Omã afirma que negociações sobre Ormuz são positivas mas alerta para ataques

Omã afirma que negociações sobre Ormuz são positivas mas alerta para ataques

Omã afirmou hoje que as conversações com Teerão sobre a navegação no Estreito de Ormuz são positivas, mas alertou que os ataques contra navios podem afetar as negociações.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Omã afirma que as negociações em curso relativas à gestão da navegação no Estreito de Ormuz continuam num ambiente positivo e construtivo", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) daquele país em comunicado, frisando que se deve "evitar qualquer ação que afete as negociações e os progressos alcançados".

Omã, que até agora se tinha pronunciado muito pouco sobre as conversações com o Irão relativamente a uma nova rota de navegação pelo Estreito de Ormuz, tomou uma posição após os Emirados Árabes Unidos (EAU) terem denunciado que Teerão tinha atacado um petroleiro da empresa estatal Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dabi (ADNOC) no estreito.

O MNE de Omã não condenou esta ação em particular, ao contrário do que fizeram os países do Golfo Pérsico e a Liga Árabe, mas manifestou o repúdio aos "ataques repetidos contra os navios durante a passagem pelo Estreito de Ormuz", o que qualificou de "violação do direito internacional e da soberania das águas territoriais".

O MNE salientou também que estes ataques representam "uma ameaça à segurança da navegação marítima, à região e à sua estabilidade", sem nunca se referir ao Irão.

Um petroleiro da ADNOC foi atacado hoje de madrugada com um míssil no Estreito de Ormuz e não se registaram vítimas, segundo a empresa.

A empresa indicou ainda que pelo menos 16 dos seus navios foram atacados no estreito desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, três dos quais esta semana, ações que causaram a morte de um membro da tripulação e ferimentos em outros 20.

Os dois Estados do Golfo chegaram a um acordo esta semana sobre uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz, mas avisaram que a conclusão do entendimento não significa a reabertura imediata da estratégica via.

O documento final ainda está a ser negociado, mas o acordo bilateral resolve apenas aspetos técnicos e geográficos, não anulando o conflito militar e geopolítico de fundo.

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