Israel vai atacar o Hezbollah "onde for necessário"
"Continuaremos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação", escreveu, em hebraico, o primeiro-ministro israelita na rede social X.
"A nossa mensagem é clara: qualquer pessoa que ataque civis israelitas será atingida. Continuaremos a atacar o Hezbollah onde quer que seja necessário até que tenhamos restaurado completamente a segurança dos residentes do norte de Israel", acrescentou.אנחנו ממשיכים להכות בחיזבאללה בעוצמה, בדיוק ובנחישות.
— Benjamin Netanyahu - בנימין נתניהו (@netanyahu) April 9, 2026
בביירות חיסלנו את עלי יוסף חרשי, מזכירו האישי של מזכ״ל ארגון הטרור חיזבאללה נעים קאסם ואחד האנשים הקרובים אליו ביותר.
במקביל, הלילה תקף צה״ל שורת תשתיות טרור בדרום לבנון: מעברים ששימשו להעברת אלפי אמצעי לחימה, רקטות… pic.twitter.com/tKGuRJKBIE
Dados do Ministério libanês da Saúde apontam para 230 mortos e mais de mil feridos nos ataques israelitas de quarta-feira.
Itália defende suspensão do Pacto de Estabilidade da União Europeia em caso de nova escalada
"Se houver um novo recrudescimento do conflito no Irão, teremos de considerar seriamente a possibilidade de uma resposta europeia cuja abordagem e instrumentos não sejam muito diferentes daqueles utilizados para a pandemia (da covid). Nesse caso, não deveria ser tabu ponderar a eventual suspensão temporária do Pacto de Estabilidade e Crescimento", afirmou Meloni, durante um debate parlamentar, em Roma.
A primeira-ministra italiana sustentou que a suspensão das regras do pacto "não se trataria de uma derrogação para um único Estado-membro, mas sim de uma medida generalizada".
Em março de 2020, no contexto da pandemia, a UE ativou a chamada "cláusula de escape" das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento - que exigem que a dívida pública dos Estados-membros não supere os 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e impõem um défice abaixo da fasquia dos 3% -, para permitir aos Estados-membros reagir à crise provocada pela covid-19.
Meloni acrescentou que o seu governo está "pronto para tomar medidas sobre os lucros das empresas em caso de especulação e tomará todas as medidas possíveis para impedir a especulação nos preços da energia".
"A Itália está pronta para tomar todas as medidas possíveis para impedir potenciais comportamentos especulativos, incluindo, se necessário, novas intervenções sobre os lucros das empresas de energia", declarou a chefe do executivo italiano, que já reduziu temporariamente os impostos sobre os combustíveis face ao aumento dos preços da energia na sequência da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.
Israel afirma ter "eliminado" membro do Hamas
O canal qatari condenou na quarta-feira a morte de um dos seus jornalistas, Mohammed Wishah, morto num ataque que atingiu o seu veículo na Faixa de Gaza, denunciando um "crime deliberado e premeditado com o objetivo de intimidar os jornalistas".
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou num e-mail à AFP "o assassinato" de Mohammed Wishah, que, segundo a ONG, "é o segundo jornalista morto pelo exército israelita desde o início do cessar-fogo, depois de Amal El Shamali, jornalista independente morta por um drone a 9 de março de 2026".
"O exército israelita eliminou um membro do Hamas que representava uma ameaça para as suas forças na área e que atuava sob o disfarce de jornalista" da Al Jazeera, afirmou um comunicado militar na quinta-feira.
O exército acusou Mohammed Wishah de ser "um membro-chave do quartel-general do Hamas, responsável pela produção de rockets e armas, que planeava ataques" contra os seus soldados que operavam na região.
Israel vai reabrir plataforma de gás natural offshore de Karish após cessar-fogo
A plataforma está encerrada desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra entre os EUA e Israel, devido a questões de segurança.
A Energean confirmou ter recebido uma notificação do Ministério da Energia a autorizar a retoma segura da produção e das operações na sua plataforma de Karish.
A Energean afirmou estar a trabalhar para reiniciar a produção em segurança e retomar as operações normais, de acordo com os seus procedimentos operacionais.
Na semana passada, o campo de gás de Leviatã, em Israel, também retomou as operações após um mês de paragem devido à guerra.
Irão presta homenagem a Ali Khamenei
O seu filho, Mojtaba, que lhe sucedeu no início de março, não fez qualquer aparição pública desde então. A sua presença esta quinta-feira parece improvável, dado que foi ferido num ataque aéreo, segundo as autoridades iranianas.
De acordo com imagens transmitidas pela televisão estatal, milhares de pessoas, transportando retratos do falecido e agitando bandeiras da República Islâmica, participaram em manifestações organizadas por todo o país.
Estas manifestações ocorreram em Urmia (noroeste), Gorgan (nordeste) e também em Teerão, onde os bombardeamentos cessaram após a implementação de um frágil cessar-fogo na noite de terça-feira.
A homenagem nacional começou às 9h40 (6h10 em Lisboa). A 28 de fevereiro, precisamente a esta hora, ataques aéreos mataram Ali Khamenei na sua residência em Teerão, juntamente com dezenas de oficiais e altos funcionários.
Devido à guerra, o funeral de Estado de Ali Khamenei, inicialmente anunciado, acabou por não se realizar.
Reino Unido e França defendem extensão do cessar-fogo ao Líbano
A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, defendeu hoje o alargamento do cessar-fogo entre Washington e Teerão ao Líbano demonstrando preocupação face aos recentes bombardeamentos de Israel.
Cooper disse estar profundamente preocupada com o agravamento dos ataques realizados na quarta-feira por Israel contra o Líbano.
"Vimos as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano", afirmou a chefe da diplomacia britânica à estação de televisão Sky News.
Os ataques israelitas de quarta-feira fizeram 182 mortos e provocaram ferimentos a mais de mil pessoas, segundo as autoridades libanesas.
Nas últimas 24 horas, a diplomacia de Paris defendeu igualmente a extensão do cessar-fogo ao Líbano.
Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês reiterou a posição considerando intoleráveis os ataques israelitas.
Jean-Noel Barrot disse hoje à rádio France Inter que Paris já demonstrou total solidariedade com Beirute.
O Governo do Líbano decretou hoje luto nacional.
Por outro lado, Barrot disse que a introdução de um sistema de portagens no Estreito de Ormuz seria "inaceitável", sublinhando que a medida anunciada por Teerão sobre a via marítima pode violar o direito internacional.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros francês a navegação em águas internacionais é um bem comum que não deve ser impedido por qualquer obstáculo ou direito de passagem.
"Ninguém aceitaria isto, simplesmente porque é ilegal. As águas internacionais são livres para a circulação de navios", acrescentou Jean-Noel Barrot.
Ataques israelitas ao Líbano são violação do cessar-fogo
Os ataques israelitas de quarta-feira ao Líbano constituem uma "grave violação" do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, disse hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Saeed Khatibzadeh, à BBC.
"Não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar os termos e condições, aceitar todas as áreas em que se aplica, mencionar especificamente o Líbano e depois ter um aliado que inicia um massacre", disse Khatibzadeh ao programa Today da Radio 4 da BBC.
Os Estados Unidos devem escolher entre a guerra e a paz porque "não se pode ter as duas ao mesmo tempo; são mutuamente exclusivas, isso é muito claro", acrescentou o vice-ministro, descrevendo os ataques israelitas ao Líbano como "uma espécie de genocídio".
O vice-ministro iraniano sublinhou que o Irão apela "a todos no Médio Oriente para que respeitem este acordo", esperando que "os norte-americanos façam o mesmo com os seus aliados".
Pelo menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas na quarta-feira numa vaga sem precedentes de bombardeamentos israelitas contra diferentes zonas do Líbano, segundo a Defesa Civil libanesa.
Foi o maior ataque desde 02 de março, com mais de 100 ataques aéreos, segundo Israel, contra alvos que considera pertencerem ao grupo xiita libanês Hezbollah, mas que também atingiram zonas residenciais.
A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, pediu hoje que o Líbano seja incluído no cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão, alertando que, caso contrário, isso poderia desestabilizar toda a região do Médio Oriente.
Exército israelita afirma que eliminou sobrinho do líder do Hezbollah
"As Forças de Defesa de Israel atacaram na região de Beirute e eliminaram Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem", disseram os militares. (Reportagem da Reuters)
França considera que ataques israelitas no Líbano são "intoleráveis"
“Condenamos veementemente estes ataques maciços que, em dez minutos, mataram mais de 250 pessoas, somando-se às 1.500 vítimas deste conflito iniciado pelo Hezbollah contra Israel a 2 de março”, disse. “E estes ataques são ainda mais intoleráveis, pois minam o cessar-fogo temporário acordado ontem entre os Estados Unidos e o Irão”, acrescentou.
“Sim, o Irão deve parar de aterrorizar Israel através do Hezbollah, que deve ser desarmado e entregar as suas armas ao Estado libanês. Mas não, o Líbano não deve ser o bode expiatório de um governo descontente simplesmente porque foi alcançado um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão”, afirmou ainda.
“Hoje é um dia de luto nacional no Líbano, e unimo-nos integralmente a este luto”, acrescentou o ministro.
Reiterou ainda que a França, assim como muitos países europeus, exige que o Líbano seja incluído na trégua entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.
Itália considera vital a reabertura do Estreito de Ormuz
"Chegámos a um passo do ponto de não retorno, mas enfrentamos agora uma frágil perspetiva de paz que deve ser procurada com determinação", disse Meloni ao parlamento, acrescentando que a Itália condena qualquer violação do cessar-fogo e apela ao fim permanente das hostilidades.
Espanha vai reabrir a embaixada em Teerão
"Instruí o nosso embaixador em Teerão a regressar, a reassumir o seu cargo e a reabrir a nossa embaixada, e a unirmo-nos a este esforço pela paz em todas as frentes possíveis, incluindo na própria capital iraniana", acrescentou Albares.
China pede respeito pela "soberania e segurança" do Líbano
"A soberania e a segurança do Líbano não devem ser violadas, e a vida e os bens dos civis devem ser protegidos. A China apela às partes envolvidas para que exerçam calma e moderação e trabalhem para a redução da tensão na região", declarou Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, aos jornalistas.
Air France prolonga suspensão de voos para o Médio Oriente até 3 de maio
"Devido à situação de segurança nestes destinos e ao contínuo encerramento do espaço aéreo aos voos comerciais, a companhia aérea vê-se obrigada a prolongar a suspensão dos seus voos de/para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 3 de maio de 2026, inclusive (ou seja, até 4 de maio de 2026 para voos com partida do Dubai)", explicou a Air France.
"A retoma das operações continuará sujeita a uma avaliação da situação de segurança no local, que está em constante evolução. Os clientes afetados estão a ser informados individualmente", afirmou o grupo, acrescentando que, desde o início de março, aumentou o número de voos de vários destinos asiáticos para compensar os cancelamentos em massa de voos por parte das companhias aéreas do Médio Oriente.
" A Air France, bem como muitas companhias aéreas fora do Golfo, suspenderam estes serviços desde o início da guerra, que começou no final de Fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
Líbano encerra última ponte do rio Litani (sul) após ameaças de Israel
A ponte estratégica em causa, na região de Tiro, é atualmente o único acesso ao sul do país, onde permanecem milhares de famílias apesar dos alertas de evacuação emitidos por Israel, em guerra com o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah.
Desde o início da guerra com o Hezbollah, a 2 de março, os ataques aéreos israelitas destruíram seis pontes sobre o Litani, que divide o sul do Líbano.
O anúncio do encerramento surgiu após a reabertura da principal passagem fronteiriça entre o Líbano e a Síria, encerrada devido a ameaças de Israel.
Segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA) libanesa, a passagem fronteiriça de Masnaa será reaberta “com o equipamento necessário para impedir qualquer operação de contrabando" e "serão tomadas medidas rigorosas para garantir a passagem segura de viajantes e mercadorias", acrescentou.
Uma fonte do Governo libanês disse à AFP que o Líbano e a Síria "mantiveram conversações nos últimos dias para evitar um ataque aéreo israelita à passagem fronteiriça".
Teerão partilha rotas para que navios evitem minas no Estreito de Ormuz
Devido à guerra, que começou no passado dia 28 de fevereiro, e "face à presença de diversos tipos de minas antinavio" na zona, a agência Tasnim, ligada ao corpo de elite das forças armadas iranianas, indicou que os navios que transitarem pelo estreito "devem coordenar-se com a CGRI [Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica] e, até nova ordem, utilizar as rotas alternativas para a travessia" por esta via estratégica.
De acordo com meios de comunicação social persas, será estabelecida uma rota de entrada e outra de saída: a primeira irá do mar de Omã para norte, até à ilha de Larak, e daí para o Golfo Pérsico, enquanto a segunda seguirá o percurso inverso, ambas de acordo com um mapa que a Tasnim partilhou na plataforma de mensagens Telegram.
Ataques israelitas ao Líbano constituem "grave perigo" para o cessar-fogo
"A continuação da atividade militar no Líbano representa um grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em prol de uma paz duradoura e geral na região", afirmou, num comunicado, o porta-voz de António Guterres, que reitera os apelos para um fim imediato das hostilidades.
Trump mantém tropas na região
Donald Trump sublinhou que "todos os navios, aeronaves e pessoal militar dos EUA, juntamente com munições e armamento, permanecerão no Irão e arredores" até que seja cumprido "integralmente o acordo", insistindo que a mobilização responde à necessidade de garantir a estabilidade na zona, afirmou num mensagem divulgada na rede social que lhe pertence, Truth Social.
Além disso, Trump advertiu que, se o pacto não for respeitado, "começará a melhor, maior e mais forte batalha que nunca", considerando embora esse cenário "muito improvável", e salientado que "não haverá armas nucleares" e que o Estreito de Ormuz "permanecerá aberto e seguro".
Na mesma mensagem, o dirigente revelou que as Forças Armadas dos Estados Unidos se encontram "a preparar-se e a descansar", à espera da "próxima conquista".
Trump afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceites por Washington na proposta de cessar-fogo acordada com o Irão e que serão esses pontos a ser discutidos durante as negociações nas próximas duas semanas, sem esclarecer quais.
"Existe um único conjunto de 'pontos” significativos que são aceitáveis para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações", escreveu o Presidente na Truth Social.
EUA e Irão suspendem guerra por duas semanas para negociar acordo
O Estreito de Ormuz continua a ser o barómetro da tensão mundial, mas, para já, as armas calaram-se.
Foi um recuo de última hora, depois de Donald Trump ter ameaçado 'destruir a civilização iraniana', o Presidente norte-americano surpreendeu o mundo ao anunciar o acordo, precisamente uma hora antes de expirar o prazo do ultimato.
O ponto de partida é agora uma proposta de Teerão com dez pontos fundamentais.
Trump volta a criticar "ausência" da NATO após encontro com Rutte
O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a criticar a NATO, após um encontro com o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, por falta de apoio durante o conflito no Irão.
"A NATO NÃO ESTAVA LÁ QUANDO PRECISAMOS DELA, E NÃO ESTARÁ LÁ SE PRECISARMOS DELA NOVAMENTE", publicou Trump na rede social Truth.
"LEMBREM-SE DA GRONELÂNDIA, AQUELE PEDAÇO DE GELO ENORME E MAL GERIDO", adiantou o Presidente norte-americano, recordando a sua exigência à Dinamarca, também membro da NATO, que cedesse aos Estados Unidos a soberania do referido território.
Por seu lado, Rutte afirmou que Trump se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.
Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte (bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão.
Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas.
Justificando as recentes críticas de Trump aos aliados, Rutte afirmou que "é verdade que nem todas as nações europeias cumpriram os seus compromissos".
"Compreendo perfeitamente a sua desilusão!", disse secretário-geral da NATO em referência a Trump.
Questionado se Trump mencionou durante a reunião as suas intenções de retirar os Estados Unidos da NATO, Rutte evitou responder diretamente, limitando-se a dizer que a aliança está num processo de "transformação" e que os países europeus estão dispostos a "acautelarem" mais as questões de defesa.
Rutte recusou comentar as ameaças de Trump ao Irão, de destruir toda uma civilização, e afirmou que "o mundo está mais seguro" agora, graças à "liderança do Presidente" norte-americano.
Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.
Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".
Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.
A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.
A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.
Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.
Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: `Foram postos à prova e falharam`".
"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.
Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.
Trump desiludido com NATO mas "recetivo" afirma Mark Rutte
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.
Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte(bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão.
Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas, sem que o Presidente norte-americano se tenha pronunciado sobre o encontro com Rutte.
Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.
Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".
Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.
A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.
A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.
Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.
Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: `Foram postos à prova e falharam`".
"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.
Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.