Paquistão reivindica papel de mediador entre EUA e Irão e pede mais diplomacia
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, reivindicou hoje na ONU o papel de mediador do Paquistão na guerra entre os Estados Unidos e o Irão e pediu que "a voz da diplomacia" ressoe com "ainda mais força e firmeza".
"O Paquistão optou por agir rapidamente através de esforços conjuntos. O Paquistão conseguiu reunir com sucesso Washington e Teerão sob o mesmo teto em Islamabad", declarou Sharif durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
Shehbaz Sharif celebrou o facto de os seus esforços terem alcançado "muitos passos históricos para pôr fim ao grave conflito", entre eles o Memorando de Entendimento assinado entre os EUA e o Irão, que permitiu conter o conflito durante algum tempo.
"Recentemente, assistimos a uma perigosa escalada das hostilidades. No entanto, no meio do estrondo de mísseis, drones e armas, a voz da diplomacia deverá ressoar com ainda mais força e firmeza", sublinhou.
Da tribuna da Assembleia Geral, Sharif expressou o seu agradecimento ao marechal de campo Sayyid Asim Munir, chefe das Forças de Defesa e chefe do Estado-Maior do Exército do Paquistão, pelos seus "esforços incansáveis" para, segundo o governante, "criar um espaço para a diplomacia em circunstâncias excecionalmente difíceis e complexas".
As declarações do primeiro-ministro surgem horas depois de Teerão ter apresentado a Washington um plano de sete dias para cessar as hostilidades, reabrir o estreito de Ormuz e iniciar, posteriormente, conversações abrangentes sobre o programa nuclear do país.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, sublinhou aos jornalistas, durante a sua visita à ONU, que a estratégia reflete pontos do memorando acordado em junho, segundo noticiou o The New York Times.
Está prevista uma declaração aos jornalistas dentro de algumas horas. Entretanto, os meios de comunicação social locais indicam que ambos os países estão a manter conversações "positivas e construtivas", segundo uma autoridade norte-americana.
Por outro lado, Sharif condenou a ofensiva dos rebeldes houthis do Iémen, aliados do Irão, contra a Arábia Saudita e manifestou solidariedade para com o povo saudita.