Israel preparado para continuar a atacar o Irão durante "mais semanas"
Israel está preparado para "mais semanas" de combates no Irão, disse um porta-voz militar esta terça-feira, depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter afirmado numa entrevista que Israel já tinha ultrapassado mais de metade dos objetivos de guerra.
Itália recusou uso de base aérea na Sicília pelos EUA
A Itália recusou que as forças armadas dos Estados Unidos da América (EUA) utilizassem a base aérea de Sigonella, na ilha da Sicília, há uns dias, em manobras de guerra contra o Irão.
Fontes citadas pela agência noticiosa italiana ANSA confirmaram a notícia veiculada pelo jornal Il Corriere della Sera.
O ministro da Defesa Italiano, Guido Crosetto, recusou o pedido dos EUA após serem conhecidos os planos de voo de diversas aeronaves norte-americanas cujo destino final era o Médio Oriente.
As mesmas fontes adiantaram que não houve quaisquer consultas ou pedidos de autorização semelhantes anteriormente junto das forças armadas de Itália.
O itinerário terá sido comunicado com os aviões já em trânsito, mas as autoridades italianas verificaram que não se tratava de voos normais ou de apoio logístico, ficando portanto de fora do previsto pelos tratados entre EUA e Itália para o uso de bases aéreas naquele país europeu.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.
Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, o qual Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.
Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Estimativa da inflação. Taxa de variação homóloga terá aumentado para 2,7%
A aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis, segundo o INE.
Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 5,8 por cento (-2,2 por cento em fevereiro) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 6,4 por cento (6,7 no mês anterior).Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido de dois por cento (0,1 em fevereiro e 1,4 por cento em março de 2025).
O INE estima uma variação média nos últimos 12 meses de 2,3 por cento (valor idêntico no mês anterior).
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, “o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 2,7 por cento (2,1 no mês precedente)”.
Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de março serão publicados no próximo dia 13 de abril.
Ataque israelo-americano sobre Mahallat faz 11 mortos
Quatro casas ficaram "completamente destruídas".
Comissão parlamentar iraniana aprova plano para aplicar taxa à navegação
Sauditas intercetam drones e mísseis
Ao início da manhã, por sua vez, o Kuwait afirmou que suas defesas aéreas estavam a responder a ataques hostis com mísseis e drones.
Nem Arábia Saudita nem Kuwait divulgaram a origem dos projéteis.
Autoridades iranianas confirmam ataque contra instalações militares
"Os relatos iniciais indicam que as instalações militares em Isfahan foram visadas", indicou Akbar Salehi, citado pela agência Fars, conotada com a Guarda Revolucionária.
Chinesa Cosco consegue que dois cargueiros cruzem estreito
Os mapas da plataforma mostram que tanto os navios da Cosco "Indian Ocean" e "Arctic Ocean" como o panamiano "Mac Hope" já navegam em águas a leste do Estreito de Ormuz.
Estados Unidos atacam cidade do Irão onde se localiza complexo nuclear
O Comando Central norte-americano ainda não fez qualquer comentário sobre o bombardeamento, mas Donald Trump partilhou nas redes sociais um presumível vídeo do ataque a Isfahan.
Isfahan acolhe uma das três instalações atacadas pelos Estados Unidos em junho do ano passado. O Pentágono acredita que parte do urânio enriquecido do Irão está armazenado ou enterrado nesta região.
Imagens dos satélites da NASA sugerem que as explosões tiveram lugar perto do Monte Soffeh, área que Washington acredita ter posições militares. O Irão ainda não confirmou o ataque.
Israel confirma mais quatro baixas
O exército israelita divulgou no Telegram os nomes de três dos operacionais: o capitão Noam Madmoni e os sargentos Ben Cohen e Maxsim Entis.A família do quarto militar não autorizou a divulgação do nome.
Um soldado ficou gravemente ferido e um reservista sofreu ferimentos moderados no mesmo incidente.
Os ataques israelitas no Líbano já mataram mais de 1.200 pessoas e feriram mais de 3.600, segundo o Ministério libanês da Saúde.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) está a investigar a morte de três capacetes azuis indonésios em dois incidentes separados no sul do Líbano. O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta terça-feira de emergência para discutir o assunto.
Cortes de energia em Teerão após bombardeamentos israelitas
- As Forças de Defesa de Israel efetuaram mais uma vaga de bombardeamentos com mísseis sobre Teerão. A capital iraniana debatia-se, nas últimas horas, com cortes parciais de energia. A máquina de guerra israelita voltou também a bombardear posições conotadas com o Hezbollah na capital libanesa, Beirute;
- Dois lançamentos sucessivos de mísseis iranianos atingiram o centro de Israel;
- O Irão terá atacado um petroleiro carregado de petróleo bruto, na segunda-feira, ao largo do Dubai, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado "obliterar" a infraestutura e os poços de petróleo iranianos, caso a República Islâmica não acabasse com o bloqueio do Estreito de Ormuz. O aparente ataque ao navio Al-Salmi, com pavilhão do Kuwait, é o mais recente de uma sequência de ações com recurso a mísseis ou drones no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz;
- Os preços do petróleo sofreram novo aumento depois de a agência estatal do Kuwait ter noticiado o ataque ao petroleiro Al-Salmi. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária do navio, indicou entretanto estar a avaliar os danos, alertando para uma possível fuga de petróleo. As autoridades do Dubai adiantarm, por sua vez, que o incêndio no navio foi dominado, sem notícia de feridos;
- As autoridades da Turquia anunciaram que um míssil balístico disparado a partir do Irão entrou em espaço aéreo turco, tendo sido abatido pelos sistemas defensivos da NATO;
- Três capacetes azui indonésios, integrados na missão das Nações Unidas em solo libanês, morreram em dois incidentes separados no sul do país;
- Milhares de efetivos da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos começaram a chegar ao Médio Oriente, segundo dois oficiais norte-americanos citados pela Reuters;
- Em simultâneo com sucessivas ameaças pela voz de Donald Trump, a Casa Branca afiança que as negociações com o Irão estão a avançar e que o presidente dos Estados Unidos pretende obter um acordo até 6 de abril;
- De acordo com o Wall Street Journal, Trump terá afirmado aos seus assessores estar disposto a concluir a ofensiva contra o Irão mesmo que o Estreito de Ormuz continue parcialmente fechado, adiando para um momento posterior uma operação destinada a reabri-lo;
- Na segunda-feira, o Governo iraniano confirmou ter recebido propostas norte-americanas através de intermediários, mas reiterou que estas são “irrealistas, ilógicas e excessivas”;
- A RTP apurou que trabalhadores portugueses ao serviço da base das Lajes, na Ilha Terceira, receberam formação para lidar com estes drones junto da pista e ajudar na sua aterragem e na sua descolagem. Até ao início da noite, nem o Ministério da Defesa nem o Ministério dos Negócios Estrangeiros haviam respondido aos pedidos de informação por parte da RTP. A operação está envolta em grande secretismo.
Crise no mercado energético. G7 pronto a tomar "todas as medidas necessárias"
Os ministros das Finanças e da Energia do G7 vão decidir o que for preciso para garantir a estabilidade do mercado energético.
A reportagem é dos correspondentes da RTP, Rosário Salgueiro e Paulo Domingos Lourenço.
Israel. Deputado contesta nova lei da pena de morte e pede intervenção internacional
O deputado israelita Ofer Cassif contesta a aprovação da nova lei sobre a pena de morte e pede que todos os apoiantes da mesma sejam julgados em Haia.
Jerusalém. Administração Trump preocupada com o fecho de locais sagrados
A Casa Branca confirma que Israel está a tomar as medidas de segurança necessárias para reabrir as igrejas cristãs em Jerusalém.
Foto: Jim Lo Scalzo - EPA
Três capacetes azuis da ONU mortos em ataques no Sul do Líbano
Três capacetes azuis da ONU morreram e outros três ficaram feridos, no Sul do Líbano.
O outro, também de nacionalidade indonésia, foi morto quando um projétil rebentou junto a uma posição da UNIFIL, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano.
Petroleiro do Kuwait atingido no porto do Dubai
Um petroleiro do Kuwait foi atingido por um projétil lançado do Irão, quando estava atracado no porto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Kuwait Petroleum Corporation.
A empresa afirmou que o ataque causou um incêndio e danos significativos no petroleiro, o que pode originar um derrame de petróleo, de acordo com um comunicado divulgado pela Agência de Notícias do Kuwait (KUNA).
A KPC informou que o petroleiro estava totalmente carregado com crude no momento do ataque.
O ataque, que não causou feridos nem mortos, foi atribuído ao Irão, que lança mísseis e `drones` diariamente contra alvos norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico em retaliação pelos ataques contra Teerão, que duram há mais de um mês.
Pouco antes, a Organização do Reino Unido para o Transporte Marítimo (UKMTO, na sigla inglesa) tinha informado de um ataque a uma embarcação a 31 milhas náuticas (cerca de 57 quilómetros) a noroeste do Dubai.
Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra o Irão, a UKMTO registou 24 incidentes envolvendo navios no Estreito de Ormuz, a via navegável estratégica bloqueada por Teerão e por onde passa normalmente um quinto do comércio mundial de petróleo.
Destes 24 incidentes, 16 envolveram projéteis que atingiram embarcações.
Também nas últimas horas, quatro pessoas ficaram feridas no Dubai devido à queda de destroços provocados pelas defesas aéreas, informaram as autoridades.
"As autoridades do Dubai responderam a um incêndio numa casa abandonada em Al Badaa, causado por destroços após a interceção de um ataque de defesa aérea. Quatro pessoas que estavam perto da casa sofreram ferimentos ligeiros", disse em comunicado o Gabinete de Imprensa do Dubai, sem especificar a origem dos destroços.
Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.
As infraestruturas energéticas de países vizinhos como o Qatar e a Arábia Saudita têm sido particularmente visadas pelos mísseis iranianos.
Teerão declarou ainda o encerramento do Estreito de Ormuz, ameaçando atacar navios que o tentem atravessar.
Washington e Teerão iniciaram conversações indiretas com mediação do Paquistão.
Pentágono nega que Hegseth tenha tentado investir no setor da defesa antes da guerra
O Pentágono negou que o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tenha tentado investir em importantes empresas do setor antes do início da ofensiva contra o Irão, como noticiou o Financial Times.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou na segunda-feira como "falsa e inventada" a informação do jornal britânico, que indicava que um corretor da bolsa ligado a Hegseth teria procurado fazer um investimento multimilionário num fundo destinado a investir em empresas que fabricam armas, aviões e sistemas de defesa.
De acordo com o Financial Times, o corretor de Hegseth na Morgan Stanley contactou a BlackRock em fevereiro para investir no fundo Defense Industrials Active, poucos dias antes de os Estados Unidos lançarem uma ação militar contra Teerão.
"Trata-se de mais uma difamação infundada e desonesta, concebida para enganar o público. Exigimos uma retratação imediata", acrescentou Parnell, na conta oficial do Pentágono na rede social X.
O caso gerou um debate sobre a transparência e possíveis conflitos de interesses de funcionários com acesso a informações de defesa, enquanto analistas assinalam que movimentos financeiros em setores estratégicos costumam ser alvo de vigilância mediática, mesmo sem evidência de conduta ilegal.
Também na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou com a destruição generalizada dos recursos energéticos do Irão e de outras infraestruturas vitais, incluindo estações de dessalinização, caso não se chegue "em breve" a um acordo para pôr fim à guerra, que dura há mais de cinco semanas.
Países asiáticos procuram crude russo com guerra a pressionar oferta
Os países asiáticos estão a competir cada vez mais pelo petróleo bruto russo, à medida que se agrava a crise energética provocada pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.
Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo.
Para aliviar a pressão sobre o abastecimento global, os EUA levantaram temporariamente as sanções sobre carregamentos de petróleo russo já em trânsito, primeiro para a Índia e depois para outros países.
A procura asiática está a subir e a Rússia continua a lucrar, mas há limites: Moscovo já exporta perto do seu máximo recente e enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia e aos ataques contra as suas infraestruturas energéticas.
Antes do conflito com o Irão, China, Índia e Turquia eram os principais compradores de petróleo russo, aproveitando descontos, apesar das sanções ocidentais.
Com o alívio das sanções, países do Sudeste Asiático, como Filipinas, Indonésia, Tailândia e Vietname, começaram a mostrar interesse. As Filipinas importaram petróleo russo pela primeira vez em cinco anos, pouco depois de declararem emergência energética.
No entanto, estes países terão de competir com China e Índia por volumes limitados ainda em trânsito.
As alternativas, como petróleo dos EUA, América do Sul ou África Ocidental, estão demasiado distantes, o que implica tempos de entrega de meses. Isso deixa os países mais pobres em situação difícil.
Nas Filipinas, já se pondera o racionamento de combustível. Há filas longas nos postos de abastecimento e apoios financeiros de emergência para trabalhadores afetados. O país, com 117 milhões de habitantes, dependia quase totalmente do Médio Oriente para as importações de petróleo.
A crise pode agravar a pobreza e serve de alerta para outros países da região.
A declaração de emergência energética é "uma nova fronteira" pela sua escala e dimensão, afirmou Kairos Dela Cruz, do Institute for Climate and Sustainable Cities, citado pela agência Associated Press.
"Isto vai certamente empurrar ainda mais pessoas para abaixo da linha da pobreza", disse.
Vietname e Indonésia também procuram diversificar fornecedores.
A visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, à Rússia, a 23 de março, incluiu a assinatura de acordos de cooperação em petróleo e gás, bem como em energia nuclear, numa altura em que a subida dos preços do gasóleo começa a pressionar o setor industrial do Vietname.
Na Indonésia, responsáveis afirmaram que "todos os países são possíveis" parceiros no reforço das reservas. Isso inclui a Rússia e o pequeno sultanato petrolífero de Brunei, disse o ministro da Energia indonésio, Bahlil Lahadalia.
A Tailândia, embora menos pressionada, enfrenta subida de preços dos combustíveis, com impactos na indústria, transportes e no custo de vida.
China e Índia já eram grandes compradores de petróleo russo e beneficiaram de uma vantagem inicial no acesso a novos carregamentos. Quando outros países tiveram luz verde, grande parte do petróleo disponível já estava destinado.
Mesmo assim, a Índia pode não conseguir compensar totalmente a quebra de fornecimentos do Médio Oriente, sobretudo com o aumento da procura no verão.
A China, porém, tem grandes reservas estratégicas, o que permite amortecer impactos a curto prazo.
"A Rússia surge como grande vencedora de todo o conflito", afirmou Sam Reynolds, do Institute for Energy Economics and Financial Analysis, com sede nos EUA. Tendo em conta a crise energética, a rapidez de entrega e os preços temporariamente mais baixos, a Ásia tem "um incentivo muito maior para importar petróleo russo", acrescentou.
"Podemos discutir se há aqui um dilema moral, mas penso que isto reflete o facto de os países fazerem o que for necessário para proteger a sua segurança energética", sublinhou.