Governo ainda não chegou a todos os municípios, diz autarca de Tomar
O autarca de Tomar lamentou hoje o esquecimento mediático do concelho após a tempestade da semana passada e admitiu que o Governo ainda não chegou a todos os municípios, tal como as autarquias não chegaram a todo o lado.
"Eu diria da mesma forma que as pessoas, legitimamente, podem dizer que a Câmara, os serviços municipais, as juntas de freguesia, ainda não chegaram a todo o lado, porque é verdade, o território é extenso e é impossível ter chegado já a todo o lado, também nós autarcas, podemos dizer o mesmo, ou seja, o Governo realmente ainda não chegou a todo lado", afirmou à Lusa Tiago Carrão, presidente de uma das Câmaras mais atingidas pelo temporal.
O autarca disse que os desafios que tem pela frente "são muitos e o orçamento municipal não é suficiente para fazer face àquilo que são os prejuízos municipais, mas também para apoiar as pessoas, as famílias e as empresas e, portanto, o Estado tem, garantidamente, que intervir para evitar situações que sejam muito complexas daqui para a frente".
Considerando que "o espaço noticioso em relação ao Tomar tem sido um pouco injusto, porque nós também sofremos bastante com esta tempestade", Tiago Carrão procurou, "desde a primeira hora", informar os "secretários de Estado e os ministros competentes daquilo que se passou em Tomar para que Tomar não fique esquecido".
Tomar foi uma das autarquias que mais sofreu com a depressão Kristin e esteve presente na reunião em Leiria com autarcas vizinhos e governantes, procurando "deixar bem claro" as necessidades do concelho.
"Tomar não é exceção a alguns concelhos daqui da região, fomos bastante afetados por este temporal em várias dimensões, desde logo materiais", nomeadamente nalgumas freguesias como "a Sabacheira, Olalhas, Além da Ribeira e Pedreira ou Casais e Alviobeira", que foram particularmente afetadas e onde persistem muitas zonas sem eletricidade e comunicações.
Além das habitações, há "prejuízos em viaturas, mas também equipamentos municipais como o complexo desportivo municipal, que perdeu parte da cobertura, uma torre do estádio municipal que tombou e temos também ao nível patrimonial um elemento simbólico da nossa mata nacional dos Sete Montes e que é parte do complexo monumental do Convento de Cristo", explicou Tiago Carrão.