Wall Street fecha em alta esperançada na reabertura do Estreito de Ormuz
A bolsa nova-iorquina fechou hoje em alta, ajudada pelo recuo dos preços do petróleo ligado às esperanças de uma reabertura do Estreito de Ormuz, mas com os investidores confrontados, por outro lado, com a subida do preço da dívida.
O resultado da sessão indica que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 0,93%, o tecológico Nasdaq avançou 0,48% e o alargado S&P500 ganhou 0,51%.
"As esperanças de uma saída diplomática para o conflito no Médio Oriente fizeram baixar hoje as cotações do petróleo", disse Angelo Kourkafas, da Edward Jones, em declarações à AFP.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse a jornalistas, durante a sua presença em Nova Iorque, por ocasião da Assembleia Geral da ONU, que transmitiu na terça-feira ao emissário norte-americano Steve Witkoff as condições do Irão para a reabertura do Estreito de Ormuz.
"Se algumas condições forem verificadas, o Estreito será aberto dentro de sete dias e as negociações abertas", disse Araghchi.
Esta acalmia do petróleo tende a acalmar os investidores na frente da inflação e a estabilizar os rendimentos obrigacionistas.
A taxa de juro paga pelos títulos de dívida pública dos EUA a 30 anos atingiu hoje os 5,50%, o nível mais elevado desde 2004, enquanto a dos títulos a 10 anos subiu aos 5,22%, novel desconhecido desde 2007.
Por junto, os investidores estão preocupados com "a rapidez com que (as taxas) subiram", apontou Kourkafas.
Na sua opinião, a praça nova-iorquina "continua a beneficiar de fundamentais sólidos, nomeadamente no referente às empresas", o que lhe permite alguma resiliência.
Depois de uma semana marcada pela geopolítica - Assembleia Geral da ONU; cimeira Trump-JinPing - , "a informação económica regressará ao destaque" a partir de segunda-feira, notaram os analistas da Briefing.com.
Durante a próxima semana, os investidores vão conhecer vários indicadores sobre o mercado de trabalho, bem como a inflação.
"Os investidores estão muito sensíveis a tudo o que possa modificar as perspetivas das taxas de juro, o que pode acontecer com a informação relativa à inflação e ao mercado de trabalho", antecipou Kourkafas.