Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão. Trump volta a ameaçar atacar a montanha de Kolang "muito em breve"
O presidente norte-americano voltou a afirmar que os EUA podem atacar a instalação iraniana altamente fortificada "muito em breve", depois de ter desvalorizado o conflito com o Irão, descrevendo-o como "coisa pequena".
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano disse que os EUA podem atingir a montanha de Kolang (“Pickaxe Mountain” em inglês), no Irão, “muito em breve”.
Esta não é a primeira vez que Donald Trump ameaça atacar a montanha de Kolang, que está localizada perto da instalação iraniana de enriquecimento de urânio de Natanz, bombardeada pelos EUA e por Israel no início do conflito. A Pickaxe Mountain é uma instalação altamente fortificada, localizada a pelo menos 100 metros de profundidade sob uma grande montanha chamada Kuh-e Kolang Gaz La.
Governos ocidentais e agências de inteligência suspeitam que o local esteja ligado a atividades do programa nuclear iraniano, podendo albergar centrífugas de enriquecimento de urânio.
Os EUA e Israel acreditam que o Irão transferiu parte das suas reservas de urânio enriquecido e das suas centrífugas avançadas de enriquecimento para a Pickaxe Mountain após os ataques de junho do ano passado. Teerão nega as acusações.
“Small potatoes”
Nas mesmas declarações, Trump procurou desvalorizar o impacto da ofensiva militar lançada contra a República Islâmica, afirmando que é “coisa pequena” (“small potatoes”, em inglês).
"Muitas pessoas não lhe chamam guerra. Eu digo que é um conflito militar, porque para nós é uma coisa pequena. Não é grande coisa", comentou, referindo-se a uma intensidade "intermitente" nos combates.
O presidente norte-americano respondia a uma questão dos jornalistas sobre as palavras do seu vice-presidente, JD Vance, na quinta-feira, de que não queria descrever o conflito com a República Islâmica como uma guerra.
No entanto, numa publicação anterior nas redes sociais, o líder da Casa Branca referiu-se dessa forma ao conflito iraniano quando acusou a oposição democrata de desejar que o país "perca a guerra".
"Os lunáticos da esquerda radical, os democratas burros e os comunistas preferem que percamos a guerra no Irão a que o Presidente Donald Trump ganhe a guerra para os Estados Unidos", declarou, referindo-se a "pessoas muito doentes" e cegadas pelo que chamou de "síndrome anti-Trump".
“Aceitar os factos”
Trump tenta passar a imagem de que os EUA têm a guerra sob controlo, numa altura em que se aproximam as eleições intercalares para o Congresso, marcadas para o início de novembro.
Com as negociações indiretas entre Washington e Teerão estagnadas, os Estados Unidos retomaram no fim de semana passado os bombardeamentos contra a República Islâmica, após cerca de um mês de acalmia nos confrontos, que por sua vez respondeu visando alegados alvos norte-americanos nos países vizinhos da região do Golfo.
O reatamento das hostilidades surge logo após Trump ter incumbido o seu secretário do Tesouro, Scott Bessent, de preparar uma ofensiva económica contra o Irão através de sanções, depois de a força militar não ter levado a cedências do regime de Teerão.
Após vários dias consecutivos de confrontos militares, o exército iraniano aconselhou hoje à administração de Washington que "aceite os factos" ao fim de mais de seis meses de guerra e "se retire da região", reiterando a sua exigência da partida das tropas norte-americanas destacadas no Médio Oriente.
"A solução adequada para os Estados Unidos é aceitar os factos, arcar com as consequências e retirar-se da região", afirmou o porta-voz militar Mohammad Akraminia, numa mensagem publicada nas redes sociais esta sexta-feira.
O porta-voz militar acrescentou que a retirada dos Estados Unidos "tornará a região mais segura e aproximará o povo americano da prosperidade", aludindo às dificuldades económicas que a administração Trump enfrenta antes das eleições intercalares.
c/agências
Esta não é a primeira vez que Donald Trump ameaça atacar a montanha de Kolang, que está localizada perto da instalação iraniana de enriquecimento de urânio de Natanz, bombardeada pelos EUA e por Israel no início do conflito. A Pickaxe Mountain é uma instalação altamente fortificada, localizada a pelo menos 100 metros de profundidade sob uma grande montanha chamada Kuh-e Kolang Gaz La.
Governos ocidentais e agências de inteligência suspeitam que o local esteja ligado a atividades do programa nuclear iraniano, podendo albergar centrífugas de enriquecimento de urânio.
Os EUA e Israel acreditam que o Irão transferiu parte das suas reservas de urânio enriquecido e das suas centrífugas avançadas de enriquecimento para a Pickaxe Mountain após os ataques de junho do ano passado. Teerão nega as acusações.
“Small potatoes”
Nas mesmas declarações, Trump procurou desvalorizar o impacto da ofensiva militar lançada contra a República Islâmica, afirmando que é “coisa pequena” (“small potatoes”, em inglês).
"Muitas pessoas não lhe chamam guerra. Eu digo que é um conflito militar, porque para nós é uma coisa pequena. Não é grande coisa", comentou, referindo-se a uma intensidade "intermitente" nos combates.
O presidente norte-americano respondia a uma questão dos jornalistas sobre as palavras do seu vice-presidente, JD Vance, na quinta-feira, de que não queria descrever o conflito com a República Islâmica como uma guerra.
No entanto, numa publicação anterior nas redes sociais, o líder da Casa Branca referiu-se dessa forma ao conflito iraniano quando acusou a oposição democrata de desejar que o país "perca a guerra".
"Os lunáticos da esquerda radical, os democratas burros e os comunistas preferem que percamos a guerra no Irão a que o Presidente Donald Trump ganhe a guerra para os Estados Unidos", declarou, referindo-se a "pessoas muito doentes" e cegadas pelo que chamou de "síndrome anti-Trump".
“Aceitar os factos”
Trump tenta passar a imagem de que os EUA têm a guerra sob controlo, numa altura em que se aproximam as eleições intercalares para o Congresso, marcadas para o início de novembro.
Com as negociações indiretas entre Washington e Teerão estagnadas, os Estados Unidos retomaram no fim de semana passado os bombardeamentos contra a República Islâmica, após cerca de um mês de acalmia nos confrontos, que por sua vez respondeu visando alegados alvos norte-americanos nos países vizinhos da região do Golfo.
O reatamento das hostilidades surge logo após Trump ter incumbido o seu secretário do Tesouro, Scott Bessent, de preparar uma ofensiva económica contra o Irão através de sanções, depois de a força militar não ter levado a cedências do regime de Teerão.
Após vários dias consecutivos de confrontos militares, o exército iraniano aconselhou hoje à administração de Washington que "aceite os factos" ao fim de mais de seis meses de guerra e "se retire da região", reiterando a sua exigência da partida das tropas norte-americanas destacadas no Médio Oriente.
"A solução adequada para os Estados Unidos é aceitar os factos, arcar com as consequências e retirar-se da região", afirmou o porta-voz militar Mohammad Akraminia, numa mensagem publicada nas redes sociais esta sexta-feira.
O porta-voz militar acrescentou que a retirada dos Estados Unidos "tornará a região mais segura e aproximará o povo americano da prosperidade", aludindo às dificuldades económicas que a administração Trump enfrenta antes das eleições intercalares.
c/agências