Israel ordena retirada de população de aldeia no sul do Líbano
O exército de Israel ordenou hoje aos habitantes da localidade de Deir Zahrani, no sul do Líbano, que se retirassem da área, em antecipação a ataques contra uma instalação do grupo pró-iraniano Hezbollah.
Na sequência do "lançamento de um drone explosivo" pelo Hezbollah contra as forças israelitas, o exército irá atacar uma instalação da organização, alertou o exército israelita, em árabe, através da plataforma de mensagens Telegram.
O canal de televisão do Hezbollah, Al-Manar, noticiou depois um ataque aéreo israelita contra Deir Zahrani, uma aldeia do distrito de Nabatiyé, a cerca de 20 quilómetros da fronteira com Israel.
O aviso israelita surge após vários dias de bombardeamentos mortíferos no Líbano, apesar de uma frágil trégua em vigor.
Após ataques que causaram quatro mortos no sul e no leste na sexta-feira à noite, Israel alvejou no domingo várias localidades da região de Nabatiye, matando sete pessoas.
O exército israelita afirmou ter retaliado contra o lançamento pelo Hezbollah de dois drones contra os seus soldados, que não causaram feridos, e denunciou "uma violação flagrante" do cessar-fogo.
Antes dos ataques, o exército israelita emitiu a primeira ordem de retirada de população em várias semanas, intimando os habitantes da aldeia de Arab Salim a abandonarem o local.
O Hezbollah arrastou o Líbano para o conflito regional ao lançar, o início de março, ataques contra Israel em apoio ao aliado Irão. As retaliações israelitas causaram mais de 4.300 mortos, segundo as autoridades libanesas.
Embora as hostilidades tenham diminuído desde junho, na sequência de um protocolo de acordo entre os Estados Unidos e o Irão e de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel, o exército israelita mantém operações esporádicas no sul do Líbano, onde ainda ocupa uma faixa fronteiriça com cerca de dez quilómetros de largura.
Na quinta-feira, Israel anunciou ter assumido o controlo do cume montanhoso Ali Taher, que servia de posição estratégica ao Hezbollah em Nabatiye. O movimento libanês não confirmou a informação.
Após os ataques de domingo, o Presidente libanês, Joseph Aoun, exortou Washington e a comunidade internacional a "porem fim" aos ataques israelitas, denunciando o que designou como "escalada perigosa".
Estão previstas novas negociações este mês entre responsáveis libaneses e israelitas, embora ainda não tenha sido anunciada qualquer data.