Mundo
Guerra no Médio Oriente
Teerão diz ter "cumprido a palavra" perante Estados Unidos no protocolo de cessar-fogo
O Irão afirmou este sábado que "cumpriu a sua palavra" com os Estados Unidos desde a assinatura do memorando de entendimento sobre o cessar-fogo, que o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a declarar encerrado após o retomar das hostilidades esta semana, acusando Teerão de planear o seu assassinato.
"Até agora, o Irão tem cumprido a sua palavra", escreveu, na rede social x, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, acrescentando que "não pode haver respeito a menos que seja mútuo".
"A República Islâmica do Irão pediu-nos para continuarmos as 'discussões'. Concordámos, mas os Estados Unidos deixaram bem claro que o cessar-fogo ACABOU!", declarou o presidente norte-americano na plataforma Truth Social.
O Irão contestou a interpretação de Trump, afirmando que não tinha solicitado negociações com os EUA, mas que aceitou receber um mediador do Catar, informou a televisão estatal. Negociadores de Doha reuniram-se com responsáveis iranianos na sexta-feira para reduzir as tensões e discutir o Estreito de Ormuz. Na sexta-feira à noite, Donald Trump acusou ainda Teerão de conspirar para o assassinar, prometendo mais uma vez aniquilar o Irão caso isso acontecesse.
"Mil mísseis estão prontos para serem lançados contra a República Islâmica do Irão, com milhares de outros a serem lançados imediatamente a seguir, caso o governo iraniano cumpra a sua ameaça, proferida em muitos cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o atual presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!", escreveu.
O Wall Street Journal e outros órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram esta semana que Israel partilhou com Washington informações dos serviços de informação de que o Irão tinha recentemente elaborado um plano para assassinar Trump.
No funeral do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, na quinta-feira, uma enorme multidão de pessoas encheu um pátio, algumas transportando faixas com as palavras: "Vamos matar Trump". Khamenei foi morto num ataque aéreo no primeiro dia da guerra.Estreito de Ormuz é foco da diplomacia
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, visitará Omã para discutir medidas para a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, informou a agência de notícias semioficial ISNA, citando o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Os Estados Unidos exigem que o Irão declare publicamente que cessará os ataques a navios no estreito e que todas as rotas sejam abertas sem portagens na via navegável que transportava um quinto do fornecimento global de petróleo antes da guerra, disseram as autoridades norte-americanas esta sexta-feira.
Donald Trump tinha reiterado na sexta-feira que o cessar-fogo "acabou", embora tenha concordado em continuar as negociações com Teerão.Iran has so far kept its word, unlike the so-called U.S. Treasury Secretary who is violating Para 9 of the MoU.
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) July 11, 2026
That violation follows other violations and missteps by the United States.
Reality check: There can only be mutual compliance.
"A República Islâmica do Irão pediu-nos para continuarmos as 'discussões'. Concordámos, mas os Estados Unidos deixaram bem claro que o cessar-fogo ACABOU!", declarou o presidente norte-americano na plataforma Truth Social.
O Irão contestou a interpretação de Trump, afirmando que não tinha solicitado negociações com os EUA, mas que aceitou receber um mediador do Catar, informou a televisão estatal. Negociadores de Doha reuniram-se com responsáveis iranianos na sexta-feira para reduzir as tensões e discutir o Estreito de Ormuz. Na sexta-feira à noite, Donald Trump acusou ainda Teerão de conspirar para o assassinar, prometendo mais uma vez aniquilar o Irão caso isso acontecesse.
"Mil mísseis estão prontos para serem lançados contra a República Islâmica do Irão, com milhares de outros a serem lançados imediatamente a seguir, caso o governo iraniano cumpra a sua ameaça, proferida em muitos cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o atual presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!", escreveu.
As ordens já foram dadas e as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e aptas, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, a dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irão - GLÓRIA A DEUS!"
O Wall Street Journal e outros órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram esta semana que Israel partilhou com Washington informações dos serviços de informação de que o Irão tinha recentemente elaborado um plano para assassinar Trump.
No funeral do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, na quinta-feira, uma enorme multidão de pessoas encheu um pátio, algumas transportando faixas com as palavras: "Vamos matar Trump". Khamenei foi morto num ataque aéreo no primeiro dia da guerra.Estreito de Ormuz é foco da diplomacia
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, visitará Omã para discutir medidas para a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz, informou a agência de notícias semioficial ISNA, citando o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Os Estados Unidos exigem que o Irão declare publicamente que cessará os ataques a navios no estreito e que todas as rotas sejam abertas sem portagens na via navegável que transportava um quinto do fornecimento global de petróleo antes da guerra, disseram as autoridades norte-americanas esta sexta-feira.
Durante a guerra, Teerão assumiu o controlo do estreito, criando um impasse no seu confronto com a maior potência militar do mundo.
c/agências