Rei jordano promete aplicar as penas "mais severas" a autores de "atentado terrorista"

Rei jordano promete aplicar as penas "mais severas" a autores de "atentado terrorista"

O Rei Abdullah II da Jordânia prometeu hoje que aplicará as penas "mais severas" na sequência do "atentado terrorista" perpetrado numa igreja greco-ortodoxa no distrito de al-Karak (sul), que causou seis mortos e 28 feridos.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Hasnoor Hussain - Reuters

"Responderemos ao atentado terrorista que teve como alvo al-Karak com as penas mais severas. Aqueles que imaginam, erradamente, que as balas da traição podem dividir o povo jordano verão os seus esforços frustrados pela nossa unidade", sublinhou o rei jordano, que expressou condolências às famílias das vítimas.

Segundo a Direção de Segurança Pública jordana, que inicialmente deu conta de sete mortos e dez feridos, os atacantes invadiram o recinto de uma igreja greco-ortodoxa, situada na aldeia de Hammoud, antes de abrirem fogo, num raro ataque contra a comunidade cristã do reino.

Segundo o ministro do Interior jordano, Mazen Al-Faraya, o ataque foi perpetrado por "um grupo de extremistas".

"A Jordânia foi alvo de um ataque terrorista levado a cabo por um grupo de extremistas", declarou o ministro durante uma conferência de imprensa. "As forças de segurança estão incansavelmente mobilizadas para rastrear os autores".

Num comunicado, o porta-voz do Governo, Mohammed Al-Momani, anunciou a abertura de um inquérito.

Um comunicado do Governo afirmou que o ataque foi "perpetrado por agressores desconhecidos", mas não especificou se algum dos atiradores foi capturado ou morto. O comunicado referiu que "as investigações estão a decorrer a todo o vapor".

Segundo as autoridades, os indivíduos saíram de um veículo e abriram fogo contra um cortejo fúnebre. Está em curso uma operação de busca para localizar os autores do ataque.

Uma testemunha disse à estação pública de televisão jordana al-Mamlaka que os indivíduos dispararam durante cinco minutos antes de fugirem. Segundo a mesma testemunha, estavam presentes entre 150 e 200 pessoas no momento do tiroteio, tanto no interior como no exterior da igreja.

A testemunha confirmou que o ataque fez várias vítimas, na sua maioria com idades entre os 50 e os 70 anos.

Imagens de videovigilância divulgadas pela al-Mamlaka mostram três homens, um armado com uma arma longa e os outros dois com armas de fogo curtas, a dispararem repetidamente do exterior em direção à igreja, antes de avançarem para o edifício.

A estação televisiva indicou que o primeiro-ministro estava hoje a presidir a uma reunião do Conselho de Segurança, em al-Karak, para determinar a resposta das autoridades.

O distrito de al-Karak, com cerca de 375 mil habitantes, alberga uma importante comunidade cristã. Segundo o Ministério do Turismo jordano, os cristãos representam entre 2% e 3% da população do país, maioritariamente muçulmana.

Os ataques contra locais de culto são raros na Jordânia. No entanto, nos últimos anos, ocorreram alguns incidentes relacionados com tiroteios, ao mesmo tempo que as forças de segurança realizam frequentemente operações contra o contrabando de drogas e armas provenientes de países vizinhos.

Em dezembro de 2016, al-Karak já tinha sido alvo de um ataque, que visou um posto de segurança e patrulhas policiais. O ataque fez 10 mortos, incluindo sete elementos das forças de segurança e uma turista, antes de os quatro atacantes, que se tinham barricado na fortaleza histórica de Karak, serem abatidos.

As autoridades da monarquia hachemita apresentam o país árabe como um exemplo de convivência entre comunidades religiosas.

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