.

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Lusa /

Guterres recorda injustificáveis "atos de terror" do Hamas e renova apelo a cessar-fogo

"Um mês após os horríveis acontecimentos de 07 de outubro, o secretário-geral reitera a sua total condenação dos atos de terror cometidos pelo Hamas em Israel para os quais não pode haver qualquer justificação", disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado.

"Ele nunca esquecerá as imagens horríveis de civis mortos e mutilados e de outros arrastados para o cativeiro. Reitera o seu apelo à sua libertação imediata e incondicional", acrescenta a nota.

Guterres "continua extremamente angustiado com a morte de civis em Gaza e com a catástrofe humanitária que continua a desenrolar-se em Gaza, com um custo inimaginável para os civis", assinalou o porta-voz, reiterando os apelos do secretário-geral a um "cessar-fogo humanitário imediato".

O líder das Nações Unidas tem feito nas últimas semanas apelos por um cessar-fogo humanitário na guerra de Israel e do Hamas que transformou a Faixa de Gaza "um cemitério de crianças" palestinianas, segundo as suas palavras.

Declarações como esta têm desencadeado críticas de Israel a Guterres, com o Governo de Telavive a pedir a sua demissão do cargo de secretário-geral da ONU por considerar que está a justificar e a defender as ações do Hamas, um grupo considerado terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

No seu mais recente discurso na ONU, na segunda-feira, Guterres afirmou que enquanto o exército israelita "continua a bombardear e a espancar civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e edifícios da ONU", o Hamas "usa civis como escudos humanos".

Para Guterres, o caminho a seguir é "um cessar-fogo humanitário" e todas as partes estão a cometer violações do direito internacional humanitário.

O movimento islamita palestiniano Hamas realizou um ataque surpresa contra Israel em 07 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e cerca de 5.000 feridos, além dos mais de 200 reféns, de acordo com as autoridades israelitas.

A retaliação de Israel contra a Faixa de Gaza começou logo depois, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira passada o cerco à cidade de Gaza.

A guerra entre Israel e o Hamas já fez, na Faixa de Gaza, mais de 10.000 mortos, entre os quais mais de 4.000 crianças, mais de 25.400 feridos e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais, controladas pelo Hamas.

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Momento-Chave
RTP /

Netanyahu avisa que Hezbollah “cometeria o erro da sua vida” se se juntasse à guerra

O Hezbollah - organização do Líbano apoiada pelo Irão - “cometeria o erro da sua vida” ao entrar na guerra contra Israel, avisou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, esta terça-feira.
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Momento-Chave
RTP /

Exército israelita diz que tropas estão a lutar “no coração da cidade de Gaza”

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que estão a lutar em “centros importantes” da Faixa de Gaza durante uma guerra “complexa e difícil” com militantes do Hamas.

“Estamos a combater neste exato momento em centros importantes da Faixa de Gaza. Acabei de voltar de lá. Pela primeira vez em uma década, as IDF estão a lutar no coração da Cidade de Gaza. No coração do terror. Esta é uma guerra complexa e difícil e, infelizmente, tem custos”, afirmou o major-general Yaron Finkelman em comunicado, publicado esta terça-feira.

O ministro da defesa de Israel, Yoav Gallant, disse que as IDF a “a apertar o cerco” em torno da Faixa de Gaza e rejeitou uma pausa na ofensiva até que os reféns sejam libertados.

“As pausas humanitárias, para mim, significam antes de tudo [libertar] os reféns mantidos por animais. Não haverá tréguas humanitárias sem [o regresso dos] reféns”, asseverou.
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Lusa /

Espanha condecora Guterres por defesa de Direitos Humanos dos palestinianos

Guterres "tem-se destacado pelo seu compromisso com a defesa dos Direitos Humanos e da ordem internacional baseada em regras", disse a porta-voz do Governo espanhol, a ministra Isabel Rodríguez, numa conferência de imprensa hoje em Madrid, a seguir à reunião do Conselho de Ministros em que foi aprovada a atribuição da condecoração.

A ministra acrescentou que o compromisso de Guterres com o Direito internacional e humanitário ficou "especialmente em evidência nas últimas semanas" por causa da guerra de Israel com o grupo islâmico Hamas e a defesa "dos Direitos Humanos da população civil palestiniana".

O Governo espanhol atribuiu ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e antigo primeiro-ministro de Portugal o Colar da Real e Distinta Ordem Espanhola de Carlos III, a mais alta condecoração civil do estado espanhol.

Guterres tem feito nas últimas semanas apelos a um cessar-fogo humanitário na guerra de Israel e do Hamas que transformou a Faixa de Gaza "um cemitério de crianças" palestinianas, segundo as suas palavras.

Declarações como esta têm desencadeado críticas de Israel a Guterres, com o Governo de Telavive a pedir a sua demissão do cargo de secretário-geral da ONU por considerar que está a justificar e a defender as ações do Hamas, um grupo considerado terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

No seu mais recente discurso na ONU, Guterres afirmou que enquanto o exército israelita "continua a bombardear e a espancar civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e edifícios da ONU", o Hamas "usa civis como escudos humanos".

Para Guterres, o caminho a seguir é "um cessar-fogo humanitário" e todas as partes estão a cometer violações do direito internacional humanitário.

O movimento islamita palestiniano Hamas realizou um ataque surpresa contra Israel em 07 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e cerca de 5.000 feridos, além dos mais de 200 reféns, de acordo com as autoridades israelitas.

A retaliação de Israel contra a Faixa de Gaza começou logo depois, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira passada o cerco à cidade de Gaza.

A guerra entre Israel e o Hamas já fez, na Faixa de Gaza, mais de 10.000 mortos, entre os quais mais de 4.000 crianças, mais de 25.400 feridos e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais.

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RTP /

Mais de 400 cidadãos e residentes dos EUA retirados de Gaza

Os Estados Unidos ajudaram mais de 400 cidadãos norte-americanos, residentes permanentes legais e outras pessoas elegíveis a deixar a Faixa de Gaza, anunciou um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA esta terça-feira.
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RTP /

Primeiro grupo de cidadãos do Canadá retirados de Gaza

O primeiro grupo de cidadãos canadianos foi retirado do enclave de Gaza através da passagem de fronteira de Rafah para o Egito, anunciou o ministro do Desenvolvimento Internacional, Ahmed Hussen. 

"Eles agora estão sãos e salvos no Egito e estamos muito, muito felizes", disse aos jornalistas.
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Momento-Chave
15:14
RTP /

Comércio entre Israel e a Turquia diminuiu 50% desde 7 de outubro

O comércio entre Israel e a Turquia diminuiu 50% desde que a guerra Israel-Hamas eclodiu em 7 de outubro, disse o ministro do Comércio turco na terça-feira durante uma visita oficial ao Kuwait.
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RTP /

Reino Unido realizará reunião de emergência sobre o impacto da guerra Israel-Hamas nas comunidades

O governo britânico realizará uma reunião de resposta de emergência sobre o impacto da guerra Israel-Hamas na coesão comunitária na Grã-Bretanha na terça-feira, em meio a preocupações de ministros sobre os protestos pró-Palestina planeados para o fim de semana do Dia do Armistício.
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Momento-Chave
RTP /

Israel em Guerra. Netanyahu recusa um cessar-fogo

Foto: Mohammed Salem - Reuters

Palavras que marcam um mês de guerra e depois de uma madrugada com mais 50 palestinianos mortos, alguns deles no sul, perto de Rafah.
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RTP /

Médicos Sem Fronteiras consideram cessar-fogo "uma emergência vital"

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) apelou a um cessar-fogo na Faixa de Gaza, uma condição para organizar a resposta humanitária e uma questão de “emergência vital” para a população do território palestiniano sob fogo israelita. 

A MSF descreveu uma “situação humanitária catastrófica” no território e uma “guerra total”. 

"A população está a sofrer e as equipes de resgate estão praticamente impotentes. Perante o massacre, um cessar-fogo é uma emergência vital", declarou a diretora da organização, Claire Magone, durante uma conferência de imprensa na sede da organização, em Paris. 

“Hoje, existem apenas falsos sinais de humanidade e discussões dilatórias”, denunciou ela, referindo-se às “pausas táticas” discutidas entre Israel e Washington para permitir tréguas humanitárias.
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13:10
RTP /

Alemanha atribui mais 20 milhões de euros extra de ajuda aos palestinos

A Alemanha decidiu libertar 71 milhões de euros (75,80 milhões de dólares) em ajuda e prometeu 20 milhões de euros adicionais em novos financiamentos, disse o ministério do Desenvolvimento esta terça-feira.
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Lusa /

Ataque israelita mata jornalista e mais de 40 familiares em Gaza

Trata-se de Mohamad Abu Hasira, que morreu com os filhos, irmãos e outros familiares na casa atingida pelo exército israelita, perto do porto da cidade de Gaza, de acordo com a agência espanhola Europa Press.

A morte de Abu Hasira foi também noticiada pela agência noticiosa palestiniana Maan e pelo diário Filastin, ligado ao grupo islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007.

O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) informou que pelo menos 37 jornalistas - 32 palestinianos, quatro israelitas e um libanês - foram mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.

A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita em 07 de outubro, que causou mais de 1.400 mortos, segundo as autoridades de Israel.

Os operacionais do Hamas também raptaram mais de duas centenas de israelitas e estrangeiros que mantêm como reféns na Faixa de Gaza.

Israel respondeu ao ataque com o cerco total da Faixa de Gaza, com corte de fornecimentos essenciais, como água, alimentos, medicamentos e combustível, e com bombardeamentos diários, seguidos de uma operação terrestre.

O Hamas disse que mais de 10 mil pessoas foram mortas num mês de ataques israelitas contra a Faixa de Gaza, um pequeno território de 2,3 milhões de habitantes situado entre o Mar Mediterrâneo, Israel e o Egito.

 

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Momento-Chave
12:24
RTP /

10.328 mortos em Gaza

O Ministério da Saúde revelou o mais recente balanço do número de mortos em Gaza, que ascende a 10.328 vítimas mortais.
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RTP /

Israel reitera que não haverá cessar-fogo até que Hamas liberte reféns

Numa entrevista televisiva, o porta-voz do governo israelita, Eylon Levy, reiterou a posição de Israel de que não haverá cessar-fogo até que o Hamas liberte os mais de 240 reféns que capturou em 7 de Outubro. 

“Não haverá cessar-fogo que deixe os nossos reféns em Gaza e o Hamas no poder. Esqueça isso. Lutaremos para eliminar os autores do massacre de 7 de Outubro e para trazer os nossos reféns para casa”, refere a publicação na rede social X, que partilha a entrevista à DW.
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Momento-Chave
11:39
RTP /

Gaza perto do `ponto de rutura` sem combustível, alertam agências da ONU

O porta-voz do gabinete humanitário da ONU (OCHA), Jens Laerke, disse na terça-feira que o combustível escasseia, acrescentando que nenhum dos 569 camiões de ajuda que chegaram ao enclave até agora transportava combustível. 

Na semana passada, o chefe de ajuda humanitária da ONU, Martin Griffiths, disse que houve "algum progresso" nas negociações sobre o fornecimento de combustível à Faixa de Gaza sitiada por Israel, sem dar mais detalhes. 

"Mais e mais instalações estão a fechar, e mais e mais meios de salvar vidas estão a fechar", disse o porta-voz da Organização Mundial da Saúde, Christian Lindmeier, no mesmo briefing, referindo-se ao fornecimento de combustível.
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11:20
RTP /

Pessoas estão a ser retiradas dos escombros após explosões nas cidades de Khan Younis e Rafah, no sul de Gaza

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11:00
RTP /

OMS diz que 16 trabalhadores da saúde morreram em funções em Gaza

Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde, Christian Lindmeier, disse esta terça-feira que mais de 16 profissionais de saúde morreram em serviço em Gaza e apelou ao levantamento das restrições à ajuda médica, dizendo que alguns médicos estavam a realizar operações, incluindo amputações, sem anestesia.
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10:34
RTP /

Israel diz que 70 camiões de ajuda entraram em Gaza

Setenta camiões que transportam ajuda humanitária internacional cruzaram hoje para Gaza através da fronteira de Rafah, segundo Cogat, uma unidade do Ministério da Defesa israelita. Os camiões têm material médico, alimentos e água – foram inspecionados antes de entrarem, vindos do Egito. Cerca de 500 camiões por dia entravam em Gaza antes do início da guerra. Cerca de 1,2 milhões de pessoas que vivem no território já dependiam de ajuda alimentar, afirma a ONU.
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Antena 1 /

Um mês após ataque do Hamas, Israel prossegue bombardeamentos na Faixa de Gaza

Ammar Awad - Reuters

No presente momento, as forças militares de Israel cercam Gaza e continuam a bombardear este território, colocando permanentemente em risco a vida de mais de dois milhões de civis palestinianos, apesar dos apelos da comunidade internacional para um cessar-fogo imediato.
 
Ao mesmo tempo, vive-se um cenário de incerteza em relação ao futuro dos mais de 200 reféns que permanecem na posse do movimento islâmico Hamas.

Enquanto esses reféns não forem libertados, diz o primeiro-ministro israelita que está fora de questão qualquer pausa na ofensiva.

É um cenário de instabilidade para todo o Médio Oriente que o enviado especial da Antena 1 a Jerusalém, José Manuel Rosendo, diz ter os ingredientes mais do que suficientes para que a guerra se prolongue indefinidamente.

O comentador de assuntos internacionais Filipe Vasconcelos Romão diz que a resposta de Israel ao ataque do Hamas está a assumir uma dimensão desproporcional.

Apesar das críticas das Nações Unidas aos ataques israelitas contra civis em Gaza, o presidente da Comunidade Israelita em Portugal garante que o Governo de Israel cumpre as leis internacionais.

David Joffe Botelho lembra que não basta eliminar a ameaça. É preciso garantir que não se repetem ataques como os que aconteceram há um mês.

O presidente da Comunidade Israelita lembra que, passado um mês do ataque do Hamas, o país continua em estado de choque com a incerteza do que possa acontecer aos reféns.

Em entrevista à Antena 1, David Joffe Botelho afirma que a ajuda tem chegado a Gaza e diz não compreender os pedidos de cessar-fogo que têm surgido da comunidade internacional.
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RTP /

Blinken argumenta que reunião do G7 é momento importante para falar da crise em Gaza

O secretário de Estado norte-americano falou antes de uma reunião bilateral com o Japão que antecede a reunião do G7.
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Antena 1 /

"Não haverá cessar-fogo sem libertação dos reféns", diz Benjamin Netanyahu

Foto: Bir Sultan Poll via Reuters

As declarações de Netanyahu feitas numa entrevista à televisão norte-americana ABC, referindo que se nesta altura houvesse uma paragem na incursão militar, “os esforços de guerra” em curso, “para retirar os reféns”, refere.

Israel pode governar Gaza por um “período indefinido”, após o fim da guerra, sugeriu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em entrevista à ABC News, dos EUA.

Joe Biden já defendeu que seria um erro se Israel ocupasse Gaza.

“Aqueles que não querem continuar o caminho do Hamas… Certamente não é – penso que Israel terá, por um período indefinido, a responsabilidade geral pela segurança, porque vimos o que acontece quando não a temos. Quando não temos essa responsabilidade pela segurança, o que temos é a erupção do terror do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar”, defendeu Neatnyahu.

Questionado sobre os comentários de Netanyahu, o porta-voz do conselho de segurança nacional dos EUA, John Kirby, disse que o “que apoiamos é que o Hamas já não pode controlar Gaza”, citado pelo The Guardian.
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RTP /

Um mês de guerra. Um minuto de silêncio em Israel em memórias das vítimas

O Governo israelita já assumiu que não soube defender os seus cidadãos no ataque surpresa do Hamas a 7 de outubro de 2023.

Em Gaza, cerca de 70 por cento da população teve de se deslocar para outras áreas do enclave e está atualmente a viver em condições desumanas, recorda a Cândida Pinto.
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Momento-Chave
Para permitir entrada de ajuda
RTP /

Kremlin apela a "pausas humanitárias" em Gaza

O Kremlin apelou esta terça-feira a "pausas humanitárias" durante a operação militar de Israel na Faixa de Gaza, e descreveu a situação humanitária no local como "catastrófica".

A Rússia vai continuar os contactos com Israel, o Egipto e os palestinianos para ajudar a garantir que os fornecimentos humanitários possam ser entregues em Gaza, revelou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, num briefing regular.
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A descrição da UNRWA para a situação em Gaza
RTP /

"Tragédia de proporções colossais"

A UNRWA, a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos, descreveu nas redes sociais a situação em Gaza como uma "tragédia de proporções colossais".
“Há um mês que as pessoas na Faixa de Gaza não recebem ajuda, são mortas e bombardeadas para fora das suas casas. A luta diária para encontrar pão e água. Os apagões separam as pessoas dos seus entes queridos e do resto do mundo. Trata-se de uma deslocação forçada e de uma tragédia humanitária de proporções colossais”, escreveu a organização na rede X.
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Marta Pacheco – Antena 1 /

Conflito no Médio Oriente penaliza exportações portuguesas para a região

RTP

Era um mercado que estava em expansão, mas agora, por causa da guerra com o Hamas, há empresas portuguesas, algumas delas no norte do país, que já estão a ter um travão no negócio.
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Lusa /

Cerca de de 50 palestinianos mortos em bombardeamentos esta madrugada

O exército israelita tem apelado repetidamente aos habitantes de Gaza para que se dirijam para sul, enquanto várias centenas de pessoas com passaportes estrangeiros abandonaram o enclave nos últimos dias através da fronteira egípcia.

Pelo menos 12 pessoas foram mortas e cerca de 30 ficaram feridas na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, registando-se ainda dezenas de desaparecidos, enquanto oito pessoas perderam a vida num ataque na zona de Maan, a leste da cidade. Pelo menos uma pessoa morreu num ataque a Beit Lahia, no norte.

A agência informou ainda que as forças israelitas atacaram casas, estradas, jardins-de-infância e outras infraestruturas no bairro de Tal al Haua, no sul da cidade de Gaza (norte), não existindo até ao momento um número específico de mortos.

Por seu lado, o exército israelita declarou que, nas últimas horas, tinha atacado "dezenas de posições de lançamento de foguetes". "Esta noite, utilizando armas de precisão, as forças do exército atacaram alvos da organização terrorista Hamas", adiantou, depois de ter confirmado, no domingo, que tinha conseguido dividir a Faixa de Gaza em duas através da ofensiva terrestre.

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Avança o Crescente Vermelho Palestiniano
RTP /

Dois rockets israelitas caíram perto do hospital al-Quds em Gaza

O Crescente Vermelho Palestiniano afirmou que dois rockets israelitas caíram durante a noite a cerca de 50 metros do hospital al-Quds na cidade de Gaza.

A organização já tinha lançado anteriormente um apelo urgente às organizações internacionais de ajuda humanitária, afirmando que o hospital ficaria sem combustível no prazo de 48 horas, o que significaria que "o equipamento salva-vidas, as incubadoras neonatais e as unidades de cuidados intensivos deixariam de funcionar".

O hospital também abrigava 14 mil pessoas deslocadas devido aos ataques aéreos israelitas e às ordens de evacuação.

“Os hospitais, incluindo o al-Quds, foram "continuamente bombardeados" durante a última semana, com ataques a 50 metros de distância”, avança o Crescente Vermelho Palestiniano na rede X.
“Pelo menos 60 funcionários do hospital, pacientes e pessoas deslocadas foram feridos nos ataques, enquanto os edifícios do hospital e as ambulâncias também sofreram danos significativos".

O comunicado prossegue: “A crise humanitária em Gaza e na região norte está a piorar de dia para dia devido ao aumento da intensidade dos ataques militares e dos ataques aéreos das forças de ocupação israelitas”

“A situação é exacerbada pelos ataques contínuos e indiscriminados que visam e destroem habitações, infraestruturas e instalações públicas”.
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Guerra entre Israel e Hamas no centro das atenções
RTP /

Blinken no Japão para reunião do G7

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, chegou ao Japão para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 que se espera seja dominada pela guerra entre Israel e o Hamas.

Blinken não fez qualquer comentário público ao chegar a Tóquio para os dois dias de discussões, depois de uma viagem pelo Médio Oriente, onde fez pressão para "pausas" humanitárias nos bombardeamentos israelitas em Gaza e tentou conter o conflito.

Os ministros do G7 - Estados Unidos, Japão, França, Grã-Bretanha, Itália, Alemanha e Canadá – vão também discutir o conflito na Ucrânia e as relações com a China.
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Momento-Chave
RTP /

Noite de intensos bombardeamentos na Faixa de Gaza

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Um mês de guerra
RTP /

Mais de dez mil mortos e um milhão de deslocados na Faixa de Gaza

Mais de 10 mil palestinianos morreram na Faixa de Gaza num mês de conflito. O número é avançado pelo Ministério da saúde da Gaza controlado pelos terroristas do Hamas que adianta que entre estas vítimas mortais estão mais de quatro mil crianças.
Perante a escassez de alimentos perto de 70 por cento da população fugiu de casa.

Há mais de um milhão e meio de deslocados.
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Momento-Chave
RTP /

Ponto da situação

  • O dia de ontem voltou a ser marcado pelas declarações do primeiro-ministro israelita. Benjamin Netanyahu disse que Israel ficará encarregado da segurança de Gaza por tempo indeterminado, mesmo quando terminar a ofensiva contra o Hamas: "Acredito que Israel terá, por um período indefinido, a responsabilidade global pela segurança porque vimos o que acontece quando não a temos", afirmou em entrevista à estação norte-americana ABC;
  • "Quando não temos essa responsabilidade pela segurança, o que temos é uma erupção do terror do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar", acrescentou Netanyahu;
  • A ser novamente alvo dos governantes israelitas, desta vez o ministro dos Negócios Estrangeiros, Eli Cohen, que disse que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas deveria ter vergonha do seu recente discurso sobre a guerra, António Guterres sublinhou também esta segunda-feira que Gaza está a tornar-se "num cemitério de crianças";
  • Falando em "pesadelo", "uma crise da humanidade" onde "ninguém está seguro", Guterres afirmou-se "profundamente preocupado" com as "claras violações do direito humanitário internacional" no terreno;
  • "A intensificação do conflito está a abalar o mundo, a região e, o que é mais trágico, a destruir tantas vidas inocentes. As operações terrestres das Forças de Defesa de Israel e os bombardeamentos contínuos estão a atingir civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e instalações da ONU - incluindo abrigos. Ninguém está seguro", disse o chefe da ONU.
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RTP /

Guterres afirma que Gaza se está a tornar "um cemitério de crianças"

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RTP /

Benjamin Netanyahu admite pausas táticas no conflito com o Hamas

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Lusa /

Israel será responsável pela segurança de Gaza indefinidamente, diz Benjamin Netanyahu

"Acredito que Israel terá, por um período indefinido, a responsabilidade global pela segurança porque vimos o que acontece quando não a temos", frisou Netanyahu, num excerto da entrevista à estação norte-americana ABC.

"Quando não temos essa responsabilidade pela segurança, o que temos é uma erupção do terror do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar", acrescentou.

O governante israelita respondeu, quando questionado sobre quem deveria governar Gaza quando a guerra terminasse: "Aqueles que não querem seguir o caminho do Hamas".

A 07 de outubro, o Hamas -- classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes ao território israelita, fazendo mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.

Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.

A guerra entre Israel e o Hamas, que cumpre hoje o 31º dia e que continua a ameaçar alastrar-se a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 10.000 mortos, anunciou o Ministério da Saúde palestiniano, controlado pelo movimento islamita Hamas.

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RTP /

Médio Oriente. Israel recorda vítimas com memorial no Muro das Lamentações

Uma cerimónia em nome dos que morreram e também com a esperança de que os reféns regressem a casa.

A reportagem é dos enviados especiais José Manuel Rosendo e Marques de Almeida.
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RTP /

Médio Oriente. Organizações internacionais pedem cessar-fogo

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RTP /

Embaixador da Palestina em Portugal confessa que ficou desiludido com falta de empatia de Marcelo

Em entrevista exclusiva à RTP, Nabil Abuznaid revelou que, depois da polémica, não recebeu qualquer contacto do chefe de Estado.

Ainda assim, Abuznaid garante que mantém o respeito pelo Presidente.
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Lusa /

G7 debatem estratégia sobre conflitos no Médio Oriente e Ucrânia

G7 procuram acalmar a situação no Médio Oriente EPA

O encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido) e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, deverá abordar os desenvolvimentos mais recentes do conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas.

O principal objetivo da atual presidência japonesa do G7 é que desta reunião saia uma “mensagem unificada, que ajude a acalmar a situação no Médio Oriente”, afirmou o porta-voz do executivo japonês, Hirokazu Matsuno, em conferência de imprensa realizada em Tóquio.

A presidência japonesa também planeia convidar os ministros dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, Tajiquistão e Quirguizistão para uma sessão da reunião, através de vídeoconferência, referiu a imprensa local, explicando que a intenção é tentar conter a crescente influência de Pequim na Ásia Central.

A 7 de outubro, o Hamas – classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita.

Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel ao enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.


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Lusa /

Um mês de conflito entre Telavive e Hamas sem fim à vista

Ashraf Amra - Reuters

Desencadeado a 07 de outubro, com o ataque do Hamas a Israel que provocou mais de 1.400 mortes e 240 reféns feitos pelo movimento que União Europeia (UE) e Estados Unidos consideram uma organização terrorista, e agravado pela resposta militar israelita em Gaza que as autoridades palestinianas de Gaza afirmam ter feito mais de 10.000 mortos, o conflito ameaça alastrar a outros países da região - como o Líbano, Síria e Sudão.

Eis alguns pontos essenciais sobre o ponto de situação do conflito: 

 

- OBJETIVOS DE ISRAEL E A SITUAÇÃO HUMANITÁRIA

Desde as primeiras horas do conflito que o exército de Israel tem atacado e bombardeado a Faixa de Gaza, com o anunciado objetivo de aniquilar o Hamas, incluindo encontrar e eliminar o líder do grupo islamita na Faixa de Gaza, Yahya Sinouar, segundo disse domingo o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant.

Numa Faixa de Gaza em que o exército israelita reivindicou também domingo ter conseguido dividir em dois, prometendo que os ataques irão continuar, a situação humanitária continua catastrófica, segundo a ONU e o próprio Hamas, na sequência dos bombardeamentos, mas também do cerco ao enclave palestiniano, em que foram cortados os abastecimentos de água, combustível e eletricidade.

As Nações Unidas, aliás, têm liderado os apelos ao fim do conflito ao denunciarem a "catástrofe humanitária" reinante na Faixa de Gaza, responsabilizando Telavive pela situação.

 

- POSSIBILIDADE DE ALARGAMENTO DA GUERRA AO LÍBANO

O envolvimento no conflito do movimento xiita libanês pró iraniano Hezbollah, a partir do sul do Líbano e contra o norte de Israel, tem sido visto como uma forma de o Irão abrir uma nova frente de combate, obrigando o exército israelita à dispersão de meios.

O poderoso movimento xiita não conta, porém, com o apoio político do governo provisório do Líbano, facto consubstanciado mais uma vez no passado sábado, quando o primeiro-ministro em exercício libanês, Nayib Mikati, pediu ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, numa digressão por vários países do Médio Oriente, para que os Estados Unidos intercedam no sentido de pôr termo "à agressão israelita" em Gaza e no sul do Líbano.

 

- IRÃO, IRAQUE, JORDÂNIA E EGITO RECEIAM DESCONTROLO

A constante pressão militar do exército israelita, de um lado, e das milícias do Hamas, apoiadas no norte de Israel pelo Hezbollah, por outro, têm levado vários Estados da região a escalar a retórica contra Telavive e Washington, que intimam a parar as hostilidades.

O chefe do Governo iraquiano, Mohamed Shia al-Sudani, acusou os Estados Unidos de "mentirem" quando Washington afirma que procura um cessar-fogo, vetando, depois, as resoluções nesse sentido do Conselho de Segurança da ONU, "permitindo assim que os sionistas cometam mais assassínios".

"As armas americanas, os serviços secretos e a ajuda financeira ao regime sionista encorajam os assassínios e as ações brutais contra o povo palestiniano", afirmou por seu lado, o Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, que frisou que a decisão de não arrastar a região para uma guerra em grande escala "está nas mãos daqueles que cometem crimes contra Gaza".

Por outro lado, o parlamento da Liga Árabe pediu sábado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para formar um comité internacional que investigue o "crime de guerra" israelita contra civis de Gaza, acusando Israel de cometer "um genocídio" no enclave palestiniano.

A Liga, numa altura em que Egito e Jordânia tentam apoiar os esforços de apoio aos refugiados palestinianos, acusou "grandes países" de "apoio e proteção" a Israel na guerra contra os civis de Gaza. 

 

- SOLUÇÃO DE DOIS ESTADOS GANHA ADEPTOS MAS NETANYAHU RECUSA

O alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, também se juntou à voz dos Estados Unidos, na defesa de uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e o Hamas, mas admitiu também que a UE, apesar de se ter comprometido nesse sentido, "não apresentou um plano credível para atingir esse objetivo".

O chefe da diplomacia europeia sustentou que, atualmente, "não há condições para essa solução", lembrando que houve essa possibilidade quando, há 30 anos, em 1992, em Oslo, os acordos então assinado previam isso mesmo. No entanto, Borrell não soube explicar o que aconteceu para que tal não acontecesse.

O governo israelita de Benjamin Netanyahu nunca se comprometeu com a solução de dois Estados, mesmo depois de a administração norte-americana, através de Joe Biden, ter afirmado que esse é o caminho que deve ser seguido.

 

- REGRESSO DA AUTORIDADE NACIONAL PALESTINIANA A GAZA

Após algumas críticas, consideradas "ténues" pela comunidade internacional, o Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, regressou domingo à ribalta, ao condicionar, no final da guerra, um regresso do seu executivo a Gaza a um acordo político mais abrangente englobando também a Cisjordânia e Jerusalém leste ocupadas.

Frisando que a Faixa de Gaza, nas mãos do Hamas desde 2007, é parte integrante do Estado da Palestina, Abbas referiu que Ramallah, sede do seu executivo, assumirá todas as responsabilidades no quadro de uma solução política global para a Cisjordânia, Jerusalém leste e a Faixa de Gaza.

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