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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Irão ataca depósito de sistemas antidrones ucranianos nos Emirados Árabes Unidos

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Irão ataca depósito de sistemas antidrones ucranianos nos Emirados Árabes Unidos

O Exército iraniano disse ter atacado um depósito de sistemas antidrones ucranianos nos Emirados Árabes Unidos que alegadamente servia para apoiar as forças americanas. Os houthis do Iémen, alinhados com o Irão, lançaram um ataque contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra. Acompanhamos, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Joana Raposo Santos - RTP /

Foto: Hamad Al Kaabi - UAE Presidential Court via Reuters

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RTP /

Ataque israelita mata pelo menos dois jornalistas libaneses, diz Al Manar TV

Um ataque israelita contra um veículo da imprensa no sul do Líbano matou pelo menos dois jornalistas libaneses, segundo a estação Al Manar TV. As Forças Armadas israelitas não confirmaram a informação.
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RTP /

FMI concede 1.051 milhões de euros ao Paquistão

O FMI e as autoridades do Paquistão chegaram a um acordo que permitirá a Islamabade receber 1.210 milhões de dólares (1.051 milhões de euros), num contexto de instabilidade face à crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente.

O acordo, confirmado hoje pelo Ministério das Finanças paquistanês numa mensagem na rede social X, está ainda sujeito à aprovação formal do Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma vez ratificado, o Paquistão terá acesso a cerca de 1.000 milhões de dólares (868,6 milhões de euros) no âmbito da terceira revisão do Programa de Financiamento Ampliado do FMI (EFF, na sigla em inglês) e a outros 210 milhões de dólares (cerca de 182,4 milhões de euros) através do Serviço de Resiliência e Sustentabilidade (RSF).

Com esta parcela, o total acumulado de desembolsos para o país atingirá os 4.500 milhões de dólares (3.909 milhões de euros).

A chefe da missão do FMI, Iva Petrova, indicou num comunicado que, apesar da recuperação económica registada no início do atual ano fiscal, "o conflito no Médio Oriente lança uma nuvem negra sobre as perspetivas" para o país.

"A volatilidade dos preços da energia e condições financeiras globais mais restritivas correm o risco de exercer uma pressão ascendente sobre a inflação e de prejudicar o crescimento e a balança corrente", alertou Petrova.

O documento insta o Banco Estatal do Paquistão (SBP) a manter uma política restritiva e a estar "preparado para aumentar as taxas de juro caso se intensifiquem as pressões sobre os preços ou aumentem as expectativas de inflação", decorrentes do encarecimento global dos alimentos e dos combustíveis.

No que diz respeito ao setor energético, o FMI recomenda a eliminação dos subsídios estatais, devendo a sustentabilidade do sistema elétrico ser mantida através de "ajustes tarifários oportunos que garantam a recuperação dos custos" e da privatização das empresas de produção ineficientes.

c/ Lusa
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RTP /

Pelo menos dez mortos em ataques israelitas no Líbano

Pelo menos, dez pessoas morreram, nas últimas horas, vítimas de ataques israelitas no Sul do Líbano, onde decorre uma operação militar com o objetivo de alcançar uma invasão completa.

Entre estes, cinco profissionais de saúde morreram na sequência de um ataque a uma ambulância em Zoutar Sharqi, Nabatiyeh, segundo a agência de notícias oficial NNA.

Na cidade de Al Haniya, um bombardeamento matou cinco agricultores e feriu outras oito pessoas.

As vítimas foram levadas para hospitais na região de Tiro, que pertence à cidade atacada.

O exército israelita emitiu hoje novas ordens de deslocação forçada para a população residente em Maashouq, Burj al Shamali, Rashidieh, Deir Kifa, Qaqaiyat al Jisr, Wadi Jilo e Al Bass.
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RTP /

Irão ataca depósito de sistemas antidrones ucranianos nos Emirados Árabes Unidos

O Exército iraniano disse ter atacado um depósito de sistemas antidrones ucranianos nos Emirados Árabes Unidos que alegadamente servia para apoiar as forças americanas.

"Enquanto os quartéis-generais dos comandantes e soldados americanos no Dubai eram alvejados (...) um depósito de sistemas anti-drones ucranianos localizado no Dubai e destinado a ajudar o Exército americano (...) foi destruído", afirmou o centro de comando Khatam al-Anbiya, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou este sábado, durante uma visita aos Emirados Árabes Unidos, que os dois países tinham acordado cooperar em matéria de defesa.
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Lusa /

Barril de petróleo Brent sobe 55% após primeiro mês de guerra

O preço do barril de petróleo Brent disparou mais de 55% desde o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, há um mês, que abalou a aparente calma dos mercados financeiros.

Com as últimas semanas marcadas pela incerteza, confirmando-se o cenário mais temido pelos mercados de um conflito prolongado no tempo, o resultado foi a subida dos preços do petróleo e do gás, face aos danos nas infraestruturas energéticas e ao risco de uma menor oferta a nível global.

O barril de Brent, o petróleo de referência europeu, disparou 55,31% desde o início do conflito, chegando a rondar os 120 dólares. O petróleo de referência nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), subiu 48,67% e toca os 100 dólares, o seu máximo desde meados de 2022.

Paralelamente, o gás valorizou-se mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h).

Ao mesmo tempo, registaram-se quedas significativas nas principais bolsas de valores, muitas das quais tinham atingido níveis máximos antes de 27 de fevereiro.

Noutros mercados, o ouro viu ameaçado o seu estatuto de valor refúgio por excelência, ao perder cerca de 14,5%, com a valorização de 2% do dólar face ao euro também a diminuir o interesse por este metal.

Adicionalmente, os mercados estão também já a descontar subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais, face ao receio de uma retoma da inflação devido ao aumento dos preços da energia.

Por enquanto, o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal (Fed) dos EUA optaram por manter inalteradas as taxas de juro nas suas respetivas reuniões de março.

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RTP /

Zelensky e presidente dos Emirados Árabes Unidos discutem cooperação em matéria de defesa

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, avançou que esteve reunido com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, tendo discutido a cooperação em matéria de segurança e defesa.

"Chegámos a acordo para cooperar no domínio da segurança e da defesa. As nossas equipas irão finalizar os pormenores", afirmou Zelensky na aplicação Telegram.
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RTP /

Presidente do Irão afirma que é necessária confiança para as negociações

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse ao primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que é necessária confiança para facilitar as negociações e a mediação sobre o conflito no Médio Oriente.

Segundo o gabinete de Sharif, Pezeshkian elogiou os esforços diplomáticos do Paquistão e os dois líderes discutiram as hostilidades na região e os esforços para pôr fim ao conflito durante uma chamada que durou mais de uma hora.

Sharif informou ainda Pezeshkian sobre os contactos diplomáticos do Paquistão com os Estados Unidos e os Estados do Golfo.
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RTP /

Trump diz que EUA podem não ajudar a NATO em caso de necessidade

O presidente dos Estados Unidos da América disse que o seu país poderá não ajudar a NATO em caso de necessidade, durante um fórum de negócios em Miami.

"Eles simplesmente não estavam lá", afirmou Donald Trump, referindo-se ao pedido americano de apoio militar aos seus aliados para garantir o Estreito de Ormuz, que permaneceu sem resposta.

"Gastamos centenas de milhares de milhões de dólares por ano na NATO, centenas de milhares de milhões, para os proteger, e sempre teríamos estado lá para eles, mas agora, face às suas ações, suponho que já não precisamos estar, certo?", sublinhou.

Donald Trump afirmou que a Arábia Saudita e outros dos seus "aliados" no Médio Oriente, como o Kuwait, o Catar, o Barém e os Emirados Árabes Unidos (EAU), "fizeram mais" na guerra contra o Irão do que a NATO, organização com qual está "muito desapontado".

"Quero agradecer ao Reino da Arábia Saudita, tem ajudado muito. Ao contrário da NATO, a Arábia Saudita lutou, o Catar lutou, o Barém lutou e o Kuwait lutou, embora tenham abatido três dos nossos aviões", declarou o chefe de Estado norte-americano no fórum FII Priority, organizado por investidores sauditas em Miami.

c/ Lusa
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Lusa /

EUA e Iraque anunciam "reforço da cooperação" contra ataques de grupos pró-iranianos

Os Estados Unidos e o Iraque anunciaram na noite de sexta-feira que vão "reforçar a cooperação" em matéria de segurança com a criação de um "alto comité conjunto" para "impedir ataques" por parte de grupos iraquianos pró-iranianos.

Segundo comunicados divulgados pela embaixada dos Estados Unidos em Bagdade e por uma célula mediática das forças iraquianas, o reforço da cooperação surge no quadro da "parceria estratégica" que une os dois países.

A criação deste comité "de coordenação" permitirá "reforçar a cooperação para impedir ataques" contra "as forças de segurança iraquianas, instalações estratégicas do Iraque, bem como contra o pessoal norte-americano, as missões diplomáticas e a coligação internacional" anti-jihadista, acrescenta-se nos comunicados.

Com a guerra no Médio Oriente, grupos armados iraquianos pró-iranianos têm realizado ataques com drones ou foguetes contra a embaixada norte-americana no Iraque, mas também contra conselheiros militares norte-americanos da coligação. 

Estes grupos têm sido regularmente alvo de ataques atribuídos a Washington ou a Israel.

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RTP /

Aeroporto do Kuwait sofre danos "significativos" após ataques com drones

O Aeroporto Internacional do Kuwait foi alvo de múltiplos ataques com drones que causaram danos significativos ao seu sistema de radar, mas não resultaram em vítimas, informou a agência noticiosa estatal KUNA este sábado, citando a Autoridade de Aviação Civil do país.
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RTP /

Houthis do Iémen confirmam ataque contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra

Os houthis do Iémen, alinhados com o Irão, confirmaram este sábado que lançaram um ataque contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra entre Israel e os EUA contra o Irão, marcando a sua entrada no conflito e aumentando as perspetivas de um confronto regional mais alargado.

Israel tinha afirmado anteriormente que estava a trabalhar para interceptar um míssil proveniente do Iémen.

Os houthis afirmaram que o ataque com mísseis ocorreu depois de ataques contínuos a infraestruturas no Irão, Líbano, Iraque e territórios palestinianos, acrescentando que as suas operações continuariam até que a "agressão" em todas as frentes terminasse.
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Lusa /

Incêndios causam cinco feridos nos Emirados Árabes Unidos após ataques iranianos

Incêndios numa zona industrial dos Emirados Árabes Unidos (EAU) causaram hoje cinco feridos, na sequência de ataques com mísseis e drones iranianos, de acordo com as autoridades.

"A defesa aérea e os caças dos Emirados Árabes Unidos estão a responder aos mísseis e aos drones lançados a partir do Irão", escreveu o Ministério da Defesa dos EAU na rede social X.

O Governo de Abu Dhabi informou, num comunicado, que ocorreram dois incêndios na zona industrial de Khalifa, na costa do emirado, causados por detritos resultantes da "interceção bem-sucedida" de um míssil balístico.

"As autoridades confirmam que este incidente causou cinco feridos de nacionalidade indiana, cujos ferimentos variam entre moderados e ligeiros", indicou posteriormente num comunicado separado.

Aliado próximo dos Estados Unidos e um dos raros países árabes a ter normalizado as relações com Israel, os Emirados Árabes Unidos têm sido o principal alvo dos mísseis e drones lançados por Teerão contra os vizinhos do Golfo desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

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Lusa /

Doze soldados dos EUA feridos em ataque na Arábia Saudita

Um ataque iraniano contra uma base na Arábia Saudita feriu pelo menos 12 soldados dos Estados Unidos, dois dos quais gravemente, informaram meios de comunicação social norte-americanos.

O ataque contra a base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, a sudeste de Riade, foi levado a cabo na sexta-feira com pelo menos um míssil e vários drones, noticiaram os jornais New York Times e Wall Street Journal, que citam responsáveis que não foram identificados.

Num balanço anterior, fontes oficiais norte-americanas e árabes tinham dito ao Wall Street Journal que o ataque fez 10 feridos.

Os soldados encontravam-se no interior de um edifício da base no momento do ataque, de acordo com o mesmo jornal.

Ainda segundo as publicações, vários aviões de reabastecimento em voo também foram danificados.

O Pentágono e o Comando Central dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da agência France-Presse.

Treze militares norte-americanos foram mortos desde o início do conflito com o Irão, em 28 de fevereiro, dos quais sete nos países do Golfo e seis no Iraque. Mais de 300 ficaram feridos.

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Lusa /

Israel lança novos ataques e imprensa iraniana noticia pelo menos cinco mortos

O Exército israelita lançou hoje um novo ataque contra o Irão, e meios de comunicação social iranianos noticiaram pelo menos cinco mortos, um mês após o início da guerra lançada por Washington e Telavive contra Teerão.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram, numa mensagem, estar a atacar "alvos do regime terrorista" na capital da República Islâmica.

Anteriormente, a agência iraniana Fars noticiou ataques contra vários pontos da cidade, além de um ataque contra um edifício residencial na localidade de Zanjan, noroeste do país, onde morreram pelo menos cinco pessoas e sete ficaram feridas.

Em Telavive, Israel, um homem foi morto e dois ficaram feridos na sexta-feira, de acordo com os serviços de emergência, após o exército israelita anunciar disparos de mísseis a partir do Irão.

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Lusa /

Grupo de hackers pró-Irão revela que invadiu a conta do diretor do FBI

Um grupo de hackers pró-Irão revelou hoje que invadiu a conta do diretor do FBI e publicou na internet fotografias antigas e outros documentos do responsável, noticiou a Associated Press (AP).

"Kash Patel, o atual chefe do FBI, que um dia viu o seu nome exibido com orgulho na sede da agência, vai agora encontrar o seu nome na lista de vítimas de hackers", disse o grupo Handala, numa mensagem publicada hoje, citado na notícia da AP.

A mensagem era acompanhada por fotos antigas do diretor do Departamento Federal de Investigação (sigla em inglês, FBI), sendo que algumas fotografias mostravam o responsável ao lado de um carro desportivo antigo e outra com um charuto na boca.  

Muitos dos registos pareciam estar relacionados com as suas viagens pessoais e negócios de há mais de 10 anos, segundo a AP.

O grupo pró-Irão Handala indicou que estava a disponibilizar para download e-mails e outros documentos da conta de Kash Patel.  

O Handala referiu ainda que o ataque foi uma retaliação por alegados ataques dos Estados Unidos que mataram crianças iranianas.

O FBI disse, em comunicado, citado na notícia da AP, que "está ciente dos agentes maliciosos que visam as informações de e-mail pessoais do diretor Patel", indicando que todas as medidas necessárias para mitigar os potenciais riscos associados a esta atividade foram tomadas.

"As informações em causa são de natureza histórica e não envolvem informações governamentais", acrescentou o departamento.

O FBI não identificou o Handala como responsável pela divulgação de fotografias e documentos, mas referiu que a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a oferecer uma recompensa de até 10 milhões de dólares (cerca de oito milhões de euros) por informações que levem à identificação de membros do grupo de hackers Handala.

De acordo com o FBI, o grupo Handala "tem frequentemente como alvo funcionários do Governo dos EUA".

No comunicado, não ficou claro quando é que o ataque reivindicado pelo Handala pode ter ocorrido.

Em 2024, antes da confirmação de Kash Patel como diretor do departamento, foram publicadas notícias que referiram que o dirigente do FBI tinha sido alvo de um ciberataque iraniano.

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Lusa /

Estados Unidos e Israel atacaram pela terceira vez a central nuclear de Bushehr

Os Estados Unidos e Israel atacaram pela terceira vez a central nuclear de Bushehr, no Irão, noticiou na sexta-feira a agência de notícias espanhola EFE.

As investigações preliminares indicam que o projétil não causou vítimas, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

Na rede social X, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse que foi informada pelo Irão sobre o novo ataque na área da central nuclear de Bushehr.

"A AIEA foi informada pelo Irão sobre um novo ataque na área da Usina Nuclear de Bushehr, o terceiro incidente desse tipo em 10 dias", referiu a agência.

A central de Bushehr, localizada no sul do Irão, foi alvo de um primeiro ataque na semana passada e de um segundo na terça-feira.

 A AIEA referiu que não foi libertada radiação e que o reator em operação não sofreu danos.

"O estado da central é considerado normal, segundo o Irão", disse a agência na rede social X.

O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, manifestou a sua profunda preocupação com a atividade militar perto da central nuclear e alertou para "um grave incidente radiológico no caso de o reator ser danificado", citado na publicação da agência no X.

Rafael Grossi apelou ainda à máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear.

Após este segundo ataque, a Rússia manifestou a sua "profunda indignação" e denunciou que "os agressores procuram deliberadamente provocar uma grande catástrofe nuclear na região para ocultar e justificar as suas ações criminosas", segundo a agência EFE.  

Além de Bushehr, Israel e os Estados Unidos atacaram na sexta-feira outras instalações nucleares no centro do Irão, sem provocar mortes ou fugas radioativas.

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Lusa /

Ataque ao Irão reduz fertilizantes e encarece energia para agricultura mundial

As consequências do ataque israelo-norte-americano ao Irão estão a pesar sobre os agricultores do mundo, tanto pela subida dos combustíveis como pela redução da oferta de fertilizantes que passam pelo Estreito de Ormuz.

Esta escassez de fertilizantes está a comprometer o modo de vida nos designados países em vias de desenvolvimento - já a braços com a rutura climática global - e pode causar o encarecimento da alimentação.

Os agricultores mais pobres do Hemisfério Norte dependem das importações de fertilizantes provenientes do Golfo Pérsico e a escassez ocorre justamente quando a época das sementeiras começa, apontou Carl Skau, subdiretor do Programa Alimentar Mundial.

"Nos piores casos, isto representa menos colheitas (agora) e menos sementeiras na próxima época. No melhor caso, os custos dos `imputs` (fatores de produção) vão ser incluídos no preço da alimentação no próximo ano", antecipou.  

Pelo Estreito de Ormuz passam cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e um terço do de fertilizantes.

O embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini, disse hoje o seu país aceitou um pedido da organização para deixar passar ajuda humanitária e cargueiros com produtos agrícolas, apesar de hoje mesmo ter tido as suas instalações nucleares atacadas.  

Apesar de governos e investidores estarem focados no petróleo e gás, a restrição à passagem de fertilizantes ameaça a agricultura e a segurança alimentar no mundo.

Em particular, o nitrogénio e os fosfatos estão sob ameaça imediata.

Mesmo depois de a guerra acabar, os produtores no Golfo Pérsico vão precisar de garantias de segurança antes de voltarem a enviar carga pelo Estreito, mas, em particular, os custos dos seguros vão aumentar, previu Owen Gooch, analista da Argus Consulting Services.

Os fertilizantes são usados antes ou durante a sementeira, pelo que a sua falta vai prejudicar o desenvolvimento e produto final.

Esta falta não vai poder ser compensada por outros produtores. Por exemplo, a China, o maior produtor mundial de nitrogénio e fosfato, está a dar prioridade à sua procura interna, enquanto as fábricas na Federação Russa, outro produtor relevante, estão a produzir na capacidade total.

Aliás, já se sentem disrupções através de África, onde há uma grande dependência de importações provenientes do Médio Oriente da Federação Russa.

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