Síria anuncia detenção de membros de uma célula ligada ao Hezbollah

Síria anuncia detenção de membros de uma célula ligada ao Hezbollah

As autoridades da Síria anunciaram hoje terem detido, no sul do país perto do planalto do Golan ocupado por Israel, três membros de uma célula ligada ao Hezbollah libanês que, estariam a planear ataques.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

As novas autoridades sírias são hostis ao grupo xiita pró iraniano, que lutou ao lado do governo anterior da Síria, de Bashar al-Assad durante a guerra civil.

O anúncio da detenção ocorreu algumas horas depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter referido "indícios" de possíveis ataques contra o seu país antes das eleições legislativas de 27 de outubro.

Os serviços de informações e as forças de segurança "frustraram um plano de sabotagem na bacia do Yarmouk, na província de Deraa, e detiveram uma célula ligada ao Hezbollah composta por três indivíduos", informou a televisão estatal síria, citando um comunicado das forças de segurança.

A região, onde os meios de comunicação estatais sírios já tinham relatado incursões e bombardeamentos israelitas, fica próxima do planalto do Golan sírio anexado por Israel, bem como a Jordânia.

O comunicado refere uma "tentativa do célula de preparar plataformas de lançamento de foguetes com vista a realizar ataques destinados a desestabilizar a segurança e a estabilidade", sem especificar os alvos.

As autoridades sírias já afirmaram ter desmantelado várias células ligadas ao Hezbollah que preparavam ataques na Síria, acusações rejeitadas pelo movimento. Também anunciaram várias apreensões de armas, supostamente destinadas ao Hezbollah, que perdeu uma rota chave de abastecimento a partir do Irão com a queda do clã sírio Assad, em dezembro de 2024.

O Hezbollah envolveu o Líbano na guerra no Médio Oriente ao lançar ataques sobre Israel no início de março, a que este país respondeu com bombardeamentos mortais e uma invasão terrestre.

Desde a queda de Bashar al-Assad, Israel por sua vez realizou centenas de ataques na Síria e enviou tropas para uma zona tampão da ONU que separava as suas forças das tropas sírias nos montes Golã. Também fez incursões mais profundas em território sírio, e reivindica uma zona desmilitarizada no sul.

Israel conquistou a maior parte do planalto do Golã em 1967 e depois anexou-a, uma decisão reconhecida apenas por Washington e Bogotá.

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