Israel reage favoravelmente ao veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU
Reféns israelitas libertados apresentam marcas psicológicas profundas
Programa Alimentar Mundial diz que metade da população de Gaza está a passar fome
Netanyahu saúda "posição adequada" dos EUA no Conselho de Segurança da ONU
Benjamin Netanyahu considerou ainda que os restantes países "devem compreender que é impossível apoiar a eliminação do Hamas por um lado, e por outro apelar ao fim da guerra, o que impediria a eliminação do Hamas".
"Israel vai continuar a nossa guerra justa para eliminar o Hamas e alcançar os outros objetivos que estabelecermos", vincou.
Mais de 7.000 militantes palestinianos mortos, avança Israel
Em declarações à televisão israelita, o responsável adianta que esta é uma "estimativa conservadora" que não contabiliza os números de locais dos quais não há total conhecimento, nomeadamente nos túneis, adiantou.
Mais de 25% das zonas urbanas de Gaza foram varridas do mapa
De acordo com a agência noticiosa oficial da Palestina, a Wafa, citada pela agência espanhola EFE, o governante afirmou que mais de 250 mil casas foram parcial ou totalmente destruídas e quase um terço das infraestruturas, incluindo estradas, condutas de água, esgotos, eletricidade e linhas de comunicação estão inutilizáveis.
O ministro disse que não há combustível para fazer funcionar a maquinaria pesada necessária para remover os destroços de todo o mobiliário urbano destruído, pelo que "os cidadãos recorreram a métodos manuais" para gerir a grande quantidade de ruínas, onde morreram "milhares de civis, a maioria dos quais crianças, mulheres e idosos".
As declarações de Mohamed Ziara à agência noticiosa oficial local surgem no mesmo dia em que o Ministério da Saúde local anunciou que os bombardeamentos israelitas das últimas horas mataram pelo menos 130 pessoas na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.
Enquanto combate no norte de Gaza, o exército israelita tenta controlar Khan Younis, no sul, que considera um dos principais redutos do Hamas na Faixa de Gaza.
Desde o início do conflito, pelo menos 17.620 pessoas foram confirmadas como mortas e 46.739 feridas em Gaza, segundo as autoridades de Gaza.
O ataque do Hamas sem precedentes em solo israelita, em 7 de outubro, matou 1.200 pessoas, segundo as autoridades israelitas, desencadeando uma espiral de violência na região.
Administração Biden aprova ajuda a Israel sem passar pelo Congresso
De acordo com a agência Reuters, o Departamento de Estado norte-americano recorreu na sexta-feira à Lei de Controlo de Exportação de Armas para a entrega imediata de armas no valor de 106,5 milhões de dólares.
ONG Save the Children acusa Israel de usar a fome como arma de guerra em Gaza
"Afastar deliberadamente a população civil de comida, água e combustível e impedir propositadamente os mantimentos de chegarem às populações é usar a fome como arma de guerra, o que inevitavelmente tem um impacto mortal nas crianças", alertou esta ONG, citando vários casos de crianças e famílias que não têm acesso a água, abrigo e comida durante vários dias seguidos.
Esta ONG está a "apelar à comunidade internacional para garantir um cessar-fogo imediato e definitivo e ao Governo de Israel para reverter as condições que tornaram a resposta humanitária praticamente impossível, incluindo o acesso direto a toda a região de Gaza, e o regresso da entrada do comércio em Gaza", lê-se num comunicado colocado no site desta organização.
"A fome nunca deve ser usada como um método de guerra", disse ainda a Save the Children, que dá conta de "vários relatos de colaboradores que falam de famílias que estão vários dias sem comida, abrigo, água ou acesso a cuidados de saúde, incluindo na chamada `zona segura` de Al-Mawasi".
No comunicado, aponta-se ainda que as mudanças consecutivas a que os habitantes de Gaza são sujeitos por ordem dos militares israelitas "estão a empurrar os civis para `zonas seguras` mortais, que só colocam os civis ainda mais em perigo, porque são empurrados para zonas que não os conseguem acomodar ou garantir os serviços básicos necessários, e nas quais continuam a ser atacados".
A ONG cita a Organização Mundial da Saúde para sublinhar que o aumento das doenças motivado pela falta de acesso a alimentos e água potável pode ser mais mortal do que os próprios bombardeamentos, e lamenta que as crianças de Gaza estejam encurraladas "entre bombardeamentos, fome e doenças".
No princípio deste mês, as Nações Unidas disseram que quase 7.700 crianças com menos de cinco anos sofriam de desnutrição severa, a mais mortífera forma de má nutrição, e num relatório separado também citado no comunicado, o Programa Alimentar Mundial alerta que nove em cada dez pessoas em Gaza admitiram ter passado pelo menos 24 horas sem comida, com quase um quinto a terem passado por isso mais de dez dias no último mês.
As estruturas do Hamas publicaram hoje um balanço global de 17.490 pessoas mortas pelos bombardeamentos israelitas contra a Faixa de Gaza.
O ataque do Hamas sem precedentes em solo israelita, em 7 de outubro, matou 1.200 pessoas, segundo as autoridades israelitas.
Novo balanço. Pelo menos 17.700 mortos na sequência dos ataques em Gaza
De acordo com o porta-voz do Hamas, dois paramédicos ficaram feridos nas últimas horas enquanto tentavam retirar pacientes feridos de um hospital em Gaza.
Houthis do Iémen ameaçam navios do Mar Vermelho que se dirijam a Israel
"Se Gaza não receber os alimentos e medicamentos de que necessita, todos os navios no Mar Vermelho com destino aos portos israelitas, independentemente da sua nacionalidade, tornar-se-ão um alvo para as nossas forças armadas", alertou Yahya Saree.
Os Houthis são considerados próximos do Irão e tem disparado contra navios no Mar Vermelho e também contra Israel desde o início da guerra. Nas últimas semanas, os navios de guerra dos Estados Unidos têm derrubado vários projéteis deste grupo.
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Foto: Ibraheem Abu Mustafa - Reuters
Países árabes e Turquia pedem maior pressão dos EUA para um cessar-fogo
O apelo foi feito na chamada Cimeira Conjunta Árabe-Islâmica, que decorreu no Qatar com a presença de Blinken, um dia depois de Washington ter vetado uma resolução do Conselho de Segurança sobre um cessar-fogo em Gaza.
Blinken foi convidado a participar na cimeira pelos homólogos do Qatar, Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Palestina e Turquia.
Os seis ministros pediram a Blinken um "papel mais alargado" dos Estados Unidos "na pressão sobre a ocupação israelita para que se chegue a um cessar-fogo imediato", segundo a agência espanhola Europa Press.
Também manifestaram desapontamento por o Conselho de Segurança não ter votado, pela segunda vez, uma resolução para um cessar-fogo imediato em Gaza por razões humanitárias, "depois de os Estados Unidos terem usado o poder de veto".
"Os membros do comité ministerial renovaram a posição unificada sobre a rejeição da continuação das operações militares pelas forças de ocupação israelitas na Faixa de Gaza, renovando o apelo à necessidade de um cessar-fogo imediato e abrangente", afirmaram.
Reiteraram ainda o empenho na "criação de um verdadeiro clima político conducente a uma solução de dois Estados e à criação de um Estado palestiniano".
Os Estados Unidos vetaram na sexta-feira uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que apelava para um cessar-fogo entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas em Gaza, em guerra desde 07 de outubro.
A resolução resultou de o secretário-geral da ONU, António Guterres, ter invocado pela primeira vez o artigo 99.º da Carta das Nações Unidas.
O artigo em causa permite ao secretário-geral chamar a atenção do Conselho de Segurança para uma questão que pode pôr em perigo a paz e a segurança internacionais.
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"O Conselho de Segurança da ONU precisa de ser reformado", defendeu.
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O Hamas "condenou veementemente" o veto norte-americano numa declaração divulgada hoje por Ezzat al-Rishq, um alto dirigente político grupo islamita palestiniano.
Al-Rishq descreveu o veto como uma "posição imoral e desumana" e como uma "participação direta" na morte dos palestinianos na Faixa de Gaza, segundo a agência francesa AFP.
A resolução, preparada pelos Emirados Árabes Unidos, recebeu 13 votos a favor, o veto dos Estados Unidos e uma abstenção (Reino Unido), depois de o secretário-geral ter invocado o artigo 99.º da Carta das Nações Unidas.
O artigo em causa permite ao secretário-geral chamar a atenção do Conselho de Segurança para uma questão que pode pôr em perigo a paz e a segurança internacionais.
As autoridades de saúde do Hamas disseram na sexta-feira que os bombardeamentos israelitas tinham matado mais de 17.400 pessoas, mas já hoje deram conta de mais de uma centena de mortos nas últimas horas.
O Hospital Al-Aqsa, no centro do enclave palestiniano, registou 71 mortos e 160 feridos durante as últimas 24 horas em bombardeamentos israelitas, de acordo com um comunicado do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.
No sul de Gaza, o Hospital Nasser registou 62 mortos e 99 feridos, segundo a mesma fonte, citada pela agência espanhola EFE.
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Decorreu já depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas não ter conseguido aprovar a resolução que pedia um cessar-fogo imediato em Gaza.
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A proposta "reflete o apelo universal da comunidade internacional e representa a direção certa para o restabelecimento da paz", afirmou o embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, citado pela televisão estatal CGTN.
"A China apoia totalmente esta iniciativa e juntou-se à pressão para a elaboração deste projeto de resolução", acrescentou Zhang, que acusou Washington de empregar "dois pesos e duas medidas" ao falar da proteção das mulheres, das crianças e dos direitos humanos, enquanto "consente" na continuação do conflito.
Zhang apelou ainda a Israel para que ponha fim à "punição coletiva do povo de Gaza".
Esta é a segunda vez, desde o início da guerra em Gaza, que os EUA vetam uma resolução no mesmo sentido - fizeram-no a 18 de outubro - alinhando assim com Israel, que argumenta que um cessar-fogo deste tipo ajudaria o Hamas a rearmar-se e a manter em cativeiro os 138 reféns na Faixa de Gaza.
A 18 de outubro, os EUA vetaram também, sozinhos, uma resolução de cessar-fogo semelhante apresentada pelo Brasil, argumentando que não mencionava o direito de auto-defesa de Israel.
Esta última votação foi realizada a pedido do próprio secretário-geral da ONU, António Guterres, que esta semana recorreu a um mecanismo excecional da carta fundadora do organismo, o artigo 99, que lhe dá poderes para solicitar a intervenção do Conselho de Segurança em casos de ameaças graves à paz e à segurança no mundo.