Estados Unidos permitem que pessoal não essencial abandone Chipre
Os Estados Unidos anunciaram na hoje que autorizaram a saída do pessoal não essencial do Chipre, onde uma base militar dos Estados Unidos foi alvo de um ataque iraniano na segunda-feira.
O Departamento de Estado "autorizou que funcionários não essenciais do governo norte-americano" e as famílias "deixassem o Chipre" devido a preocupações de segurança, afirmou a embaixada dos EUA em Nicósia.
Na terça-feira, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai enviar para Chipre um navio da Marinha britânica, juntamente com helicópteros equipados com capacidades de contramedidas contra drones.
Numa mensagem publicada na rede social X, Starmer adiantou ter informado o Presidente de Chipre do envio dos meios militares para a ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), que acolhe uma base militar britânica que foi alvo de drones iranianos.
"O Reino Unido está totalmente empenhado na segurança de Chipre e do pessoal militar britânico ali destacado", escreveu o chefe do Governo, sublinhando que "as operações defensivas continuam".
Keir Starmer acrescentou ainda que o país "agirá sempre no interesse do Reino Unido e dos seus aliados".
O navio de guerra mobilizado, o "HMS Dragon", tem como principal missão a defesa antiaérea com radares e um sistema de mísseis antiaéreos.
Chipre acolhe duas bases militares soberanas britânicas, remanescentes do período colonial, que mantêm importância estratégica no Mediterrâneo oriental.
A base de Akrotiri, na costa ocidental da ilha, foi alvo de um ataque com um drone no domingo, que causou danos na pista, o que levou o Ministério da Defesa britânico a retirar os familiares de militares para alojamentos alternativos nas proximidades.
Outros dois drones foram intercetados e destruídos na segunda-feira.
A base de Akrotiri, que acolhe pessoal militar e funcionários civis, é a principal base aérea do Reino Unido para operações no Médio Oriente e, nos últimos anos, tem sido usada em missões contra o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque e para atacar alvos huthis no Iémen.
O Reino Unido recusou integrar a operação militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, iniciada no sábado, mas autorizou Washington a usar bases em território britânico em resposta aos ataques do regime de Teerão a interesses britânicos e aos países aliados no Golfo.
Teerão respondeu aos bombardeamentos norte-americanos e israelitas com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos em Israel, Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos, bem como ameaças a navios no estreito de Ormuz.
Entretanto, a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica anunciou que o Governo vai fretar um avião charter para repatriar os cidadãos britânicos na região.
Segundo Yvette Cooper, 130 mil cidadãos britânicos de um total estimado de 300 mil registaram-se para obter ajuda.