Vigília em Lisboa assinala 30 dias de guerra e pede libertação de reféns
Sob o lema "Estamos Unidos", a vigília ao início da noite na Praça do Município, organizada pela comunidade israelita de Lisboa, tinha também como mensagens-chave "Nunca Mais é Agora", em alusão à memória do Holocausto e "Tragam-nos para Casa Agora", numa referência aos mais de 240 reféns cativos pelo Hamas desde os ataques em 07 de outubro em solo israelita e que deixaram, segundo as autoridades de Telavive, cerca de 1.400 pessoas massacradas.
À medida que um tela instalada no largo fronteiro à Câmara de Municipal Lisboa ia exibindo imagens e nomes de vítimas daquele dia e de reféns, o embaixador em Israelita em Portugal, Dor Shapira, lembrou aos presentes que 30 dias é uma data emblemática no judaísmo na homenagem aos seus mortos.
"É isso que estamos a fazer aqui esta noite, 30 dias depois do acontecimento", declarou o diplomata, em memória de "1.400 pessoas que foram assassinadas de forma tão brutal".
O embaixador recordou um pai e uma filha, que nasceu com uma doença congénita incapacitante e que adorava música, para contar que ele decidiu dedicar a sua vida a levá-la a concertos em toda a parte, incluindo Portugal, onde Shapira os conheceu.
"Toda a gente já conhecia esse pai tresloucado com a filha na cadeira de rodas a dançar de manhã até à noite, apreciando a vida porque essa era a paixão deles", lembrou o embaixador, "mas infelizmente o último festival a que ele a levou foi o Nova", onde ambos morreram com cerca de 260 pessoas abatidas pelo Hamas.
Essa "é apenas uma história em 1400 histórias", referiu o diplomata, "de almas puras que foram assassinadas de forma tão brutal" que, advertiu, só podem merecer condenação, sob pena de não se compreender a guerra em curso em que "o Hamas não vai ficar por aqui".
"Não se trata do conflito israelo-palestiniano, é algo muito mais profundo", sustentou, afirmando que, além da invocação dos 1.400 mortos pelo Hamas, tem de ser pedida proteção e libertação dos cerca de 240 reféns e combater-se a vaga de "antissemitismo em ascensão", sem áreas cinzentas: "Há algo que une essas três coisas, às vezes no mundo, existe o certo e o errado e estamos num momento justificado do certo contra o errado".
Entre barreiras metálicas emoldurando o recinto da praça, para a qual só se entrava mediante identificação, e sob apertada proteção de elementos da PSP e de seguranças privados, a vigília foi porém marcada pela serenidade acompanhada de comoção discreta de vários participantes, na forma como fechavam o rosto na imagem de uma vítima de 07 de outubro ou de um refém.
Alguns traziam bandeiras israelitas e portugueses, outros mensagens como "apoie a humanidade, não o terrorismo" outros ainda cartazes com fotografias dos reféns e a palavra "raptado" e com o pedido mais reiterado: "Tragam-nos de volta".
Esta foi uma manifestação de solidariedade para com as vítimas e suas famílias, de apelo para a "libertação urgente" das pessoas em cativeiro e de apoio à "legitimidade de Israel em se defender", segundo o líder da comunidade israelita em Lisboa.
"É o tempo em que estamos ao lado de Israel, apoiando as ações determinadas de combate ao terrorismo", afirmou David Botelho, agradecendo ao Governo português e aos agentes políticos pela condenação dos atos praticados pelo Hamas, porque "apoiar Israel é apoiar as vítimas do terror e estar ao lado de quem foi agredido, de quem foi violentado".
O presidente da comunidade também se referiu ao combate ao antissemitismo e que "merece um combate sem quartel", apontando que Portugal tem desde abril um coordenador nacional de uma estratégia europeia, apelando para que as suas linhas sejam visíveis, concretas e implementadas.
Jordana Machado, uma luso-brasileira de 20 anos, marcou presença na Praça do Município como forma de lembrar as vítimas e de fazer sentir que Israel não está só: "Somos a favor de Israel e daqueles que se mobilizam para estar do lado da vida", justificou.
"Nem todos os métodos de guerra são os melhores abordados", concede a jovem, mas, a respeito de proporcionalidade do Exército israelita - nos seus bombardeamentos e operações na Faixa de Gaza -, observa que foi o Hamas que iniciou as hostilidades e que agora "tanto Israel como a Palestina tentam defender-se da melhor forma que podem".
Este é um tema a que Moisés Lachman, de 60 anos, também é sensível, considerando que "as pessoas têm todo o direito de fazer manifestações pró-Palestina, mas deviam manifestar-se contra o Hamas também"
O movimento palestiniano "está a dar tiros na cabeça de quem quer fugir" da Faixa de Gaza, não passando de meros terroristas que "já assassinaram o pessoal da Fatah da Cisjordânia", refere o empresário brasileiro antes de pausar o discurso para gritar "Bring them home" ["Tragam os reféns para casa"], a mesma frase que tinha escrita num cartaz.
Depois, voltou para frisar que "quem não é a favor de dois Estados é o Hamas desde a sua conceção", e que os palestinianos também são vítimas "do antissemitismo e do antissionismo dos árabes", deixando críticas à Cruz vermelha, à ONU e ao seu secretário-geral, António Guterres, porque "os reféns israelitas não contam, só contam os palestinianos que começaram a guerra".
Para a israelo-suíça Alex Schinasi, 38 anos, "todos podem estar do lado dos palestinianos desde que seja num contexto pacífico", mas o problema é quando há violência e antissemitismo, na medida que "todos os civis são vítimas".
"Estou aqui pelos reféns, para lembrar as pessoas que morreram de uma forma brutal há um mês e para espalhar paz e compreensão", afirmou, deixando claro que não sente antissemitismo em Portugal: "Sinto-me sortuda e bem-vinda. Somos uma família israelo-suíça, falamos hebreu e estamos vigilantes, porque ouvimos histórias e temos mais cuidado. Mas estou feliz de estar em Lisboa e não noutra capital europeia".
Já Luciano Waldman, um brasileiro e israelita de 34 anos, diz sentir o antissemitismo a partir do momento em que dá a sua opinião como judeu: "Sei que vou ter comentários que não têm a ver com o conflito, mas um ataque pessoal, à minha religião e ao meu modo de vida. A guerra motiva as pessoas a cometer atos antissemitas", alerta.
Admitindo que todas as pessoas têm o direito de defender a causa palestiniana, Waldman não aceita porém que haja em Portugal quem compare o estado de Israel ao nazismo, porque isso não "é promoção de paz nem da autodeterminação da Palestina", avisando que, na justa medida em que "os terroristas estão contra o mundo ocidental", o que está a suceder no seu país "também pode acontecer em Portugal", onde deixa uma mensagem aos políticos.
"Os partidos que estão a motivar o antissemitismo, deviam ser avisados para que as pessoas que vão às manifestações não cometam atos antissemitas, como `grafitti` por toda a cidade", apelou.
A vigília foi encerrada pela canção "Hallelujah", de Leonard Cohen, em que foram avistados parlamentares do Chega e do PSD, e, segundo a Embaixada de Israel, de representantes dos Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Luxemburgo, Estónia, Chile e Panamá.
Orações e bandeiras a meia haste marcam primeiro mês de guerra
O conflito já provocou, pelo menos, 1.400 mortos, 5.400 feridos e mais de 200 reféns do lado israelita.
Pelas 11:00 (hora local, menos duas em Lisboa), os israelitas fizeram um minuto de silêncio em todo o território.
No muro das lamentações da cidade velha de Jerusalém realizaram-se orações pelo regresso dos reféns.
As bandeiras israelitas foram colocadas a meia haste, enquanto os familiares das vítimas entoavam o hino nacional.
Dezenas de pessoas reuniram-se em frente ao parlamento, em Jerusalém, com faixas e bandeiras israelitas, exigindo a libertação dos reféns.
Nas praças centrais das grandes cidades foram acesas velas brancas, em memória das vítimas.
As celebrações começaram na segunda-feira, com uma cerimónia no monte Herzl, Jerusalém, onde está o maior cemitério militar de Israel.
Naquele local foram, recentemente, gravados os nomes dos 394 soldados, polícias e guardas que morreram nesta guerra.
"Há um mês, o Hamas atacou-nos e atingiu-nos duramente. Naquele dia terrível, não cumprimos a nossa missão", apontou o comandante chefe do Comando Sul do exército israelita, Yaron Finkelmann, citado pela agência EFE.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, considerou hoje que a ofensiva militar foi um "sucesso extraordinário".
Em 07 de outubro, o Hamas -- classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita.
Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.
No dia 27 de outubro, Israel iniciou uma incursão terrestre que já avançou até à Cidade de Gaza, a principal cidade da Faixa de Gaza.
Washington é contra a uma “reocupação” de Gaza por Israel
“Em geral, não apoiamos a reocupação de Gaza e Israel também não a apoia”, disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Vedant Patel.
Irmão de refém pede ajuda ao Governo português
Dedi Hayun - Reuters
Tragédia humanitária Gaza. Hospitais continuam debaixo de fogo
Netanyahu diz que Israel vai assumir a "responsabilidade pela segurança" da Faixa de Gaza
Telavive prepara invasão da cidade de Gaza
Foto: Ronen Zvulun - Reuters
Biden pediu a Netanyahu uma pausa de três dias nos combates
Citando uma autoridade dos EUA, o site de notícias norte-americano Axios avança que está a ser discutida uma proposta entre os EUA, Israel e Catar para que o Hamas liberte entre dez a 15 reféns.
Num comunicado divulgado na segunda-feira, a Casa Branca disse que Biden e Netanyahu discutiram, durante uma chamada telefónica, "a possibilidade de pausas táticas para proporcionar aos civis oportunidades de saírem com segurança de áreas de combate em curso, para garantir que a assistência chegue aos civis necessitados e para permitir eventuais libertações de reféns".
Durante essa conversa, Netanyahu terá também dito a Biden que não confia nas intenções do Hamas e não acredita que eles estejam prontos para concordar com um acordo em relação aos reféns, segundo avança o Axios.
Netanyahu acrescentou que Israel poderá perder o atual apoio internacional se os combates cessarem por três dias.
Netanyahu recusa cessar-fogo e envio de combustível a Gaza sem libertação de reféns
“Não há entrada de combustível, não há trabalhadores (palestinianos) em Israel e não há cessar-fogo sem a libertação dos nossos reféns”, disse Netanyahu num discurso ao país.
Netanyahu acrescentou que a cidade de Gaza “está cercada” pelos militares israelitas e voltou a apelar aos civis para que se desloquem para o sul da região, avisando que o exército israelita “não vai parar” a sua ofensiva.
Antigo oficial israelita quer que forças armadas fiquem em Gaza sem ajudar população
"No final da operação, que levará alguns meses para `limpar` Gaza - entre seis e 12 meses -, as Forças de Defesa de Israel (FDI) devem permanecer com liberdade de ação dentro da Faixa de Gaza", afirmou o major-general aposentado, durante um debate organizado pelo centro de estudos britânico The Henry Jackson Society.
Amidror vincou que "não importa quem controlará Gaza no dia seguinte", mas argumentou que "Israel não terá qualquer responsabilidade para fornecer água ou eletricidade à população", a qual considera que apoiou os ataques do Hamas em 07 de outubro.
No mesmo debate, intitulado "Atualização da Crise em Israel: O Futuro do Conflito contra o Hamas", Amjad Taha, diretor regional do Centro Britânico de Estudos e Investigação do Médio Oriente, sediado no Bahrein, alertou para a influência do regime iraniano através do Hamas.
"Se Israel vencer, teremos um representante do Irão eliminado", afirmou, identificando o movimento, considerado terrorista pela Estados Unidos e União Europeia, como um obstáculo ao processo de paz.
Segundo este defensor da normalização das relações entre Israel e países árabes, "a razão pela qual os palestinianos não estavam unificados em torno de um projeto de Estado palestiniano é porque eles estavam divididos" entre o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e a Organização de Libertação da Palestina (OLP), que governa a Cisjordânia.
"Se a OLP puder controlar ambos os lados, isso significa que poderemos negociar [a criação do] Estado palestiniano e conseguir alcançá-lo", alegou.
O debate realizou-se um mês após o ataque surpresa lançado pelo Hamas contra Israel, em 07 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e cerca de 5.000 feridos, além dos mais de 200 reféns, de acordo com as autoridades israelitas.
A retaliação de Israel contra a Faixa de Gaza começou logo depois, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira passada o cerco à cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas já fez, na Faixa de Gaza, mais de 10.000 mortos, entre os quais mais de 4.000 crianças, mais de 25.400 feridos e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais, controladas pelo Hamas.
Guterres recorda injustificáveis "atos de terror" do Hamas e renova apelo a cessar-fogo
"Um mês após os horríveis acontecimentos de 07 de outubro, o secretário-geral reitera a sua total condenação dos atos de terror cometidos pelo Hamas em Israel para os quais não pode haver qualquer justificação", disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado.
"Ele nunca esquecerá as imagens horríveis de civis mortos e mutilados e de outros arrastados para o cativeiro. Reitera o seu apelo à sua libertação imediata e incondicional", acrescenta a nota.
Guterres "continua extremamente angustiado com a morte de civis em Gaza e com a catástrofe humanitária que continua a desenrolar-se em Gaza, com um custo inimaginável para os civis", assinalou o porta-voz, reiterando os apelos do secretário-geral a um "cessar-fogo humanitário imediato".
O líder das Nações Unidas tem feito nas últimas semanas apelos por um cessar-fogo humanitário na guerra de Israel e do Hamas que transformou a Faixa de Gaza "um cemitério de crianças" palestinianas, segundo as suas palavras.
Declarações como esta têm desencadeado críticas de Israel a Guterres, com o Governo de Telavive a pedir a sua demissão do cargo de secretário-geral da ONU por considerar que está a justificar e a defender as ações do Hamas, um grupo considerado terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos.
No seu mais recente discurso na ONU, na segunda-feira, Guterres afirmou que enquanto o exército israelita "continua a bombardear e a espancar civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e edifícios da ONU", o Hamas "usa civis como escudos humanos".
Para Guterres, o caminho a seguir é "um cessar-fogo humanitário" e todas as partes estão a cometer violações do direito internacional humanitário.
O movimento islamita palestiniano Hamas realizou um ataque surpresa contra Israel em 07 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e cerca de 5.000 feridos, além dos mais de 200 reféns, de acordo com as autoridades israelitas.
A retaliação de Israel contra a Faixa de Gaza começou logo depois, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira passada o cerco à cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas já fez, na Faixa de Gaza, mais de 10.000 mortos, entre os quais mais de 4.000 crianças, mais de 25.400 feridos e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais, controladas pelo Hamas.
Netanyahu avisa que Hezbollah “cometeria o erro da sua vida” se se juntasse à guerra
Exército israelita diz que tropas estão a lutar “no coração da cidade de Gaza”
“Estamos a combater neste exato momento em centros importantes da Faixa de Gaza. Acabei de voltar de lá. Pela primeira vez em uma década, as IDF estão a lutar no coração da Cidade de Gaza. No coração do terror. Esta é uma guerra complexa e difícil e, infelizmente, tem custos”, afirmou o major-general Yaron Finkelman em comunicado, publicado esta terça-feira.
O ministro da defesa de Israel, Yoav Gallant, disse que as IDF a “a apertar o cerco” em torno da Faixa de Gaza e rejeitou uma pausa na ofensiva até que os reféns sejam libertados.
“As pausas humanitárias, para mim, significam antes de tudo [libertar] os reféns mantidos por animais. Não haverá tréguas humanitárias sem [o regresso dos] reféns”, asseverou.
Espanha condecora Guterres por defesa de Direitos Humanos dos palestinianos
Guterres "tem-se destacado pelo seu compromisso com a defesa dos Direitos Humanos e da ordem internacional baseada em regras", disse a porta-voz do Governo espanhol, a ministra Isabel Rodríguez, numa conferência de imprensa hoje em Madrid, a seguir à reunião do Conselho de Ministros em que foi aprovada a atribuição da condecoração.
A ministra acrescentou que o compromisso de Guterres com o Direito internacional e humanitário ficou "especialmente em evidência nas últimas semanas" por causa da guerra de Israel com o grupo islâmico Hamas e a defesa "dos Direitos Humanos da população civil palestiniana".
O Governo espanhol atribuiu ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e antigo primeiro-ministro de Portugal o Colar da Real e Distinta Ordem Espanhola de Carlos III, a mais alta condecoração civil do estado espanhol.
Guterres tem feito nas últimas semanas apelos a um cessar-fogo humanitário na guerra de Israel e do Hamas que transformou a Faixa de Gaza "um cemitério de crianças" palestinianas, segundo as suas palavras.
Declarações como esta têm desencadeado críticas de Israel a Guterres, com o Governo de Telavive a pedir a sua demissão do cargo de secretário-geral da ONU por considerar que está a justificar e a defender as ações do Hamas, um grupo considerado terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos.
No seu mais recente discurso na ONU, Guterres afirmou que enquanto o exército israelita "continua a bombardear e a espancar civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e edifícios da ONU", o Hamas "usa civis como escudos humanos".
Para Guterres, o caminho a seguir é "um cessar-fogo humanitário" e todas as partes estão a cometer violações do direito internacional humanitário.
O movimento islamita palestiniano Hamas realizou um ataque surpresa contra Israel em 07 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e cerca de 5.000 feridos, além dos mais de 200 reféns, de acordo com as autoridades israelitas.
A retaliação de Israel contra a Faixa de Gaza começou logo depois, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira passada o cerco à cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas já fez, na Faixa de Gaza, mais de 10.000 mortos, entre os quais mais de 4.000 crianças, mais de 25.400 feridos e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais.
Mais de 400 cidadãos e residentes dos EUA retirados de Gaza
Primeiro grupo de cidadãos do Canadá retirados de Gaza
Comércio entre Israel e a Turquia diminuiu 50% desde 7 de outubro
Reino Unido realizará reunião de emergência sobre o impacto da guerra Israel-Hamas nas comunidades
Israel em Guerra. Netanyahu recusa um cessar-fogo
Foto: Mohammed Salem - Reuters
Médicos Sem Fronteiras consideram cessar-fogo "uma emergência vital"
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Ataque israelita mata jornalista e mais de 40 familiares em Gaza
Trata-se de Mohamad Abu Hasira, que morreu com os filhos, irmãos e outros familiares na casa atingida pelo exército israelita, perto do porto da cidade de Gaza, de acordo com a agência espanhola Europa Press.
A morte de Abu Hasira foi também noticiada pela agência noticiosa palestiniana Maan e pelo diário Filastin, ligado ao grupo islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007.
O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) informou que pelo menos 37 jornalistas - 32 palestinianos, quatro israelitas e um libanês - foram mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.
A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita em 07 de outubro, que causou mais de 1.400 mortos, segundo as autoridades de Israel.
Os operacionais do Hamas também raptaram mais de duas centenas de israelitas e estrangeiros que mantêm como reféns na Faixa de Gaza.
Israel respondeu ao ataque com o cerco total da Faixa de Gaza, com corte de fornecimentos essenciais, como água, alimentos, medicamentos e combustível, e com bombardeamentos diários, seguidos de uma operação terrestre.
O Hamas disse que mais de 10 mil pessoas foram mortas num mês de ataques israelitas contra a Faixa de Gaza, um pequeno território de 2,3 milhões de habitantes situado entre o Mar Mediterrâneo, Israel e o Egito.
10.328 mortos em Gaza
Israel reitera que não haverá cessar-fogo até que Hamas liberte reféns
There will be no ceasefire that leaves our hostages in Gaza and Hamas in power. Forget about it.
— Eylon Levy (@EylonALevy) November 7, 2023
We will fight to wipe out the perpetrators of the October 7 Massacre and to bring our hostages home.
My interview with @dwnews pic.twitter.com/XeiEGOxQEd
Gaza perto do `ponto de rutura` sem combustível, alertam agências da ONU
Pessoas estão a ser retiradas dos escombros após explosões nas cidades de Khan Younis e Rafah, no sul de Gaza
OMS diz que 16 trabalhadores da saúde morreram em funções em Gaza
Israel diz que 70 camiões de ajuda entraram em Gaza
Um mês após ataque do Hamas, Israel prossegue bombardeamentos na Faixa de Gaza
Ammar Awad - Reuters
Ao mesmo tempo, vive-se um cenário de incerteza em relação ao futuro dos mais de 200 reféns que permanecem na posse do movimento islâmico Hamas.
Enquanto esses reféns não forem libertados, diz o primeiro-ministro israelita que está fora de questão qualquer pausa na ofensiva.
É um cenário de instabilidade para todo o Médio Oriente que o enviado especial da Antena 1 a Jerusalém, José Manuel Rosendo, diz ter os ingredientes mais do que suficientes para que a guerra se prolongue indefinidamente.
O comentador de assuntos internacionais Filipe Vasconcelos Romão diz que a resposta de Israel ao ataque do Hamas está a assumir uma dimensão desproporcional.
Apesar das críticas das Nações Unidas aos ataques israelitas contra civis em Gaza, o presidente da Comunidade Israelita em Portugal garante que o Governo de Israel cumpre as leis internacionais.
David Joffe Botelho lembra que não basta eliminar a ameaça. É preciso garantir que não se repetem ataques como os que aconteceram há um mês.
O presidente da Comunidade Israelita lembra que, passado um mês do ataque do Hamas, o país continua em estado de choque com a incerteza do que possa acontecer aos reféns.
Em entrevista à Antena 1, David Joffe Botelho afirma que a ajuda tem chegado a Gaza e diz não compreender os pedidos de cessar-fogo que têm surgido da comunidade internacional.
Blinken argumenta que reunião do G7 é momento importante para falar da crise em Gaza
"Não haverá cessar-fogo sem libertação dos reféns", diz Benjamin Netanyahu
Foto: Bir Sultan Poll via Reuters
Joe Biden já defendeu que seria um erro se Israel ocupasse Gaza.
“Aqueles que não querem continuar o caminho do Hamas… Certamente não é – penso que Israel terá, por um período indefinido, a responsabilidade geral pela segurança, porque vimos o que acontece quando não a temos. Quando não temos essa responsabilidade pela segurança, o que temos é a erupção do terror do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar”, defendeu Neatnyahu.
Questionado sobre os comentários de Netanyahu, o porta-voz do conselho de segurança nacional dos EUA, John Kirby, disse que o “que apoiamos é que o Hamas já não pode controlar Gaza”, citado pelo The Guardian.
Um mês de guerra. Um minuto de silêncio em Israel em memórias das vítimas
Em Gaza, cerca de 70 por cento da população teve de se deslocar para outras áreas do enclave e está atualmente a viver em condições desumanas, recorda a Cândida Pinto.
Kremlin apela a "pausas humanitárias" em Gaza
A Rússia vai continuar os contactos com Israel, o Egipto e os palestinianos para ajudar a garantir que os fornecimentos humanitários possam ser entregues em Gaza, revelou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, num briefing regular.
"Tragédia de proporções colossais"
“Há um mês que as pessoas na Faixa de Gaza não recebem ajuda, são mortas e bombardeadas para fora das suas casas. A luta diária para encontrar pão e água. Os apagões separam as pessoas dos seus entes queridos e do resto do mundo. Trata-se de uma deslocação forçada e de uma tragédia humanitária de proporções colossais”, escreveu a organização na rede X.For 1 month, people across📍#GazaStrip have been denied aid, killed & bombed out of their homes.
— UNRWA (@UNRWA) November 7, 2023
Daily struggles to find bread & water. Blackouts cut people off from loved ones & the rest of the world.
This is forced displacement & humanitarian tragedy of colossal proportions. pic.twitter.com/J12Z4w0hqw
Conflito no Médio Oriente penaliza exportações portuguesas para a região
RTP
Cerca de de 50 palestinianos mortos em bombardeamentos esta madrugada
O exército israelita tem apelado repetidamente aos habitantes de Gaza para que se dirijam para sul, enquanto várias centenas de pessoas com passaportes estrangeiros abandonaram o enclave nos últimos dias através da fronteira egípcia.
Pelo menos 12 pessoas foram mortas e cerca de 30 ficaram feridas na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, registando-se ainda dezenas de desaparecidos, enquanto oito pessoas perderam a vida num ataque na zona de Maan, a leste da cidade. Pelo menos uma pessoa morreu num ataque a Beit Lahia, no norte.
A agência informou ainda que as forças israelitas atacaram casas, estradas, jardins-de-infância e outras infraestruturas no bairro de Tal al Haua, no sul da cidade de Gaza (norte), não existindo até ao momento um número específico de mortos.
Por seu lado, o exército israelita declarou que, nas últimas horas, tinha atacado "dezenas de posições de lançamento de foguetes". "Esta noite, utilizando armas de precisão, as forças do exército atacaram alvos da organização terrorista Hamas", adiantou, depois de ter confirmado, no domingo, que tinha conseguido dividir a Faixa de Gaza em duas através da ofensiva terrestre.
Dois rockets israelitas caíram perto do hospital al-Quds em Gaza
O hospital também abrigava 14 mil pessoas deslocadas devido aos ataques aéreos israelitas e às ordens de evacuação.
“Os hospitais, incluindo o al-Quds, foram "continuamente bombardeados" durante a última semana, com ataques a 50 metros de distância”, avança o Crescente Vermelho Palestiniano na rede X.
“Pelo menos 60 funcionários do hospital, pacientes e pessoas deslocadas foram feridos nos ataques, enquanto os edifícios do hospital e as ambulâncias também sofreram danos significativos".🚨🏥 A short while ago, the IOF aircraft targeted the vicinity of the Al-Quds Hospital with two rockets, approximately 50 meters from the hospital's gate.#Gaza_under_attack #AlQudsHospital #NotATarget
— PRCS (@PalestineRCS) November 6, 2023
O comunicado prossegue: “A crise humanitária em Gaza e na região norte está a piorar de dia para dia devido ao aumento da intensidade dos ataques militares e dos ataques aéreos das forças de ocupação israelitas”
“A situação é exacerbada pelos ataques contínuos e indiscriminados que visam e destroem habitações, infraestruturas e instalações públicas”.
Blinken no Japão para reunião do G7
Noite de intensos bombardeamentos na Faixa de Gaza
Mais de dez mil mortos e um milhão de deslocados na Faixa de Gaza
Há mais de um milhão e meio de deslocados.
Ponto da situação
- O dia de ontem voltou a ser marcado pelas declarações do primeiro-ministro israelita. Benjamin Netanyahu disse que Israel ficará encarregado da segurança de Gaza por tempo indeterminado, mesmo quando terminar a ofensiva contra o Hamas: "Acredito que Israel terá, por um período indefinido, a responsabilidade global pela segurança porque vimos o que acontece quando não a temos", afirmou em entrevista à estação norte-americana ABC;
- "Quando não temos essa responsabilidade pela segurança, o que temos é uma erupção do terror do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar", acrescentou Netanyahu;
- A ser novamente alvo dos governantes israelitas, desta vez o ministro dos Negócios Estrangeiros, Eli Cohen, que disse que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas deveria ter vergonha do seu recente discurso sobre a guerra, António Guterres sublinhou também esta segunda-feira que Gaza está a tornar-se "num cemitério de crianças";
- Falando em "pesadelo", "uma crise da humanidade" onde "ninguém está seguro", Guterres afirmou-se "profundamente preocupado" com as "claras violações do direito humanitário internacional" no terreno;
- "A intensificação do conflito está a abalar o mundo, a região e, o que é mais trágico, a destruir tantas vidas inocentes. As operações terrestres das Forças de Defesa de Israel e os bombardeamentos contínuos estão a atingir civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e instalações da ONU - incluindo abrigos. Ninguém está seguro", disse o chefe da ONU.
Guterres afirma que Gaza se está a tornar "um cemitério de crianças"
Benjamin Netanyahu admite pausas táticas no conflito com o Hamas
Israel será responsável pela segurança de Gaza indefinidamente, diz Benjamin Netanyahu
"Acredito que Israel terá, por um período indefinido, a responsabilidade global pela segurança porque vimos o que acontece quando não a temos", frisou Netanyahu, num excerto da entrevista à estação norte-americana ABC.
"Quando não temos essa responsabilidade pela segurança, o que temos é uma erupção do terror do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar", acrescentou.
O governante israelita respondeu, quando questionado sobre quem deveria governar Gaza quando a guerra terminasse: "Aqueles que não querem seguir o caminho do Hamas".
A 07 de outubro, o Hamas -- classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes ao território israelita, fazendo mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.
Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que cumpre hoje o 31º dia e que continua a ameaçar alastrar-se a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 10.000 mortos, anunciou o Ministério da Saúde palestiniano, controlado pelo movimento islamita Hamas.
Médio Oriente. Israel recorda vítimas com memorial no Muro das Lamentações
A reportagem é dos enviados especiais José Manuel Rosendo e Marques de Almeida.
Médio Oriente. Organizações internacionais pedem cessar-fogo
Embaixador da Palestina em Portugal confessa que ficou desiludido com falta de empatia de Marcelo
Ainda assim, Abuznaid garante que mantém o respeito pelo Presidente.
G7 debatem estratégia sobre conflitos no Médio Oriente e Ucrânia
O principal objetivo da atual presidência japonesa do G7 é que desta reunião saia uma “mensagem unificada, que ajude a acalmar a situação no Médio Oriente”, afirmou o porta-voz do executivo japonês, Hirokazu Matsuno, em conferência de imprensa realizada em Tóquio.
A presidência japonesa também planeia convidar os ministros dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, Tajiquistão e Quirguizistão para uma sessão da reunião, através de vídeoconferência, referiu a imprensa local, explicando que a intenção é tentar conter a crescente influência de Pequim na Ásia Central.
A 7 de outubro, o Hamas – classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita.
Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel ao enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.
Um mês de conflito entre Telavive e Hamas sem fim à vista
Desencadeado a 07 de outubro, com o ataque do Hamas a Israel que provocou mais de 1.400 mortes e 240 reféns feitos pelo movimento que União Europeia (UE) e Estados Unidos consideram uma organização terrorista, e agravado pela resposta militar israelita em Gaza que as autoridades palestinianas de Gaza afirmam ter feito mais de 10.000 mortos, o conflito ameaça alastrar a outros países da região - como o Líbano, Síria e Sudão.
Eis alguns pontos essenciais sobre o ponto de situação do conflito:
- OBJETIVOS DE ISRAEL E A SITUAÇÃO HUMANITÁRIA
Desde as primeiras horas do conflito que o exército de Israel tem atacado e bombardeado a Faixa de Gaza, com o anunciado objetivo de aniquilar o Hamas, incluindo encontrar e eliminar o líder do grupo islamita na Faixa de Gaza, Yahya Sinouar, segundo disse domingo o ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant.
Numa Faixa de Gaza em que o exército israelita reivindicou também domingo ter conseguido dividir em dois, prometendo que os ataques irão continuar, a situação humanitária continua catastrófica, segundo a ONU e o próprio Hamas, na sequência dos bombardeamentos, mas também do cerco ao enclave palestiniano, em que foram cortados os abastecimentos de água, combustível e eletricidade.
As Nações Unidas, aliás, têm liderado os apelos ao fim do conflito ao denunciarem a "catástrofe humanitária" reinante na Faixa de Gaza, responsabilizando Telavive pela situação.
- POSSIBILIDADE DE ALARGAMENTO DA GUERRA AO LÍBANO
O envolvimento no conflito do movimento xiita libanês pró iraniano Hezbollah, a partir do sul do Líbano e contra o norte de Israel, tem sido visto como uma forma de o Irão abrir uma nova frente de combate, obrigando o exército israelita à dispersão de meios.
O poderoso movimento xiita não conta, porém, com o apoio político do governo provisório do Líbano, facto consubstanciado mais uma vez no passado sábado, quando o primeiro-ministro em exercício libanês, Nayib Mikati, pediu ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, numa digressão por vários países do Médio Oriente, para que os Estados Unidos intercedam no sentido de pôr termo "à agressão israelita" em Gaza e no sul do Líbano.
- IRÃO, IRAQUE, JORDÂNIA E EGITO RECEIAM DESCONTROLO
A constante pressão militar do exército israelita, de um lado, e das milícias do Hamas, apoiadas no norte de Israel pelo Hezbollah, por outro, têm levado vários Estados da região a escalar a retórica contra Telavive e Washington, que intimam a parar as hostilidades.
O chefe do Governo iraquiano, Mohamed Shia al-Sudani, acusou os Estados Unidos de "mentirem" quando Washington afirma que procura um cessar-fogo, vetando, depois, as resoluções nesse sentido do Conselho de Segurança da ONU, "permitindo assim que os sionistas cometam mais assassínios".
"As armas americanas, os serviços secretos e a ajuda financeira ao regime sionista encorajam os assassínios e as ações brutais contra o povo palestiniano", afirmou por seu lado, o Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, que frisou que a decisão de não arrastar a região para uma guerra em grande escala "está nas mãos daqueles que cometem crimes contra Gaza".
Por outro lado, o parlamento da Liga Árabe pediu sábado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU para formar um comité internacional que investigue o "crime de guerra" israelita contra civis de Gaza, acusando Israel de cometer "um genocídio" no enclave palestiniano.
A Liga, numa altura em que Egito e Jordânia tentam apoiar os esforços de apoio aos refugiados palestinianos, acusou "grandes países" de "apoio e proteção" a Israel na guerra contra os civis de Gaza.
- SOLUÇÃO DE DOIS ESTADOS GANHA ADEPTOS MAS NETANYAHU RECUSA
O alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, também se juntou à voz dos Estados Unidos, na defesa de uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e o Hamas, mas admitiu também que a UE, apesar de se ter comprometido nesse sentido, "não apresentou um plano credível para atingir esse objetivo".
O chefe da diplomacia europeia sustentou que, atualmente, "não há condições para essa solução", lembrando que houve essa possibilidade quando, há 30 anos, em 1992, em Oslo, os acordos então assinado previam isso mesmo. No entanto, Borrell não soube explicar o que aconteceu para que tal não acontecesse.
O governo israelita de Benjamin Netanyahu nunca se comprometeu com a solução de dois Estados, mesmo depois de a administração norte-americana, através de Joe Biden, ter afirmado que esse é o caminho que deve ser seguido.
- REGRESSO DA AUTORIDADE NACIONAL PALESTINIANA A GAZA
Após algumas críticas, consideradas "ténues" pela comunidade internacional, o Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, regressou domingo à ribalta, ao condicionar, no final da guerra, um regresso do seu executivo a Gaza a um acordo político mais abrangente englobando também a Cisjordânia e Jerusalém leste ocupadas.
Frisando que a Faixa de Gaza, nas mãos do Hamas desde 2007, é parte integrante do Estado da Palestina, Abbas referiu que Ramallah, sede do seu executivo, assumirá todas as responsabilidades no quadro de uma solução política global para a Cisjordânia, Jerusalém leste e a Faixa de Gaza.