Israel deve preparar-se para contornar sanções internacionais diz Netanyahu
Israel poderá precisar de desenvolver uma economia alternativa para contornar sanções internacionais, declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, reconhecendo a crescente pressão exercida pelo seu principal aliado, os Estados Unidos.
"É preciso compreender que pode haver sanções, incluindo sanções bancárias", disse Netanyahu num programa de debate transmitido pelo canal israelita Channel 10, disponibilizado hoje online.
"É preciso preparar uma economia alternativa capaz de funcionar contornando estas sanções", acrescentou o candidato à reeleição nas eleições de terça-feira.
Questionado sobre a possibilidade de se estar a referir à blockchain --- tecnologia de armazenamento e transmissão de informação que opera sem intermediários ou autoridade central ---, Netanyahu respondeu afirmativamente. "Com certeza. Solicitei que este plano fosse preparado", frisou.
O primeiro-ministro não especificou quais os países que espera que imponham sanções.
As declarações surgem depois de o Reino Unido e outras nações terem imposto sanções a produtos provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, em resposta a ataques de colonos contra palestinianos e à expansão dos colonatos.
Netanyahu continua a ser um aliado próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump, mas as críticas que lhe são feitas nos Estados Unidos têm-se intensificado desde a ofensiva devastadora em Gaza, lançada em retaliação pelos ataques do Hamas a 07 de outubro de 2023.
O primeiro-ministro e líder do partido nacionalista Likud referiu, em diversas ocasiões, a necessidade de Israel reduzir a sua dependência da ajuda militar norte-americana e desenvolver uma maior autonomia estratégica no sector da defesa.
"Isso acabou. É apenas uma questão de tempo", afirmou Netanyahu, admitindo estar "preocupado" com uma mudança na postura dos Estados Unidos em relação a Israel.
O primeiro-ministro israelita ameaçou recentemente retomar a guerra contra o Irão --- país que, sujeito a pesadas sanções internacionais, adotou criptomoedas e outros mecanismos económicos alternativos.
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