Trump. "Grande acordo" com Irão pode ser assinado na Europa já este fim de semana

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Trump. "Grande acordo" com Irão pode ser assinado na Europa já este fim de semana

Numa nova reviravolta, o presidente dos EUA anunciou na rede Truth Social o cancelamento dos ataques marcados para esta noite, invocando discussões de "alto nível" e um acordo pronto, com o Irão. Depois, anunciou que a assinatura deste poderá ocorrer já no fim de semana, na Europa, com o vice-presidente JD Vance.

Graça Andrade Ramos - RTP /

Donald Trump, presidente dos EUA, na Sala Oval, Casa Branca Foto - Daniel Heuer - Reuters

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Trump prometeu limitar poder nuclear do Irão no fim de negociações, revela Netanyahu

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, saudou hoje o Presidente norte-americano pelo memorando com Teerão anunciado por Donald Trump, que se comprometeu, no final das negociações, com a limitação nuclear e de fabrico de mísseis da República Islâmica.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel Reuters

Segundo o gabinete do chefe do governo israelita, Trump elucidou hoje Netanyahu sobre o "memorando de entendimento (MOU) em fase de negociação com o Irão", ainda não confirmado por este país.

Netanyahu "manifestou o seu apreço pelo compromisso do Presidente Trump de que o acordo final, na conclusão das negociações, incluirá a remoção do material [nuclear] enriquecido, o desmantelamento das infraestruturas de enriquecimento, limites à produção de mísseis e o fim do apoio iraniano aos seus grupos terroristas na região", adiantou a mesma fonte.

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Irão ainda não tomou uma decisão final sobre o acordo com os Estados Unidos

O Irão ainda não decidiu se está pronto para assinar o acordo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, esta sexta-feira.

"Até à data, o Irão não chegou a uma conclusão final sobre o acordo", disse o porta-voz Esmaeil Baqaei aos meios de comunicação estatais iranianos.

Donald Trump tinha afirmado pouco antes que tinha sido alcançado um "acordo muito bom" com o Irão e poderia ser assinado já este fim de semana na Europa, uma mudança drástica de posição poucas horas depois de ter ameaçado lançar novos ataques.
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Donald Trump. Recente ação militar dos EUA convenceu Teerão a finalmente concordar com acordo de paz

O presidente norte-americano afirmou que a mais recente ação militar dos Estados Unidos contra o Irão levou Teerão a finalmente concordar com um acordo de paz, após repetidas declarações nos últimos meses de que um acordo estava próximo.

"Eles sofreram um grande baque, um baque como poucas pessoas conseguiriam suportar, e querem fechar o acordo muito mais do que eu", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval na quinta-feira. "Foram duramente atingidos recentemente, como sabem, e não gosto de ter de fazer as coisas desta forma, mas senti que era necessário."

Trump já tinha sugerido várias vezes que o Irão desejava um acordo mais do que os Estados Unidos, embora noutras ocasiões tenha afirmado que um acordo estava próximo, não se concretizou.

O presidente disse que cancelou os ataques ao Irão esta noite porque os dois lados estavam perto de um acordo. Afirmou que os EUA explicaram ao Irão exatamente como seriam os ataques desta noite, antes de, finalmente, desistirem deles.

"Estávamos a atacá-los com muita força nos últimos três dias, e esta noite atacámo-los ainda mais", disse Trump. “Não havia nada que pudessem ter feito a esse respeito, e ganhámos esta guerra militarmente muito cedo.”
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Donald Trump sugeriu que novo líder supremo do Irão concordou com acordo

O presidente Donald Trump sugeriu na quinta-feira que o novo líder supremo do Irão apoia o acordo, no qual, segundo ele, Teerão concordou "conceptualmente" em permitir que os EUA obtenham materiais nucleares e em interromper o programa de armas nucleares.

"Percebo que a resposta é sim", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval, quando questionado se o líder supremo tinha aprovado o acordo, acrescentando que os EUA terminarão o bloqueio imediatamente após a assinatura.

Trump elogiou "um memorando de entendimento muito forte", considerando-o "um pouco conceptual", mas insistindo que o Irão se comprometeu a renunciar ao programa de armas nucleares.

"Não terão uma arma nuclear, concordaram com isso — não haverá, e essa é a principal razão, uma grande parte da razão", disse Trump. "Não só não terão, como também não comprarão, como desenvolverão de forma alguma uma arma nuclear."

E disse acreditar que os negociadores no Irão querem um acordo "tanto quanto eu, ou até mais".
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Trump. "Grande acordo" sobre o Irão será assinado este fim de semana na Europa

O presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado um grande acordo sobre a guerra no Irão.

Confirmou agora que os documentos do acordo EUA-Irão deverão ser assinados este fim de semana, na Europa, pelo vice-presidente JD Vance.

“Os documentos estão praticamente finalizados, por isso veremos”, disse durante um evento no Salão Oval na quinta-feira. “Veremos.”

“Isto deve ser feito bem rapidamente”, continuou.


Trump disse que tinha acabado de conversar com vários líderes, incluindo o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e chefes de Estado dos países do Golfo.
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Israel liberta fundador do Hamas

Israel libertou um dos fundadores do grupo islâmico palestiniano Hamas, que estava detido sem julgamento desde outubro de 2023, anunciou esta quinta-feira um dos seus filhos.

Hassan Youssef, de 71 anos, foi "libertado perto da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia", disse o seu filho, Owais Youssef.

Acrescentou que o seu pai foi então transferido para um hospital em Ramallah, onde reside.

O Sr. Youssef é um dos líderes do Hamas na Cisjordânia e cofundou o grupo islâmico na década de 1980, juntamente com o Sheikh Ahmed Yassin e outros membros palestinianos da Irmandade Muçulmana.
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Emir do Qatar e Trump discutiram progressos nas consultas EUA-Irão

O emir do Qatar, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizaram uma chamada telefónica esta quinta-feira, na qual analisaram os resultados das consultas EUA-Irão, que levaram a avanços nos entendimentos propostos no âmbito de uma via de negociação, informou o Diwan do Qatar.

Trump disse ao emir que os esforços continuavam para concluir os procedimentos finais antes de anunciar os arranjos para a assinatura de um acordo, acrescentou o Diwan em comunicado.
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Irão. Sem declaração "oficial" de Teerão, notícias sobre acordo devem suscitar ceticismo

A comunicação estatal iraniana garantiu que o governo do Irão não assinou qualquer texto de acordo com Washington, ao contrário do que Donald Trump referiu, para justificar o cancelamento dos ataques previstos para esta noite.

A dúvida foi expressa pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC), que questionou as mais recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que os "pontos finais" de um acordo com Teerão tinham sido aprovados, afirmando que as autoridades iranianas não confirmaram qualquer acordo deste tipo.

Em comunicado, a IRGC disse que "embora as autoridades iranianas ainda não tenham respondido às alegações de Trump, o relatório observa que, desde o início da guerra, Trump tem feito repetidamente declarações contraditórias e imprecisas".

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, que tem fortes ligações à IRGC, também reagiu às mais recentes declarações de Trump, afirmando que as suas declarações sobre os progressos nas negociações com Teerão não devem ser tomadas à letra, a menos que o Irão anuncie oficialmente um acordo.

"Até que qualquer possível entendimento ou acordo seja oficialmente anunciado pelo Irão, quaisquer declarações de Trump sobre este assunto devem ser vistas na mesma perspetiva que as suas declarações e mensagens anteriores", disse a Tasnim.

Na quinta-feira, Trump disse que estava a cancelar os ataques contra o Irão que tinha anunciado horas antes porque os "pontos finais" de um acordo tinham sido aprovados. “Considerando que as discussões com a República Islâmica do Irão foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeamentos programados contra o Irão para esta noite”, escreveu Trump no Twitter.


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Ataque iraniano ao aeroporto do Kuwait causou feridos e danos graves

A autoridade de aviação civil do Kuwait informou esta quinta-feira que um ataque iraniano contra o radar do Aeroporto Internacional do Kuwait, ocorrido ao início do dia, causou feridos e danos materiais graves nas instalações e equipamentos de radar ligados à gestão do tráfego aéreo.
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Mercados reagem imediatamente a anúncio de Trump e preços do petróleo caem

Os preços do petróleo caíram e as ações norte-americanas subiram acentuadamente na quinta-feira, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado o cancelamento dos ataques planeados contra o Irão.

O Dow Jones subiu 810 pontos, ou 1,62%. A subida ocorreu um dia depois de o Dow Jones ter registado o seu pior dia do ano.

O S&P 500 subiu 1,3% e o Nasdaq Composite, com uma forte presença de empresas tecnológicas, disparou 1,8%.

O petróleo Brent caiu 3,7% para pouco menos de 90 dólares por barril. O crude norte-americano caiu 3,6%, para pouco menos de 87 dólares por barril.

“Com base no facto de as discussões com a República Islâmica do Irão terem sido levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeamentos programados contra o Irão para esta noite”, disse Trump numa publicação no Truth Social.

Os investidores têm sido condicionados a “comprar em baixa” após os anúncios de Trump, independentemente de se esperar ou não uma desescalada significativa.

Os investidores têm estado apreensivos nos últimos dias com o aumento das tensões entre Washington e Teerão. A queda dos preços do petróleo aliviou a ansiedade dos investidores em relação à inflação, reduzindo os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
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Trump cancela ataques contra o Irão previstos para esta quinta-feira

O presidente norte-americano anunciou a decisão após discussões de "alto nível".

"Com base no facto de as discussões com a República Islâmica do Irão terem sido levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeamentos programados contra o Irão esta noite", escreveu Trump numa publicação no Truth Social.

Trump disse que as "discussões e os pontos finais" foram aprovados pelos Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros.

"O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito até que esta transação seja finalizada — a data e o local da assinatura serão anunciados em breve", sublinhou Trump.




“O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor até que esta transação seja finalizada”, disse. “A data e o local da assinatura serão anunciados em breve”, acrescentou.

Não é a primeira vez que Trump sugere que um acordo com o Irão está próximo, e esta afirmação já se revelou infundada anteriormente. Mas o Irão encaminhou a sua versão mais recente da proposta de acordo para os Estados Unidos através de mediadores do Qatar no início desta semana, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

As autoridades norte-americanas mantiveram contacto frequente com os mediadores, mesmo com os EUA e o Irão a realizarem ataques aéreos em dias consecutivos esta semana.

Uma delegação do Qatar esteve em Teerão esta semana para discutir o acordo.
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Israel anuncia controlo do vale estratégico de Wadi Saluki no sul do Líbano

O exército israelita anunciou que assumiu o "controlo operacional" da parte norte do vale de Wadi Saluki, no sul do Líbano, uma zona que Israel considera estratégica por ser alegadamente utilizada pelo Hezbollah para lançar ataques.

"Foi alcançado o controlo operacional da zona norte do vale de Saluki. A organização terrorista Hezbollah utiliza a zona do vale de Saluki para lançar drones explosivos e projéteis contra as forças das Forças de Defesa de Israel [IDF] que operam na zona", indicou nas suas redes sociais o porta-voz em árabe do exército israelita, Avichai Adrai.

O anúncio surge num momento em que a agência libanesa NNA avançou que pelo menos seis pessoas foram mortas hoje em ataques israelitas, precisamente no sul do Líbano, elevando para mais de 3.700 os mortos desde o início das hostilidades no país.

Quatro pessoas morreram devido a bombardeamentos das tropas israelitas em Abasiya e outras duas em Deir Qanun al Nahr, ambas as localidades situadas no distrito de Tiro, acrescentou a NNA.

Por seu lado, o Ministério da Saúde libanês confirmou que 3.711 pessoas morreram e 11.483 ficaram feridas devido aos ataques do Exército israelita contra o seu território desde o passado dia 02 de março, data em que se retomaram os confrontos com o Hezbollah, após o início da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

Na mensagem do exército, o porta-voz das IDF avançou que as tropas israelitas destruíram "centenas de infraestruturas terroristas", mataram mais de 50 combatentes e encontraram material militar, incluindo "engenhos explosivos, mísseis antitanque e plataformas de lançamento de mísseis antitanque".

Wadi Saluki situa-se entre três localidades localizadas nos distritos de Marjayún e Bint Jbeil e constitui um corredor estratégico, devido ao seu relevo, propício a emboscadas, segundo as informações do jornal libanês L`Orient-Le Jour.

Os governos de Israel e do Líbano chegaram a um acordo na semana passada sobre um mecanismo para aplicar um cessar-fogo, condicionado ao facto de o Hezbollah pôr fim aos seus ataques e retirar-se para o norte do rio Litani, algo que o grupo se recusou a fazer, uma vez que o referido acordo não prevê a retirada das tropas israelitas nem mecanismos de garantia.

Lusa
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Guterres "profundamente preocupado" com escalada pede regresso ao diálogo

O secretário-geral da ONU "está profundamente preocupado" com a contínua escalada do conflito no Médio Oriente, indicou hoje o porta-voz de António Guterres, reiterando que o único caminho a seguir é o do diálogo e das negociações genuínas.

Eduardo Munoz - Reuters

Guterres "está profundamente preocupado com a contínua escalada no Médio Oriente, incluindo os ataques dos Estados Unidos contra o Irão e os ataques do Irão contra países vizinhos no Golfo e noutras regiões que não são partes no conflito, assim como com o aumento significativo da retórica hostil", disse Stéphane Dujarric na sua conferência de imprensa diária, na sede da ONU eem Nova Iorque.

O líder da ONU instou as partes em conflito a retomarem a plena implementação do cessar-fogo e a evitarem qualquer deterioração adicional que possa desencadear uma retomada completa do conflito, com consequências imprevisíveis para a região e para o mundo, especialmente para os países mais vulneráveis.

O ex-primeiro-ministro português sublinhou que o exercício dos direitos e liberdades de navegação deve ser respeitado e apelou a todas as partes para que cumpram as suas obrigações perante o Direito Internacional, além de todas as precauções viáveis para proteger os civis.

"O secretário-geral reitera que o único caminho a seguir é através de um diálogo e de negociações genuínas", insistiu Dujarric, apelando diretamente aos Estados Unidos e ao Irão para que redobrem os seus esforços em prol de um acordo pacífico, abrangente e duradouro que promova a paz e a segurança regional e internacional.

O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão "com muita força" esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.

"Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força esta noite", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Além destes ataques, o republicano ameaçou tomar "num futuro não muito distante" a "ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás", tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, "a funcionar brilhantemente" tanto para Caracas como para Washington.

A recente escalada entre os Estados Unidos e a República Islâmica surge após um helicóptero norte-americano ter sido abatido enquanto operava junto ao estreito de Ormuz.

Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegsteh, anunciaram na quarta-feira que os Estados Unidos iriam atacar o Irão, apesar do cessar-fogo em vigor desde abril.

Em resposta aos ataques, a Guarda Revolucionária iraniana lançou uma nova onda de ataques contra Bahrein, Kuwait e Jordânia.

Teerão alertou que os últimos bombardeamentos de Washington "tornam praticamente inútil" o acordo de cessar-fogo alcançado em abril.

Centenas de navios, incluindo petroleiros, estão retidos no Golfo na sequência do encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão, agravado por um bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

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Comando central do Irão. EUA receberão resposta severa se voltarem a atacar

Em mais uma ameaça em pouco mais de uma hora, o principal comando militar conjunto do Irão, o Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, afirmou que os Estados Unidos receberão uma resposta mais severa do que antes se atacarem o Irão, depois de Trump ter dito que os EUA voltariam a atacar o Irão. 

"Considerando as recentes ameaças dos EUA contra as infraestruturas petrolíferas do Irão, ou as exportações de petróleo e gás serão para todos ou não estarão disponíveis para ninguém", afirmou o comando num comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais, acrescentando que a guerra se tornaria mais generalizada e extensa, causando insegurança na região.
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"Atoleiro sem fim" aguarda EUA no Irão

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador-chefe de Teerão e presidente do parlamento iraniano, alertou esta quinta-feira que os Estados Unidos estão a expor-se a um "atoleiro sem fim", após as ameaças de Donald Trump de atacar o país "com demasiada força".

"Estratégias inadequadas e decisões impulsivas vão piorar a situação, destruir a infraestrutura energética, provocar a explosão dos mercados e mergulhar-vos num lamaçal sem fim do qual não conseguirão sair durante anos", escreveu na rede social X, acrescentando: "Vão descobrir um Irão diferente".
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Irão. Ataque a ilha de Kharg terá "resposta firme, esmagadora, dolorosa e lamentável"

O Irão dará uma “resposta firme, esmagadora, dolorosa e lamentável” caso os EUA ataquem a Ilha de Kharg, alertou um alto funcionário iraniano, após ameaças do presidente norte-americano.

Donald Trump afirmou esta manhã que os EUA vão tomar aquela ilha e outras infraestruturas petrolíferas no Irão.

A pequena ilha do Golfo Pérsico é vital para a economia iraniana e representa cerca de 90 por cento das exportações de crude do país.

Descrevendo Trump como “confuso e errático”, Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, afirmou não haver dúvidas de que o Irão dará uma resposta severa a qualquer tentativa de tomar a ilha.

O Irão e todo o seu território, incluindo a Ilha de Kharg, estão “totalmente preparados”, disse Azizi em declarações ao jornal iraniano Hamshahri na quinta-feira.

“O nível de prontidão das nossas forças armadas lá é tão elevado que acredito que uma das coisas que poderá tornar-se evidente no futuro é precisamente este nível máximo de prontidão militar na ilha”, disse.

“Com todas as suas capacidades e força, as nossas forças armadas estão prontas.”
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Solução diplomática. Kallas discutiu a escalada do conflito com ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse na quinta-feira que discutiu a recente escalada do conflito, com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, a quem reiterou a necessidade de uma solução diplomática para o conflito. 

"Conversei com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, sobre a recente escalada no Golfo e o estado das negociações com os EUA. Estive também em contacto com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Kuwait, Sheikh Jarrah Jaber Al-Ahmad Al-Sabah. O retomar dos ataques aos países do Golfo e às suas infraestruturas críticas é inaceitável", escreveu Kallas no X.

"Um regresso à guerra em grande escala teria um custo tremendo para toda a região. A via diplomática continua a ser o melhor caminho para sair desta guerra", referiu.
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Vários andares do Pentágono evacuados por "incidente com materiais perigosos"

Vários andares e corredores do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) foram hoje evacuados devido a um "incidente com materiais perigosos", noticiou a CNN, citando os bombeiros locais.

Joshua Roberts - Reuters

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou que foi detetado "um problema na qualidade do ar que precisou de medidas de precaução" até que seja determinada a sua natureza exata.

"O Departamento [de Defesa] está a executar os protocolos de proteção", incluem ordens para as pessoas não saírem de onde estão nas zonas afetadas, onde há "equipas colocadas e prontas a apoiar" quem precise.

Além dos agentes encarregados da segurança no Pentágono, foram chamados os bombeiros de Arlington County, onde se localiza o icónico edifício.

Segundo as forças de segurança no edifício, é necessário fazer testes à qualidade do ar que "poderão levar uma a duas horas" a concluir.

Pelo menos quatro andares do Pentágono foram fechados, disseram à CNN duas fontes dentro do edifício, enquanto outra relatou a presença de polícias com máscaras de gás e vestidos com equipamento de proteção química.

 

 

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Produção de petróleo da OPEP mantém-se 34% abaixo do produzido antes da guerra

Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) produziram em maio uma média diária de 18,82 milhões de barris, menos 34% que em fevereiro, antes da guerra no Irão e o bloqueio do estreito de Ormuz.

No total, e face a fevereiro, são menos 9,8 milhões de barris de petróleo por dia, segundo os dados de vários institutos independentes e citados no relatório mensal do grupo, hoje publicado, contribuindo para uma redução de 34% face a fevereiro, uma variação em linha com a registada em abril face ao mesmo mês.

Face a abril, em maio foram produzidos menos 177 mil barris por dia, em particular devido à quebra mensal de 546 mil barris diários do Irão (para 2,3 milhões de barris por dia).

Os dados incluem ainda a produção dos Emirados Árabes Unidos, que saíram da organização no início do mês, e que contribuíram para a produção de 2,1 milhões de barris por dia.

A Arábia Saudita, maior produtor mundial, bombeou 6,9 milhões de barris por dia, numa subida de 157 mil barris em cadeia, mas longe dos 10 milhões diários produzidos antes de os Estados Unidos da América e Israel terem lançado um ataque contra o Irão, no final de fevereiro.

No mês em análise, também o Iraque, o Kuwait e os EAU tiveram subidas da oferta, embora tenham sido insuficientes para cumprir as quotas de produção mais elevadas que o grupo acordou nos últimos meses.

A redução da oferta refletiu-se no preço de barril de referência para a organização, composto por 12 tipos de crude, que em maio foi vendido por uma média de 114 dólares, 5,5% acima da média de abril.

Já os dez países petrolíferos aliados da OPEP, que inclui Rússia, bombearam em maio 14,3 milhões de barris, um número semelhante ao produzido em abril.

No total, a OPEP+, que junta os países da OPEP e seus aliados, produziu 33,13 milhões de barris por dia em maio, contra 42,75 milhões de barris por dia em fevereiro.

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Banco Mundial prevê abrandamento do crescimento global para 2,5% em 2026

O Banco Mundial prevê que o crescimento global desacelere para 2,5% em 2026 devido ao conflito no Médio Oriente, segundo as projeções divulgadas hoje.

Esta taxa de crescimento da economia, a concretizar-se, seria a mais fraca desde o início da covid-19, devido ao conflito no Médio Oriente, que está a "elevar os preços da energia, alimentar a inflação e aumentar os custos de financiamento em todo o mundo", lê-se no documento.

Segundo as estimativas do Banco Mundial, o crescimento das economias avançadas vai abrandar para 1,5% em 2026, principalmente devido ao impacto da subida dos preços na energia.

Na zona euro, os impactos na economia serão sentidos devido à dependência da região nas importações de gás natural e petróleo, mas apesar disso, as perspetivas permanecem apenas ligeiramente mais fracas do que as previsões de janeiro, na sequência de dados melhores do que o previsto no final de 2025 e um início sólido em 2026.

Já o crescimento nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento deverá desacelerar para 3,6% este ano, sendo que para todas as regiões deste grupo, o crescimento deste ano deverá ser mais fraco do que em 2025.

As previsões de crescimento foram revistas em baixa para dois terços das economias, face a janeiro, nota o Banco Mundial, com destaque para as economias em desenvolvimento, que estão a "suportar uma parcela desproporcional do fardo".

Neste cenário, o Grupo Banco Mundial decidiu disponibilizar entre 50 e 60 mil milhões de dólares para ajudar os países em desenvolvimento a proteger os mais vulneráveis, manter a capacidade orçamental e apoiar empresas e empresas, com capacidade para aumentar esse valor caso as condições se deteriorem mais.

 

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Trump ameaça com novos ataques para controlar pertróleo iraniano

O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão "com muita força" esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.

Donald Trump na Sala Oval, Casa Branca, Washington Foto: Evan Vucci - Reuters

"Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força ESTA NOITE!", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Além destes ataques, o republicano ameaçou tomar "num futuro não muito distante" a "ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás", tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, "a funcionar brilhantemente" tanto para Caracas como para Washington.

 

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António Guterres deixa apelos para minorar crise no Médio Oriente

O secretário-geral da ONU alerta para o agravamento da crise no Médio Oriente e para o aumento da violência na região. Na reunião do Conselho de Segurança António Guterres apelou a todas as partes em conflito para honrarem o cessar-fogo.

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Estados Unidos voltaram a atacar o Irão

Na última noite foram bombardeadas várias posições ligadas à Guarda Revolucionária. Washington justifica a ação como uma resposta aos ataques iranianos.

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Teerão volta a fechar o Estreito de Ormuz

O Irão controla o estreito desde o início do conflito desencadeado por ataques norte-americanos e israelitas a 28 de fevereiro.

O Irão voltou hoje a encerrar completamente o Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de petróleo e gás, em resposta aos mais recentes ataques norte-americanos, anunciou a autoridade marítima iraniana.

"Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região, o estreito de Ormuz está fechado até nova ordem", afirmou em comunicado a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que gere a passagem.

O Irão controla o estreito desde o início do conflito desencadeado por ataques norte-americanos e israelitas contra o regime de Teerão a 28 de fevereiro, mas os militares têm permitido a passagem diária de cerca de 20 navios.

A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra "múltiplos alvos" no Irão como "resposta às agressões" do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.

"As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe", o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os "bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão".

A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em "um ou dois dias".

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

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