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Acidente em Espanha. Número de mortos confirmados mantém-se nos 69
A Autoridade Administrativa Independente para a Investigação Técnica de Acidentes e Incidentes Ferroviários, Marítimos e de Aviação Civil (AITAT) retificou e voltou a reduzir para 69 o número de mortos - o mesmo número confirmado pelo Governo de Castela-La Mancha. Um balanço anterior indicava serem 74 vítimas mortais.
Espanha declarou três dias de luto nacional, depois de confirmado o último balanço do número de mortos.
O novo balanço foi divulgado esta quinta-feira pela Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF) do Ministério dos Transportes.
O processo de identificação das vitimas do acidente ainda está a decorrer.
O líder regional Emiliano Garcia-Page anunciou que o número de mortes aumentou para 69 e que foram encontrados restos mortais durante os esforços de resgate, que agora envolveram operações com gruas, especialmente numa carruagem que continuava capotada.
O Rei de Espanha falou ao país e lamentou as mortes. O monarca adiantou também que há "uma investigação em curso" para "determinar como e porquê ocorreu esta catástrofe".
Felipe VI pediu ainda unidade, dignidade e rigor aos espanhóis neste momento.
Entre os mortos no acidentes está Fatima Banez, ex-ministra do Trabalho, que presidiu ao braço de responsabilidade social e corporativa da associação patronal espanhola.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha adiantou que 42 cidadãos estrangeiros de sete países estiveram envolvidos no acidente, e que desses um morreu e pelo menos sete ficaram feridos.
As autoridades adiantaram que 57 dos feridos permaneceram no hospital.
As autoridades adiantaram que 57 dos feridos permaneceram no hospital.
O acidente ocorreu na quarta-feira de manhã, quando dois comboios de alta velocidade em que viajavam mais de 500 pessoas colidiram em Urda, uma localidade a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid.
Pelo menos 110 pessoas foram atendidas em hospitais e 15 continuam internadas em estado grave, segundo as autoridades locais.
Pelo menos 110 pessoas foram atendidas em hospitais e 15 continuam internadas em estado grave, segundo as autoridades locais.
Este foi o segundo acidente ferroviário com comboios de alta velocidade este ano em Espanha, depois do de Adamuz, em Córdova, em janeiro, no qual morreram 46 pessoas e que foi hoje mencionado por Felipe VI durante as declarações aos jornalistas.