MNE apela a homólogo do Irão para evitar "escalada de tensão"

MNE apela a homólogo do Irão para evitar "escalada de tensão"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reuniu-se nas Nações Unidas com o homólogo do Irão, apelando a que seja evitada uma «escalada de tensão» no conflito com os Estados Unidos, privilegiando o diálogo.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

«Num dos dossiers mais sensíveis da agenda internacional, Portugal reafirmou uma convicção: mesmo perante profundas divergências, os canais de comunicação devem permanecer abertos e a diplomacia e o diálogo devem prevalecer sobre a escalada de tensão», refere publicação do MNE no X, após o encontro de quinta-feira entre Rangel e Abbas Araghchi.

«Liberdade de navegação, Direito Internacional, não proliferação nuclear e proteção de civis serão também preocupações de Portugal no próximo mandato no Conselho de Segurança da ONU», adianta a mesma fonte.

Portugal assumirá em janeiro de 2027 a presidência do Conselho, órgão para o qual foi eleito para um mandato de dois anos como membro não-permanente.

Com as negociações entre Irão e Estados Unidos paralisadas desde o colapso do memorando de entendimento, em julho, as autoridades de ambos os países realizaram esta semana conversações em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU.

O Irão apresentou sete condições para interromper os ataques no estreito de Ormuz, via marítima internacional cujo controlo reivindica, incluindo o levantamento das sanções contra a sua economia e a libertação dos seus bens congelados no estrangeiro.

Paulo Rangel encontra-se em Nova Iorque para participar no debate anual da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Também na quinta-feira, Rangel participou na 3.ª Reunião Ministerial da Aliança Global para a Implementação da Solução de Dois Estados de Israel e Palestina.

«Um ano depois da Declaração de Nova Iorque, Portugal reafirma o seu compromisso com a solução de dois Estados e com a passagem das palavras a atos concretos», refere publicação do MNE no X.

«No próximo mandato no CSNU, Portugal continuará empenhado na diplomacia, no diálogo e na implementação das resoluções da ONU, para que um Estado da Palestina soberano e democrático possa viver em paz e segurança ao lado de Israel», adianta.

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