Huthis ameaçam Arábia Saudita após alegados ataques no Iémen

Huthis ameaçam Arábia Saudita após alegados ataques no Iémen

Os rebeldes huthis avisaram hoje que a Arábia Saudita "não estará segura enquanto continuar com as suas operações hostis" no Iémen, acusando Riade de ter realizado 300 ataques aéreos em cinco dias.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"O inimigo saudita não estará seguro enquanto continuar com as suas operações hostis", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros huthi, num comunicado divulgado pela agência Saba, controlada pelos insurgentes.

A ameaça surge num contexto de intensos combates entre os huthis e as forças leais ao Governo iemenita reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita.

O ministério huthi acusou Riade de ter iniciado a guerra e de manter há 12 anos um bloqueio aéreo e económico sobre as regiões do Iémen controladas pelos rebeldes, além de prosseguir uma mobilização militar.

Os rebeldes apontaram como exemplo a alegada militarização do porto civil de Moka, na costa iemenita do mar Vermelho.

"Se o inimigo saudita imagina que, depois de lançar 300 ataques aéreos em cinco dias, a sua situação continuará segura e estável, vive numa ilusão", acrescentou o Ministério.

O Governo iemenita reconhecido internacionalmente nega, contudo, que os bombardeamentos estejam a ser realizados pela Arábia Saudita, sustentando que são os seus próprios aviões que estão a atacar as posições dos huthis.

A Arábia Saudita intervém militarmente no Iémen desde 2015 em apoio do Governo reconhecido internacionalmente e lidera uma coligação contra os huthis, fornecendo também armas, treino e apoio aéreo às forças pró-governamentais.

Os insurgentes rejeitaram igualmente as preocupações sauditas sobre a segurança da navegação marítima, alegando que a passagem pelo estreito de Bab el-Mandeb se tornou mais segura após o fim dos combates nas zonas costeiras do sul do Mar Vermelho e a expulsão das forças apoiadas por Riade.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros huthi argumentou que a manutenção do tráfego marítimo normal confirma esta avaliação.

As declarações surgem durante uma ofensiva dos huthis ao longo da costa iemenita do mar Vermelho, na qual os insurgentes conseguiram avançar até ao estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo.

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