Mundo
Guerra no Médio Oriente
ONU está pronta para trabalhar no Irão. Só precisa de segurança
As Nações Unidas estão atentas à crise humanitária no Irão, agravada pela guerra. A diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Mónica Ferro, garante que as equipas estão prontas a avançar - mas é preciso garantir-lhes condições.
A crise humanitária no Médio Oriente agrava-se a passos largos. Na região - já assolada por guerras, violência e desastres naturais - há, de acordo com a ONU, 19 milhões de deslocados internos.
A diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Mónica Ferro, manifesta a preocupação da organização sobre esses números - uma inquietação que se intensificou há mais de uma semana, depois dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.
"O impacto humanitário desta crise está a ser tremendo", disse Mónica Ferro à Antena 1.
A guerra no Irão - que se estendeu, entretanto, ao Líbano - deverá intensificar um cenário já difícil na região. As Nações Unidas estão prontas para entrar no território e ajudar quem precisa, mas Mónica Ferro não deixa de apontar as condições necessárias para essa incursão: financiamento e segurança.
"Nós estamos a acompanhar de muito perto, todo o sistema das Nações Unidas, os desenvolvimentos relacionados com as deslocações no Irão e em toda a região. As equipas estão prontas a responder, mas para isso precisam não só de capacidade operacional, mas também de financiamento e de que haja alguma segurança para que possam trabalhar", afirmou. Antena 1
A situação complica-se quando os países vizinhos, que já acolhiam milhões de deslocados, sofrem com os estilhaços da guerra. E mais: controlos de residência rigorosos e um crescimento das deportações, estão a acentuar o movimento populacional no Médio Oriente. Tudo isto, explica Mónica Ferro, "está a aumentar o impacto sobre as pessoas de uma forma mais rápida do que temos visto noutras crises".
Há, de resto, outra dimensão do conflito que aflige a ONU: o desfoque, provocado pela guerra, de outros problemas noutros pontos do globo.
"Esse é um dos grandes dramas do nosso trabalho nas Nações Unidas. É que de cada vez que há uma crise a atenção do mundo recentra-se e nós não podemos deixar de olhar e deixar de cuidar daquilo que muitas vezes até são designadas como crises esquecidas ou crises demasiado longas. A atenção significa, também, a alocação de recursos financeiros e pressão política para que estes conflitos sejam resolvidos. E nós, neste momento, temos uma série de crises em que [é necessário] angariar fundos e angariar esta vontade política para que os conflitos cessem, para que haja uma desescalada das tensões para que nós possamos trabalhar", considerou Mónica Ferro na rubrica Ponto Central, da Antena 1.
Para trás, por exemplo, ficam as crises do Sudão, do Haiti, ou a agenda de combate à violência contra as mulheres. São os efeitos colaterais da guerra nova.
A diretora do Fundo das Nações Unidas para a População, Mónica Ferro, manifesta a preocupação da organização sobre esses números - uma inquietação que se intensificou há mais de uma semana, depois dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.
"O impacto humanitário desta crise está a ser tremendo", disse Mónica Ferro à Antena 1.
A guerra no Irão - que se estendeu, entretanto, ao Líbano - deverá intensificar um cenário já difícil na região. As Nações Unidas estão prontas para entrar no território e ajudar quem precisa, mas Mónica Ferro não deixa de apontar as condições necessárias para essa incursão: financiamento e segurança.
"Nós estamos a acompanhar de muito perto, todo o sistema das Nações Unidas, os desenvolvimentos relacionados com as deslocações no Irão e em toda a região. As equipas estão prontas a responder, mas para isso precisam não só de capacidade operacional, mas também de financiamento e de que haja alguma segurança para que possam trabalhar", afirmou. Antena 1
A situação complica-se quando os países vizinhos, que já acolhiam milhões de deslocados, sofrem com os estilhaços da guerra. E mais: controlos de residência rigorosos e um crescimento das deportações, estão a acentuar o movimento populacional no Médio Oriente. Tudo isto, explica Mónica Ferro, "está a aumentar o impacto sobre as pessoas de uma forma mais rápida do que temos visto noutras crises".
Há, de resto, outra dimensão do conflito que aflige a ONU: o desfoque, provocado pela guerra, de outros problemas noutros pontos do globo.
"Esse é um dos grandes dramas do nosso trabalho nas Nações Unidas. É que de cada vez que há uma crise a atenção do mundo recentra-se e nós não podemos deixar de olhar e deixar de cuidar daquilo que muitas vezes até são designadas como crises esquecidas ou crises demasiado longas. A atenção significa, também, a alocação de recursos financeiros e pressão política para que estes conflitos sejam resolvidos. E nós, neste momento, temos uma série de crises em que [é necessário] angariar fundos e angariar esta vontade política para que os conflitos cessem, para que haja uma desescalada das tensões para que nós possamos trabalhar", considerou Mónica Ferro na rubrica Ponto Central, da Antena 1.
Para trás, por exemplo, ficam as crises do Sudão, do Haiti, ou a agenda de combate à violência contra as mulheres. São os efeitos colaterais da guerra nova.