Sirenes de alerta aéreo voltam a soar em Bahrein

Sirenes de alerta aéreo voltam a soar em Bahrein

O Ministério do Interior de Bahrein confirmou que as sirenes de alerta de ataque aéreo voltaram a soar no país, pela segunda vez durante a manhã de hoje.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Horas antes, o ministério tinha pedido aos residentes do país, que alberga uma importante base naval dos Estados Unidos, que "mantivessem a calma e se dirigissem para o local seguro mais próximo", após a primeira vez em que soaram as sirenes.

A diplomacia de Bahrein denunciou, num outro comunicado, o que chamou de "uma escalada perigosa que revela que o que Teerão está a fazer não é um ato passageiro, nem um incidente isolado".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Manama acusou o Irão de "uma abordagem deliberada e um padrão sistemático de agressão repetida contra a soberania do reino e a segurança dos seus cidadãos e residentes".

A diplomacia de Bahrein apelou à convocação de uma sessão extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas e disse que a ofensiva representa uma "ameaça direta ao Conselho de Cooperação do Golfo".

O Conselho reúne Omã, Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar.

Horas antes, também o exército do Kuwait tinha anunciado, num comunicado oficial, que as defesas aéreas do emirato estavam "a repelir ataques realizados por mísseis e drones hostis", estava sob ataque de "mísseis e drones hostis".

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou a responsabilidade pelos ataques aéreos contra Kuwait e Bahrein, em retaliação pelos ataques dos EUA em território iraniano, e prometeu uma "resposta implacável" a qualquer agressão futura.

A Guarda "destruiu oito importantes instalações militares norte-americanas na Base Aérea de Ali al-Salem, no Kuwait, e na Base Naval da Quinta Frota, em Port Salman, no Bahrein", afirmou, em comunicado.

Os ataques foram lançados entre as 02:00 e as 03:00 (entre as 23:30 de sábado e as 00:30 de hoje em Lisboa), "numa resposta decisiva à recente agressão norte-americana", disse a Guarda.

"Qualquer agressão inimiga, independentemente do pretexto, mesmo contra alvos insignificantes, será respondida com uma resposta implacável", acrescentou o exército ideológico da República Islâmica.

Os EUA atacaram "vários alvos" no Irão, no sábado, em resposta a um ataque a um navio próximo do estreito de Ormuz.

De acordo com o Comando Central do Exército dos EUA, responsável pelo Médio Oriente, as forças norte-americanas efetuaram ataques aéreos contra "infraestruturas de vigilância militar iranianas, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, instalações de armazenamento de drones e meios de colocação de minas".

Os meios de comunicação iranianos noticiaram diversas explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, no sul do país.

Os ataques ocorreram depois de o Irão ter atacado com um drone unidirecional o petroleiro Kiku, de bandeira panamiana, que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo no estreito de Ormuz.

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