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A resposta aos danos da depressão Kristin e a evolução do estado do tempo

Primeiro-ministro assegura que Portugal vai executar o PRR

Primeiro-ministro assegura que Portugal vai executar o PRR

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assegurou hoje que Portugal vai executar todos os investimentos em curso no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apesar do rasto de destruição causado pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental.

Lusa /
Primeiro-ministro assegura que Portugal vai executar o PRR apesar da destruição causada pela Kristin Foto: Filipe Amorim - Lusa

"Nós não queremos e não vamos deixar de executar nenhum investimento que está em curso ao abrigo do PRR", garantiu o chefe do executivo, em resposta às questões colocadas pelos jornalistas no final do Conselho de Ministros, que durou cerca de três horas.

Montenegro, que tinha na sala todo o elenco governativo, revelou que o Governo está em contacto com a Comissão Europeia para encontrar o melhor modelo para que o país consiga cumprir o PRR.

"Estamos já com algumas fórmulas em discussão, não quero ainda adiantá-las, mas quero assegurar que não vamos deixar de executar projetos, nem vamos deixar de ter acesso ao financiamento que está à nossa disposição", afirmou.

Já quanto a eventuais cenários macroeconómicos, o primeiro-ministro assumiu que esses não são, neste momento, a preocupação do Governo PSD/CDS-PP.

A preocupação do Governo é, em primeiro lugar, ajudar as pessoas e, depois, as instituições públicas e privadas.

"Estamos a agir em várias frentes", apontou.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

A situação de calamidade vai ser prolongada em Portugal Continental até 08 de fevereiro, por decisão hoje do Conselho de Ministros.

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