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Guerra no Médio Oriente
Líbano. Donald Trump promete apoio dos EUA ao presidente Joseph Aoun
O presidente norte-americano reuniu-se esta terça-feira, na Casa Branca, com o homólogo libanês e afirmou que os EUA vão "garantir" que o país seja "tratado adequadamente e com o respeito que merece".
Donald Trump reconheceu que o Líbano tem sido duramente atingido durante décadas,
prometendo auxílio norte-americano daqui para a frente. "Tem
sido um lugar e um país muito maltratados, e vamos garantir que é
tratado adequadamente e com o respeito que merece", disse Trump.
Aoun foi a Washington pedir ao homólogo norte-americano que pressione Israel a cumprir o acordo que prevê o estabelecimento de "zonas piloto" no sul libanês.
Na lista de pedidos está também o pedido de ajuda substancial dos EUA ao exército do Líbano.
"Precisamos de apoiar as Forças Armadas libanesas", disse Joseph Aoun em inglês, na Casa Branca, acrescentando, "sem as Forças Armadas libanesas, tudo entrará em colapso. Não queremos isso. Penso que o presidente Trump também não quer isso".
No fiel da balança está o compromisso de Aoun com o desarmamento da milícia xiita pró-iraniana do Hezbollah, incluindo a demissão de oficiais do exército suspeitos de conluio com o movimento.
O encontro dará também a "Aoun a oportunidade de pôr fim a uma ideia perigosa que parece ter agradado a Donald Trump, de permitir que a Síria envie tropas para o Líbano a fim de, alegadamente, esmagar o Hezbollah", afirmou Robert Satloff, diretor executivo do Washington Institute, citado pela Agência France Press, AFP.
Donald Trump tem defendido repetidamente a medida, apesar do presidente islamista sírio, Ahmad al-Sharaa, já ter afirmado que não tem qualquer intenção de intervir no Líbano e reabrir feridas antigas.
Dificuldades na implementação de "zonas piloto"
Trump quer que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desista da sua estratégia para o sul do Líbano, onde tem colocado tropas nas últimas semanas. Israel justifica a invasão do país vizinho com a necessidade de impedir o Hezbollah de reforçar a sua presença militar e aproveitar a área para lançar ataques contra território israelita.
Um acordo recente mediado pelos EUA com Israel, prevê o estabelecimento do controlo por parte do exército libanês de "zonas piloto" progressivamente evacuadas pelas tropas israelitas.
A primeira fase para a sua implementação ficou contudo marcada pela instabilidade.
Terça-feira, cumprindo o previsto, o exército libanês foi mobilizado para a aldeia de Zawtar al-Gharbiya. Acusou posteriormente as forças israelitas de dispararem "perto das suas tropas" na aldeia, afirmando que as tropas do país vizinho se posicionaram nos arredores da povoação e impediram as deslocações dos residentes.
Os israelitas mantêm-se mobilizados nas aldeias vizinhas, sublinhou ainda, denunciando uma "agressão" que "provavelmente dificultará a implementação das fases de mobilização nas zonas piloto" estipuladas. À AFP, o analista Hassan Jouni sublinhou que esta terça-feira foi um "teste" à "disposição do exército israelita para se retirar" das zonas que efetivamente ocupa. E, igualmente, à posição do Hezbollah, que rejeita o acordo.
Israel tem recusado retirar-se do sul do Líbano até que o movimento xiita libanês seja desarmado, uma medida também exigida por Washington.
"Enquanto este problema persistir, o Líbano nunca conhecerá a verdadeira paz", afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que se reuniu com o presidente Aoun no domingo.
Rubio elogiou ainda a coragem do governo libanês, pelos "esforços determinados para restaurar a soberania libanesa, desarmar o Hezbollah e desmantelar a sua infra-estrutura terrorista".
c/agências