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Telavive reforça segurança antes das eleições para evitar "ingerências externas"

Telavive reforça segurança antes das eleições para evitar "ingerências externas"

O chefe das Forças Armadas de Israel anunciou hoje o reforço da segurança em todo o país, tendo em vista as eleições legislativas previstas para a próxima terça-feira e com o objetivo de evitar possíveis "ingerências externas".

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Amir Cohen - Reuters

"Durante a última semana, reforçámos as nossas defesas e aumentámos o número de tropas em todas as frentes, mantendo um elevado nível de alerta e preparação", afirmou Eyal Zamir durante uma visita à Divisão de Gaza das Forças Armadas israelitas, no âmbito de exercícios de treino.

"Os nossos inimigos sofreram golpes muito duros, mas continuam a planear ataques contra nós", declarou, acrescentando que o objetivo das forças israelitas é "permitir a realização de eleições democráticas sem interferências".

Na segunda-feira, Zamir já tinha adiantado que o Exército de Israel iria enviar tropas adicionais para diferentes frentes -- incluindo o centro da Cisjordânia -- para garantir a segurança das eleições legislativas israelitas previstas para 27 de outubro.

As ordens de reforço foram emitidas depois de Zamir ter realizado uma reunião de avaliação das várias frentes com outros altos comandantes do Exército.

Como resultado, Zamir determinou quatro medidas "para aumentar a prontidão" das Forças Armadas, enquanto o Exército se mantém em "nível máximo de alerta" de segurança na contagem decrescente para o escrutínio.

Em primeiro lugar, as Forças Armadas restringirão as licenças que seriam concedidas aos soldados durante o período eleitoral. Além disso, o Exército irá destacar mais oficiais de alta patente para os centros de comando, quartéis-generais e unidades, "visando assegurar a prontidão operacional e a capacidade de combate".

Será ainda reforçado o efetivo no Comando Central - que atua, inclusive, no território ocupado da Cisjordânia - com o envio da Brigada de Paraquedistas -- uma unidade militar de elite --, alargando a presença na região, com o objetivo de que o grupo opere especificamente no centro do enclave palestiniano.

"Serão também deslocados soldados adicionais para as restantes frentes, de acordo com as necessidades operacionais: no ar, no mar e em terra", concluiu.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, admite que os "inimigos" de Israel possam atacar o país antes da votação.

A partir de hoje está prevista a instalação de cerca de 850 mesas de voto em bases e postos militares, tanto dentro como fora do país, para que todos os militares, "incluindo os destacados em locais remotos ou em território inimigo", possam exercer o seu direito de voto.

Estes centros de votação estarão abertos até ao dia das eleições.

As sondagens eleitorais mostram um cenário muito renhido e atribuem à coligação de Netanyahu uma estimativa de lugares semelhante à do principal rival, o ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot.

 

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