OMS chocada com ataque israelita a hospital Kamal Adwan em Gaza
"A OMS está consternada com a destruição efetiva do hospital Kamal Adwan no norte de Gaza nos últimos dias, tornando-o inoperante e resultando na morte de pelo menos 8 pacientes", afirmou o chefe da OMS, Tedros Ghebreyesus, no Twitter.
Primeiro-ministro de Israel diz que guerra contra o Hamas é para levar até ao fim
Síria diz ter respondido a ataque israelita
Ataque israelita no campo de refugiados de Jabalia fez 90 mortos
Israel e Hamas abertos a possível novo acordo de cessar-fogo
Mãe de um dos reféns de Gaza inicia greve de fome
Alex Lubnov foi sequestrado no festival realizado no `kibutz` de Reim, atacado por milicianos do Hamas, onde trabalhava como gerente de bar. A sua mulher, Michal, está grávida.
"O que aconteceu noutro dia fez-me perceber que nada está a ser feito para fazê-los regressar. Só recebemos cadáveres todos os dias. Não tenho esperança", disse Oksana Lubnov, segundo o jornal israelita Yedioth Aharonoth.
"Só a diplomacia pode libertar os reféns, não a força. O exército só trouxe militares raptados e cadáveres. Se não houver acordo, não há esperança", argumentou.
O Governo israelita está a ser criticado pelas famílias dos reféns que continuam raptados na Faixa de Gaza pela sua recusa em aceitar um intercâmbio com o Movimento de Resistência Islâmica após a trégua em que as mulheres e os menores foram libertados.
C/Lusa
EUA quer data concreta para fim de ofensiva em Gaza
Segundo a agência de notícias Europa Press, fontes próximas do executivo norte-americano disseram à CNN que Lloyd Austin receberá do ministro da Defesa israelita, Yoav Gallant, "atualizações específicas” sobre a atual fase da campanha militar. No mesmo encontro, o secretário da Defesa vai "pressionar as autoridades israelitas, de forma a averiguar qual a métrica que estão a usar para decidir o início da próxima fase da campanha".
Turquia apela a EUA que influencie Israel a parar os ataques a Gaza
De acordo com o Haaretz, Fidan disse a Blinken que a situação em Gaza e na Cisjordânia estava a piorar devido aos ataques israelitas, acrescentando que Israel deveria ser obrigado a sentar-se à mesa de negociações para discutir uma solução de dois Estados depois de um cessar-fogo total ser alcançado.
Exército descobre o maior túnel do Hamas a poucos metros da fronteira
"Milhões de dólares foram gastos neste túnel, centenas de toneladas de cimento e muita eletricidade. Em vez de gastar todo esse dinheiro, o cimento ou a eletricidade em hospitais, escolas, habitações ou outras necessidades dos habitantes de Gaza", disse o contra-almirante Daniel Hagari, porta-voz do Exército israelita, em declarações proferidas no interior do túnel.
As declarações foram feitas a um pequeno grupo de meios de comunicação, incluindo a agência de notícias espanhola EFE.
C/Lusa
Telecomunicações gradualmente restauradas em Gaza
"As nossas equipas de campo conseguiram chegar e reparar o principal local danificado depois de inúmeras tentativas nos últimos dias com a ajuda de organismos internacionais relevantes", afirmaram as duas empresas num comunicado conjunto.
Israel ataca sul do Líbano após lançamento de vários projéteis
“Foram identificados vários lançamentos desde território libanês em direção às áreas de Arab al Aramshe, Sasa e Dovev, no norte de Israel. A artilharia das Forças de Defesa de Israel está a atacar as fontes de fogo no Líbano”, lê-se num comunicado militar.
C/Lusa
Israel volta a recusar um cessar-fogo em Gaza
Governo israelita confirma entrada de ajuda humanitária por Kerem Shalom
A aprovação desta abertura aconteceu na sexta-feira e em causa está a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza através de uma nova passagem, que se juntaria assim à assistência prestada durante várias semanas através da passagem de Rafah, na fronteira entre o Egipto e o enclave palestiniano.
"A partir de hoje, os camiões de ajuda da ONU passarão por controlos de segurança e serão transportados diretamente para Gaza através de Kerem Shalom para cumprir o nosso acordo com os Estados Unidos", anunciou o órgão do Ministério da Defesa de Israel responsável pelos assuntos civis palestinianos (COGAT) na rede social X.
Segundo o mesmo órgão "isto aumentará o volume diário de ajuda humanitária que entra em Gaza para ser entregue à população".
Papa lamenta morte de duas mulheres em paróquia católica em Gaza
"Continuo a receber notícias muito graves e dolorosas de Gaza. Civis desarmados são alvos e isso tem acontecido até no complexo paroquial da Sagrada Família onde não há terroristas, mas sim famílias, crianças, doentes, pessoas com deficiência e freiras", lamentou o pontífice após o Angelus da janela do Palácio Apostólico.
No dia em que completa 87 anos, Francisco denunciou o assassinato de uma mãe e da filha, cujos nomes pronunciou publicamente, "enquanto iam à casa de banho, uma situação que terá ocorrido no sábado.
Sem referir a autoria do ataque, Francisco referia-se a um ataque forças israelitas àquela paróquia cristã na Faixa de Gaza, apontando que um lançador de foguetes estava escondido no seu interior, como descreve o portal de notícias oficial multilíngue do Vaticano.
"A casa das freiras de Madre Teresa foi danificada, o seu gerador foi atingido. Há quem diga que é terrorismo. Rezemos ao Senhor pela paz", disse Francisco diante de centenas de fiéis que o ouviam na Praça de São Pedro.
O Papa argentino acrescentou nas orações o povo ucraniano e alargou os apelos a outras zonas de conflito.
"Não esqueçamos os nossos irmãos e irmãs que sofrem com a guerra na Ucrânia, Palestina, Israel e outras zonas de conflito. Que a proximidade do Natal reforce o compromisso de abrir caminhos para a paz", pediu.
Londres e Berlim pedem "cessar-fogo sustentável" em Gaza
O apelo a um cessar-fogo, mas "apenas se for sustentável", significa uma mudança de tom por parte do Governo britânico, que até agora defendia "pausas humanitárias" ocasionais para permitir a entrada de ajuda em Gaza.
No texto, David Cameron e a chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, esclarecem que, apesar de representarem "tradições políticas muito diferentes" - ele é conservador e ela é verde - partilham o desejo de melhorar as coisas e "a ânsia de paz, no Médio Oriente como noutras partes do mundo".
Ao contrário de outros, não acreditam que "apelar agora a um cessar-fogo geral e imediato, na esperança de que este se torne permanente, seja o caminho a seguir".
Isso ignoraria o facto de "Israel ter sido forçada a defender-se após o ataque" do Hamas em 07 de outubro e de o grupo islamista "continuar a disparar mísseis para matar cidadãos israelitas todos os dias". "O Hamas tem de depor as armas", afirmam.
"Um cessar-fogo insustentável, que rapidamente conduziria a mais violência, só tornaria mais difícil a construção da confiança necessária para a paz", defendem.
Os dois políticos afirmam que "só os extremistas como o Hamas" querem continuar "presos num ciclo interminável de violência, sacrificando os seus próprios interesses".
Insistem que o objetivo "não pode ser simplesmente o fim dos combates atuais", mas "deve ser uma paz que dure dias, anos e gerações".
"Por isso, apoiamos um cessar-fogo, mas apenas se for sustentável", acrescentam.
Os ministros apelam ao Hamas para que liberte imediatamente os reféns e avisam que deixá-los em Gaza "seria um obstáculo permanente no caminho para uma solução de dois Estados (israelita e palestiniano)".
Cameron e Baerbock destacam três áreas de ação: em primeiro lugar, reconhecem o direito de Israel a defender-se, mas apelam para que, "ao fazê-lo, respeite o direito humanitário internacional", porque "já foram mortos demasiados civis".
Em segundo lugar, "deve ser prestada mais ajuda aos palestinianos" e, por último, a comunidade internacional, e em particular os países árabes, devem trabalhar para uma solução que "proporcione segurança a longo prazo aos dois povos".
Neste sentido, apelam ao fim da violência dos "colonos extremistas na Cisjordânia", que "tentam sabotar esses esforços", enquanto, na sua opinião, os palestinianos precisam de uma equipa de líderes que lhes ofereça "o governo que merecem".
Cordão pela Palestina. Profissionais de saúde exigem cessar-fogo
O grupo pede uma tomada de posição oficial sobre a fragilidade dos cuidados de saúde e a insegurança que vivem os profissionais de saúde na Palestina.
Houve uma concentração em frente ao Hospital de Santa Maria. Os profissionais seguiram depois até à Embaixada dos Estados Unidos e à Maternidade Alfredo da Costa.
OMS. Serviço de urgências do hospital al-Shifa é “um banho de sangue”
A equipa (que visitou o hospital) descreveu o serviço de urgências como um "banho de sangue", com centenas de pacientes feridos no interior e novos pacientes a chegarem a cada minuto, disse a organização, acrescentando que "os pacientes com traumas foram suturados no chão e as instalações de gestão da dor são muito limitadas ou inexistentes".
O hospital está agora a funcionar à escala mínima, com uma equipa muito pequena, e "os doentes críticos estão a ser transferidos para o hospital Ahli Arab para serem operados".
As salas de operações deixaram de funcionar por falta de oxigénio e, segundo a equipa da OMS, o hospital "precisa de ser reanimado". Apenas 30 pacientes podem receber diálise.
Toda a infraestrutura sanitária da Faixa de Gaza foi gravemente afetada pelos bombardeamentos e pela destruição das suas infraestruturas.
c/Lusa
Paris apela a "nova trégua imediata e duradoura" na Faixa de Gaza
Paris está "profundamente preocupada" com a situação em Gaza e apela a uma "nova trégua imediata e duradoura", declarou Catherine Colonna depois de um encontro com o seu homólogo israelita, Eli Cohen.
Ao mesmo tempo, Catherine Colonna apelou para que não se esqueçam as vítimas israelitas dos ataques do Hamas.
"Escusado será dizer que a França acredita nas palavras destas mulheres vítimas, que a França acredita naqueles que testemunharam estas violações e mutilações, estas profanações", declarou, referindo-se às atrocidades cometidas pelos comandos do movimento palestiniano em Israel.
Colonna iniciou hoje uma digressão pelo Médio Oriente e visitará o Líbano na segunda-feira.
c/Lusa
Israel confirma morte de mais dois soldados em Gaza
MNE israelita diz que apelo "irresponsável" para um cessar-fogo em Gaza "é um erro"
Cinco palestinos mortos em ataque israelita na Cisjordânia
Novos ataques na Faixa de Gaza
Os familiares dos reféns intensificaram os apelos ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que chegue a um acordo sobre a libertação dos prisioneiros, depois de o exército ter admitido ter matado "por engano" três reféns naquele território palestiniano.
Os três reféns mortos encontravam-se entre as cerca de 250 pessoas capturadas no ataque sem precedentes lançado pelo Hamas em solo israelita a 07 de outubro, que causou 1.140 mortos, de acordo com os últimos números fornecidos pelas autoridades israelitas.
Pelo menos 12 pessoas morreram hoje em ataques israelitas contra a cidade de Deir al-Balah, no centro de Gaza, anunciou o Ministério da Saúde do Hamas. Testemunhas relataram igualmente um bombardeamento israelita na cidade de Bani Suheila, no sul do país.
No total, 18.800 pessoas foram mortas desde o início da ofensiva de retaliação israelita em Gaza, de acordo com o grupo islamita, no poder no enclave desde 2007 e considerado uma organização terrorista pela UE, pelos EUA e por Israel.
Mais de 100 israelitas e estrangeiros capturados pelo Hamas foram libertados em troca de 240 prisioneiros palestinianos durante uma trégua de uma semana, no mês passado, mediada pelo Qatar.
O primeiro-ministro israelita afirmou, no sábado, que "a pressão militar é necessária tanto para o regresso dos reféns como para garantir a vitória sobre os inimigos".
Mas Benjamin Netanyahu também pareceu confirmar que o Qatar estava a fazer esforços diplomáticos para garantir a libertação de mais reféns: "temos sérias críticas em relação ao Qatar, que, presumo, serão conhecidas a seu tempo, mas, de momento, estamos a tentar concluir a recuperação dos nossos reféns".
No mesmo dia, o Qatar confirmou "esforços diplomáticos em curso para renovar a pausa humanitária".
No entanto, numa mensagem publicada na rede social Telegram, o Hamas reiterou ser "contra qualquer negociação sobre a troca de prisioneiros até que a agressão contra o povo palestiniano cesse completamente".
Ponto de situação
- Israel lançou novos ataques sobre a Faixa de Gaza. Pelo menos 12 pessoas morreram na cidade de Deir al-Balah, no centro de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas. As testemunhas falam ainda de um bombardeamento noutra cidade do sul do enclave;
- A onda de indignação e protestos aumentou depois de o exército israelita ter admitido que matou "por engano" três reféns israelitas;
- O primeiro-ministro israelita prometeu “aprender” com a morte dos reféns. "Vamos aprender as lições", disse Netanyahu, numa declaração na televisão israelita, no sábado;
- Benjamin Netanyahu acrescentou que Israel manterá "o esforço militar e diplomático" para garantir que todos os reféns regressem a casa e dez saber que o Catar está a fazer esforços diplomáticos para garantir a libertação de mais reféns;
- Por sua vez, o Hamas reitera ser contra qualquer negociação sobre a troca de prisioneiros até que a agressão contra o povo palestiniano termine.