Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Linha vermelha". Drone abatido próximo de Meca
As defesas aéreas da Arábia Saudita intercetaram e destruíram um drone a sul de Meca, na terça-feira, antes de o aparelho entrar no espaço aéreo sobre a cidade sagrada. Os sauditas acusam os Houthis de estarem por trás desta "segunda tentativa". No entanto, o grupo extremista do Iémen, alinhado com o Irão, rejeita a acusação.
A Arábia Saudita alerta para a "linha vermelha" deste incidente e emitiu alertas de segurança para várias partes do país, para além de Meca.
Meca alberga locais sagrados para os muçulmanos de todo o mundo, é a cidade mais sagrada do Islão e o ponto central da peregrinação anual do Hajj (um dos cinco pilares do Islão) realizada por milhões de muçulmanos todos os anos. O porta-voz da coligação militar que combate os Houthis recorda que a segurança de Meca e dos peregrinos é uma "linha vermelha".
Por isso, a coligação liderada pela Arábia Saudita vai tomar as medidas de dissuasão necessárias contra o grupo extremista do Iémen.
Um representante Houthi rejeita a acusação na rede social X: "As alegações sobre ataques a Meca são uma mentira que já foi usada anteriormente e que não engana mais ninguém". A Organização para a Cooperação Islâmica condena o ataque "atroz" à cidade sagrada do Islão, responsabilizando os Houthis.
Composta por 57 países de maioria muçulmana, a Organização para a Cooperação Islâmica repudia a "agressão contínua contra o Reino da Arábia Saudita".
Os Houthis assumiram o controlo de partes da costa do Iémen no Mar Vermelho, viradas para o estreito de Bab al-Mandab, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Ameaçam desta forma as exportações de petróleo saudita que tinham sido desviadas do estreito de Ormuz.
Na última semana, o grupo extremista iemenita anunciou vários ataques contra a Arábia Saudita, incluindo contra uma base aérea na segunda-feira. Os Houthis alegam que esta é uma retaliação por ataques aéreos realizados no Iémen.