JD Vance defende conflito e assegura que Trump vai evitar uma "guerra eterna"
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, defendeu esta quinta-feira a campanha militar da Administração de Donald Trump contra o Irão e assegurou que o Presidente não permitirá que o conflito se transforme numa "guerra eterna".
Durante um fórum público em Fort Worth, no Texas, Vance prometeu que "Donald Trump não vai permitir que a guerra com o Irão se transforme numa guerra eterna". O evento teve lugar a cinco dias das eleições intercalares, nas quais a política externa e a guerra figuram entre as principais preocupações dos eleitores.
O vice-presidente fez os comentários numa resposta a um eleitor republicano que questionou se o Governo estava a cumprir a promessa de pôr termo às dispendiosas intervenções militares no estrangeiro.
"Compreendo a frustração gerada pelas aventuras militares no Médio Oriente", afirmou Vance durante o encontro organizado pela emissora Fox News.
Vance, que recordou o seu próprio serviço militar no Iraque, sustentou que os Estados Unidos estão envolvidos no conflito há sete meses e que as relações com Teerão têm sido marcadas por 47 anos de tensões.
Defendeu igualmente que opor-se a intervenções militares prolongadas não significa rejeitar por completo o recurso à força, garantindo que Trump cumprirá os objetivos norte-americanos antes de se concentrar noutras prioridades da sua Administração.
Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerão continuava a discutir com os mediadores internacionais o plano para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
O controlo da passagem marítima estratégica tornou-se um dos pontos centrais do conflito iniciado no final de fevereiro, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
A guerra é um tema particularmente sensível para a opinião pública norte-americana às portas das eleições de 03 de novembro.
Segundo uma sondagem do Pew Research Center realizada entre 28 de setembro e 04 de outubro, 65% dos norte-americanos desaprovam a forma como Trump tem gerido a operação militar no Médio Oriente, enquanto 33% manifestam apoio.
As eleições vão determinar o controlo do Congresso durante os dois últimos anos do mandato de Trump, com os democratas a precisarem de conquistar quatro lugares adicionais em cada uma das câmaras legislativas norte-americanas para retirar a maioria aos republicanos.
Órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram preparativos de Washington e Telavive para lançar uma nova ofensiva contra a República Islâmica do Irão após as eleições intercalares nos Estados Unidos.