Mais de 750 soldados dos EUA feridos desde início da guerra

Mais de 750 soldados dos EUA feridos desde início da guerra

Mais de 750 soldados norte-americanos ficaram feridos em quase seis meses de conflito com o Irão, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Departamento de Defesa (Pentágono).

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Soldados norte-americanos inspecionam base atingida por mísseis iranianos | Foto: John Davison - Reuters

Dos 757 militares feridos desde o início da guerra, lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, mais de 580 são do Exército.

O Pentágono e o Comando Central norte-americano (Centcom) não forneceram praticamente quaisquer detalhes sobre como os ferimentos ocorreram ou a extensão dos danos nas suas bases durante o conflito, noticiou na quinta-feira a agência Associated Press (AP).

No entanto, as autoridades afirmaram que a grande maioria dos ferimentos são traumatismos cranioencefálicos.

Embora muitas das baixas sejam classificadas como tendo ocorrido durante a "Operação Fúria Épica", nome oficial do conflito, o Pentágono criou no final de julho uma nova categoria para os soldados feridos, denominada "Operações no Estrangeiro", no Sistema de Análise de Baixas da Defesa.

O Pentágono explicou que a decisão decorre porque a "Operação Fúria Épica" foi concluída e as Forças Armadas decidiram classifica nesta nova categoriar as baixas relacionadas com os ataques mais recentes.

O conflito entre Teerão e Washington parece entrar agora numa nova fase, após o Presidente norte-americano ter anunciado na quarta-feira uma "guerra económica" contra a República Islâmica.

Hoje, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, detalhou que essa guerra económica estende-se a todos os países que mantêm trocas económicas com o Irão e avisou os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.

Teerão respondeu classificando as medidas norte-americanas como "terrorismo económico".

As partes assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, que implicou um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que terminou na segunda-feira.

Os dois lados voltaram entretanto aos confrontos pouco depois da assinatura do memorando e o Irão repôs as restrições que mantinha à navegação comercial no estreito de Ormuz - por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra -, enquanto os Estados Unidos voltaram a aplicar um bloqueio naval aos portos iranianos.

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