Presidente israelita defende desarmamento de movimento islamita Hamas

Presidente israelita defende desarmamento de movimento islamita Hamas

O Presidente de Israel, Isaac Herzog, defendeu hoje, nas cerimónias oficiais do aniversário do 07 de outubro, que Israel tem o "direito de se defender do terrorismo" e que a paz implica o desarmamento do movimento islamita palestiniano Hamas.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Yiannis Kourtoglou - Reuters

"Temos o direito inerente de nos defendermos e de lutar contra o terrorismo. Mas ansiamos pela paz e queremos que os nossos vizinhos também vivam em paz", afirmou Herzog, defendendo que o caminho para alcançar esse objetivo é o desarmamento do Hamas.

O presidente de Israel dirigia-se a uma multidão de centenas de pessoas hoje em Re`im (sul), local do massacre do festival de música Nova, a apenas cinco quilómetros da fronteira com Gaza, por onde milhares de milicianos de Gaza atravessaram a 07 de outubro de 2023.

No local, Herzog lamentou que o espaço se tenha transformado "num horrível obituário".

Das cerca de 1.200 pessoas mortas pelas milícias de Gaza há um ano, 364 estavam no festival.

"Ainda é difícil compreender como nos foram tirados com tanta maldade e barbárie", lamentou Herzog no seu discurso. "A ferida gravada nos vossos corações jamais cicatrizará. Mas a força de espírito, a nobreza e o poder que descobrem e criam também nos impressionam".

A cerimónia contou com várias atuações musicais, entre as quais a da cantora Yuval Rafael, sobrevivente do massacre no Nova e representante de Israel no concurso musical da Eurovisão em 2025.

Um dos 251 reféns capturados pelas milícias há um ano, o colombiano-israelita Elkana Bohbot, conduziu uma oração durante a cerimónia. Bohbot foi libertado em outubro de 2025, no âmbito do acordo de cessar-fogo que completa um ano este sábado.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não compareceu na cerimónia, ou em qualquer evento público hoje.

Nas últimas semanas, a imprensa israelita divulgou informações indicando que Netanyahu tinha recebido alertas, antes do massacre, sobre a possibilidade de um ataque em grande escala do Hamas a partir de Gaza --- algo que nega, alegando que os altos comandos do Exército não o acordaram antes de o ataque ocorrer, às 6h29 da manhã.

Três anos depois, Israel ainda não instituiu uma comissão de inquérito independente para investigar as falhas que levaram ao massacre.

Desde então, Israel mantém uma ofensiva em Gaza em que morreram mais de 74.200 palestinianos, segundo números das autoridades de Gaza controladas pelo Hamas, que não distinguem combatentes do movimento de civis.

 

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