Mundo
Guerra no Médio Oriente
Teerão ataca alvos dos EUA no Médio Oriente após investida em solo iraniano
As hostilidades entre os Estados Unidos e Irão continuam a escalar, depois de Washington admitir ter concluído com sucesso ataques contra alvos militares iranianos e com Teerão a denunciar a morte de 18 pessoas na última noite.
Os ataques contra a Guarda Revolucionária do Irão e as represálias contra bases norte-americanas no Médio Oriente não dão sinais de que o conflito do último fim de semana tenha sido um caso isolado, durante a aparente trégua de um mês entre Washington e Teerão.
Pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo cinco num casamento, e 68 ficaram feridas em ataques dos EUA contra o Irão na noite passada.
Pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo cinco num casamento, e 68 ficaram feridas em ataques dos EUA contra o Irão na noite passada.
As forças dos EUA atingiram um grupo de pessoas que estava num casamento, perto da cidade portuária de Sirik, no sul do Irão. Uma criança de quatro anos está entre as vítimas mortais.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirmou que os militares dos EUA "transformaram a celebração do casamento de um jovem e respeitável casal sunita em luto, bombardeando uma residência em Sirik e reduzindo-a a pó e sangue", segundo um comunicado divulgado pelos media estatais.
"Nesse ataque malicioso, quase 70 pessoas inocentes foram atingidas e quatro delas, incluindo uma criança, foram martirizadas”.
Irão promete "medidas recíprocas"Os ataques norte-americanos tiveram início pouco depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter apelado para o regresso à diplomacia, atualmente num impasse. Pezeshkian garantiu que, caso os Estados Unidos respeitassem o acordo assinado em junho, "a República Islâmica do Irão tomaria imediatamente medidas recíprocas".
O Irão afirmou ter respondido aos ataques com investidas contra bases militares norte-americanas no Kuwait, Jordânia, Bahrein e Erbil, no Iraque, alegando que um "número" de forças "inimigas" foram mortas. Segundo as autoridades iraninanas foi ainda intercetado um ataque contra a base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, que abriga tropas dos EUA.
"As defesas aéreas do Kuwait estão a responder aos ataques hostis com mísseis e drones", indicou o exército kuwaitiano na emissora X, instando os cidadãos a seguirem as instruções de segurança.
Também exército da Jordânia anunciou ter destruído dez mísseis lançados a partir do Irão, acrescentando que outros três se tinham despenhado longe de zonas habitadas, sem causar feridos.
O Irão ameaça retaliar contra os Estados Unidos de forma cada vez mais violenta.
Donald Trump alertou entretanto que, se o Irão retaliar, "será atingido novamente com muito mais força e num nível muito mais alto".
“Mas este não será o maior ataque de todos, esse está à espreita e, quando terminar, restará muito pouco da República Islâmica do Irão”, escreveu o presidente dos EUA na Truth Social.
Numa publicação posterior, durante a noite, Trump escreveu que não está a tentar “forçar o Irão ir à mesa de negociações" e que não se importa “nem um pouco se eles assinassem um acordo sem valor para eles".
“Gosto muito mais da nossa posição agora, com o controlo quase total do Estreito de Ormuz e a economia deles em completo colapso”, acrescentou.
C/agências