Mensagem "Urbi et orbi". Papa centra-se na esperança e na paz
Na primeira mensagem como Papa num domingo de Páscoa, Leão XIV pede a todos os que estão provocar guerras que escolham o caminho da Paz. Com milhares de fiéis na Praça de São Pedro, e naquele que é o dia maior para o mundo católico, apelou também à justiça, à fraternidade e à ajuda humanitária.<br />
Irão em contagem decrescente para ultimato de Trump
O Médio Oriente está em contagem decrescente com o ultimato dado por Donald Trump ao Irão. Israel, fora destas conversações, continua a atacar Teerão.
EUA dizem ter resgatado piloto desaparecido no Irão
Os Estados Unidos dizem que já resgataram o segundo piloto do caça abatido no Irão. O que é desmentido pelos iranianos.
Serviços de Inteligência israelita ajudou missão de resgate do piloto norte-americano no Irão
Papa apela aos que "têm o poder de iniciar guerras" que "escolham a paz"
O Papa Leão XIV apelou hoje àqueles que "têm o poder de iniciar guerras" para que "escolham a paz", denunciando também a indiferença em relação às milhares de mortes em conflitos pelo mundo.
"Acostumamo-nos à violência, resignamo-nos a ela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas, indiferentes às repercussões do ódio e da divisão que os conflitos semeiam", afirmou Leão XIV, que presidiu à sua primeira missa do Domingo de Páscoa enquanto líder da Igreja Católica, que decorreu no Vaticano.
Numa Praça de São Pedro adornada com milhares de flores, o Papa denunciou a guerra e as suas consequências "económicas e sociais".
Perante milhares de fiéis que celebravam a ressurreição de Jesus Cristo, Leão XIV discursou sem mencionar nenhum país ou região em crise no mundo, quebrando com a tradição observada durante anos pelos seus antecessores.
Na tradicional bênção "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo), Robert Prevost anunciou também uma vigília de oração pela paz, a realizar em 11 de abril, na Praça de São Pedro.
Antes da bênção, o Papa Leão XIV também já tinha abordado os conflitos no mundo, denunciando a "violência da guerra que mata e que destrói" e "a idolatria do lucro" que pilha os recursos da Terra.
Citando o seu antecessor, Papa Francisco, o líder da Igreja Católica alertou para o perigo de se cair na indiferença perante a persistência "da injustiça, do mal e da crueldade".
Durante toda a Semana Santa, a sombra da guerra iniciada por Israel e Estados Unidos no Médio Oriente pairou sobre as celebrações.
As celebrações da Páscoa em Jerusalém foram marcadas pela proibição pela polícia israelita do cardeal Pierbattista Pizzaballa celebrar a missa do Domingo de Ramos na basílica do Santo Sepulcro, espaço de culto reverenciado pelos cristãos.
A situação gerou forte contestação internacional e obrigou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a recuar e a dizer que o cardeal podia entrar na basílica, numa altura em que a mesquita Al-Aqsa, também situada em Jerusalém, continua com todos os acessos vedados por Israel há mais de um mês.
Durante as celebrações da Páscoa, o Papa tem aproveitado para denunciar as guerras que afetam o mundo, sem nunca fazer referências explícitas a países ou regiões.
Omã confirma conversas com Irão sobre Estreito de Ormuz
Exército iraniano diz que EUA usaram aeroporto abandonado perto de Isfahan para resgatar piloto
Ataque israelita contra prédio no sul de Beirute após aviso de evacuação
Presidente libanês pede negociações com Israel para evitar outra Gaza no sul
"É verdade que Israel pode querer fazer com o sul do Líbano o que Gaza fez: Gaza foi destruída, houve mais de 70 mil mortes, e então tiveram que negociar", disse o presidente num discurso transmitido nas televisões libanesas.
"Por que não negociar para impedir essas tragédias, para salvar o que resta das casas que ainda não foram destruídas?", questionou.
Defesa Civil de Gaza relata quatro mortos em ataque israelita
Emirados Árabes Unidos atacados por mísseis e drones
"Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos foram ativados em resposta à ameaça de mísseis e drones", afirmou o Ministério da Defesa, acrescentando que "os sons ouvidos em todo o país são resultado de operações em andamento contra esses mísseis e drones".
O ministério especificou que o ataque partiu do Irão.
Em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial IRNA, os militares iranianos indicaram que tinham como alvo instalações da indústria de alumínio nos Emirados Árabes Unidos, bem como alvos militares dos EUA, inclusive no Kuwait.
Hezbollah afirma ter lançado míssil de cruzeiro contra navio israelita
MNE do Egito em conversações com enviado dos EUA sobre "propostas para alcançar a calma necessária"
"Não somos a prioridade". Zelensky preocupado com duração do conflito no Irão
O presidente da Ucrânia admite estar preocupado com a duração da Guerra no Médio Oriente e com o efeito que pode ter no apoio norte-americano a Kiev. Volodymyr Zelenskyy foi à Turquia discutir conversações de paz e uma possível reunião de líderes, em Istambul.
Houthis atacam Israel. Grupo apoiado pelo Irão diz que atacou Israel
O porta-voz dos Houthis, apoiados pelo Irão, diz ter feito a "quinta operação militar" com um míssil balístico de alta fragmentação. O objetivo do ataque, levado a cabo juntamente com a Guarda revolucionária do Irão, terá sido o aeroporto de Ben Gurion, em Israel.
Netanyahu promete que Israel vai continuar a "esmagar" o Irão
Benjamin Netanyahu diz que Israel vai continuar a esmagar o Irão. Na mira estão estruturas petroquímicas iranianas e a capacidade produtiva do Irão.
Israel bombardeou infraestruturas do Hezbollah
Nas últimas horas, a fronteira entre a Síria e o Líbano estava a ser evacuada, depois das ameaças de Telavive.
O número de mortos no Líbano ultrapassa os MIL e 400 desde o início do conflito com Israel.
Empresas e universidades iranianas atacadas
O Irão denuncia ainda que, desde o início do conflito, Estados Unidos e Israel já atacaram mais de 30 universidades, a última, no sábado no norte da capital iraniana.
Irão lança ataques a Israel e países vizinhos
O Irão atacou ainda um sistema de mísseis Patriot dos Estados Unidos no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.
"Nova derrota humilhante". Teerão nega EUA e afirma que frustrou tentativa de resgate de piloto
A mesma fonte indicou que a operação foi repelida mediante uma ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e das forças de segurança, que conseguiram impedir o resgate depois da entrada de aeronaves inimigas no centro do país.
Também a Guarda Revolucionária disse, num comunicado, que as aeronaves foram destruídas durante a operação e qualificou o episódio como uma "nova derrota humilhante" para os Estados Unidos.
A Guarda acusou Trump de tentar encobrir o fracasso da operação após afirmar nas redes sociais que tinha sido realizada uma missão especial para resgatar o piloto.
Itália limita reabastecimento em quatro aeroportos
Guerra está a impedir que alimentos e medicamentos cheguem a milhões
Ataque iraniano danificou centrais de energia e dessalinização no Kuwait
EUA resgataram piloto desaparecido no Irão
O presidente dos Estados Unidos referiu ainda que estava numa zona montanhosa do Irão e que sofreu ferimentos, mas que vai ficar bem. Trump escreve que, nas últimas horas, os Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história do país.
A comunicação social iraniana revela que morreram cinco pessoas nesta operação.
Ponto de situação
- O Kuwait foi novamente alvo da "hedionda agressão iraniana" anunciou o Exército do emirado, que pediu à população para seguir as orientações de segurança;
- O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr;
- O presidente dos Estados Unidos anunciou que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irão, na sexta-feira. Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde que o avião se despenhou, está ferido, mas que "ficará bem", e acrescentou que se refugiou "nas traiçoeiras montanhas do Irão";
- Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.