Irão poderá estar a considerar ataques contra Israel
Enviado da ONU chega ao Irão
AIE alerta para perturbações na aviação europeia caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto
Beirute convoca "amigos do Líbano" para intervir e travar ataques israelitas
"Todos os amigos do Líbano são convocados a virem em nosso auxílio para travar estes ataques por todos os meios necessários", disse Salam em comunicado, depois de Israel ter anunciado que realizou o seu "maior ataque coordenado" contra o Hezbollah desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.
Irão vai abordar negociações de paz com os EUA com cautela
"Não estamos a depositar qualquer confiança no outro lado. As nossas forças militares mantêm-se em prontidão... mas, entretanto, iremos às negociações para ver o quão sério está o outro lado", disse o embaixador, Ali Bahreini, à Reuters.
Israel compromete-se com cessar-fogo mas exclui Líbano do acordo
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deverá acatar a pausa de duas semanas na guerra contra o Irão, mas mantém que a situação é diferente no sul do Líbano, onde tem lançado uma investida nas últimas semanas.
Acordo de cessar-fogo saudado por todo o mundo
Os líderes mundiais consideram que a trégua abre caminho para o fim da guerra no Médio Oriente.
Emmanuel Macron saúda cessar-fogo para o Irão
O presidente francês estende as exigências de cessar-fogo ao Líbano e pede o fim dos ataques israelitas.
Forças norte-americanas "mantêm-se prontas" caso o cessar-fogo termine
"Para que fique claro, um cessar-fogo é uma pausa, e as Forças Armadas continuam prontas, se ordenadas ou convocadas, para retomar as operações de combate com a mesma rapidez e precisão que temos demonstrado nos últimos 38 dias", acrescentou o general Dan Caine durante uma conferência de imprensa ao lado do secretário da Defesa, Pete Hegseth.
Estados Unidos e Irão vão conversar em Islamabad
Washington aceitou ontem um cessar-fogo na investida contra o Irão. Trump diz que esta terça-feira foi um grande dia para a paz mundial".
Médio Oriente. Presidente diz que ontem foi um dia de esperança
António José Seguro pede que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão seja o início de uma paz sólida e duradoura.
Estados Unidos e Irão chegaram a acordo
O cessar-fogo vai durar duas semanas. E a partir de sexta-feira os dois países vão sentar-se à mesa das negociações em Islamabad, no Paquistão. O Irão faz 10 exigências. É o ponto de partida para um acordo definitivo.
Indústria de defesa do Irão ficou "completamente" destruída
Hegseth afirmou que as forças armadas norte-americanas estavam "de prontidão" no Médio Oriente para garantir que o Irão cumpria o cessar-fogo de duas semanas e para monitorizar o stock de urânio enriquecido do país.
"Em relação ao urânio, estamos de olho. Sabemos o que eles têm, e eles vão entregá-lo, e nós vamos buscá-lo. Vamos tomá-lo se for preciso", disse Hegseth aos jornalistas.
Irão poderá abrir o Estreito de Ormuz de forma controlada antes de uma reunião com os EUA
"Se for alcançado um entendimento sobre uma estrutura para as negociações, o estreito poderá ser aberto 'de forma limitada, sob o controlo do Irão'", disse o responsável.
"A coordenação com as forças armadas iranianas será obrigatória para todos os navios. Ainda assim, o cessar-fogo é frágil; no entanto, preferimos uma paz duradoura, mas o Irão não teme regressar à guerra se os EUA quiserem seguir o mesmo caminho”, acrescentou.
Crise energética não será passageira
A porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, disse aos jornalistas que cerca de 8,5% do GNL do bloco, 7% do petróleo e 40% do querosene de aviação e gasóleo passam pelo estreito de Ormuz, cujo acesso o Irão bloqueou em grande parte durante a guerra.
"O que já podemos prever é que esta crise não será passageira", disse. "É um ponto de estrangulamento muito, muito importante, obviamente".
Teerão ataca Kuwait e Emirados após ofensiva contra postos petrolíferos
Segundo a televisão estatal iraniana, os ataques ocorreram após uma ofensiva contra infraestruturas energéticas na ilha de Lavan, no sul do país.
A emissora informou que tanto o Kuwait como os Emirados Árabes Unidos confirmaram ter sido alvo de ataques iranianos, sem adiantar, para já, informações sobre vítimas ou danos materiais.
Exército israelita lança os maiores ataques contra o Hezbollah no Líbano
Trump anuncia tarifas imediatas de 50% a países que forneçam armas ao Irão
"Um país que forneça armas militares ao Irão será imediatamente sujeito a uma tarifa de 50 por cento sobre todos e quaisquer bens vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exceções nem isenções", vincou na rede social Truth.
Trump diz que EUA vão colaborar estreitamente com o Irão e garante que "muitos dos 15 pontos já foram acordados"
"Os Estados Unidos irão trabalhar em estreita colaboração com o Irão, país que, segundo determinámos, passou por aquilo que será uma mudança de regime muito produtiva", escreveu Donald Trump na rede social Truth.
"Não haverá enriquecimento de urânio e os Estados Unidos, em colaboração com o Irão, irão desenterrar e remover todo o "pó" nuclear profundamente enterrado (bombardeiros B-2)", acrescentou.
"Este encontra-se, e sempre esteve, sob vigilância por satélite muito rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque".
Trump escreveu ainda que os EUA "estão e continuarão a estar a discutir o alívio das tarifas e sanções com o Irão", sendo que "muitos dos 15 pontos" propostos por Washington "já foram acordados".
Trump está "impaciente por ver progressos" em relação ao Irão
"Ele está impaciente. Está impaciente por ver progressos", declarou durante uma viagem à Hungria.
Vance afirmou ainda que, embora algumas partes do regime iraniano estivessem a abordar as negociações de forma construtiva, outras estavam a "mentir" sobre o cessar-fogo.
O vice-presidente descreveu a situação como uma "trégua frágil".
Itália descarta enviar navios para patrulhar Estreito de Ormuz sem mandato da ONU
"Não está na agenda. Já dissemos que não enviaremos navios, a menos que haja uma iniciativa das Nações Unidas", afirmou Salvini, que também é ministro das Infraestruturas no Governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.
Kuwait denuncia onda matinal de ataques com drones iranianos
Rússia saúda cessar-fogo e espera que EUA retomem negociações sobre a Ucrânia
Numa chamada com jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia espera que os EUA e o Irão mantenham contactos diretos nos próximos dias para dar continuidade às discussões de paz.
Vance afirma que iranianos devem negociar de boa-fé para chegar a um acordo
"O presidente dos Estados Unidos disse-me, e disse a toda a equipa de negociação para vir e trabalhar de boa-fé para chegar a um acordo", afirmou durante uma visita à Hungria.
"Foi isso que ele nos disse para fazer. Se os iranianos estiverem dispostos, de boa-fé, a trabalhar connosco, penso que podemos chegar a um acordo", acrescentou.
Pezeshkian confirmou participação do Irão nas negociações em Islamabad
Primeiras travessias do Estreito de Ormuz desde o acordo de cessar-fogo
Rangel saúda cessar-fogo e aponta esperança à diplomacia internacional
O ministro português dos Negócios Estrangeiros, em declarações à RTP Antena 1, disse ter recebido com agrado a notícia do acordo de um cessar-fogo temporário entre o Irão e os Estados Unidos. Um calar das armas de duas semanas que o mundo vê com agrado.
Guterres congratula-se com acordo e Médio Oriente saúda cessar-fogo
Guterres "exorta todas as partes envolvidas no atual conflito no Médio Oriente a cumprirem as suas obrigações perante o direito internacional", afirmou o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em comunicado hoje divulgado.
De acordo com a mesma fonte, o secretário-geral da ONU defendeu a necessidade de ambos os países "respeitarem os termos do cessar-fogo, a fim de preparar o caminho para uma paz duradoura e abrangente na região".
O responsável das Nações Unidas lembrou ainda que é urgente pôr fim às hostilidades "para proteger vidas civis e aliviar o sofrimento humano" e agradeceu os esforços do Paquistão e de outros países envolvidos na facilitação do cessar-fogo.
O enviado pessoal do secretário-geral para liderar os esforços da ONU no conflito, o diplomata francês Jean Arnault, está atualmente no Médio Oriente para "apoiar os trabalhos em prol de uma paz duradoura", concluiu o comunicado.
c/ Lusa
Agência marítima da ONU prepara mecanismo para garantir segurança no estreito de Ormuz
"A prioridade, agora, é assegurar uma evacuação que garanta a segurança da navegação", acrescentou Arsenio Dominguez.
Esta declaração surge após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão.
c/ Lusa
Papa elogia cessar-fogo após criticar ameaça de Trump
O papa, que tem vindo a criticar o conflito nas últimas semanas, tinha afirmado na terça-feira que as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a população do Irão eram "inaceitáveis".
AIEA pronta para apoiar esforços de paz entre EUA e Irão
"O diretor-geral da AIEA, Rafel Grossi, saúda o regresso à diplomacia com o objetivo de negociar um acordo sobre questões-chave, incluindo o programa nuclear do Irão", afirmou a Agência Internacional de Energia Atómica em comunicado.
"A AIEA está pronta para apoiar estes esforços através do seu papel indispensável em matéria de salvaguardas e verificação", acrescentou.
Turquia pede respeito por cessar-fogo, Egito elogia EUA pela opção diplomática
"Insistimos que o cessar-fogo temporário deve ser totalmente executado no terreno e esperamos que todas as partes respeitem o acordo alcançado", lê-se em comunicado do ministério do ministério dos Negócios Estrangeiros turco.
Também em comunicado, o congénere egípcio, Badr Abdelatty, "expressou seu profundo apreço pela importante iniciativa americana de dar uma oportunidade à diplomacia e iniciar um processo sério de negociações", numa conversa telefónica com o enviado norte-americano americano Steve Witkoff.
c/ Lusa
Chanceler alemão pede "fim definitivo" da guerra após cessar-fogo temporário
O líder do Governo alemão agradeceu ao Paquistão o papel de mediação no acordo e considerou que o objetivo deve ser agora negociar um fim definitivo da guerra nos próximos dias.
Para o chanceler alemão, uma negociação diplomática irá servir a segurança da população civil iraniana e a estabilidade no Médio Oriente, além de contribuir para evitar "uma crise energética mundial".
Ao mesmo tempo, o Executivo alemão, segundo Merz, "apoia os esforços diplomáticos", e irá manter contacto próximo com os Estados Unidos e outros parceiros internacionais, além de continuar disponível para contribuir "de forma adequada" para a livre navegação no Estreito de Ormuz.
c/ Lusa
Costa satisfeito com cessar-fogo insta Washington e Teerão a procurarem "paz sustentável"
"Acolho com satisfação o anúncio, por parte dos Estados Unidos e do Irão, de um cessar-fogo de duas semanas. Exorto todas as partes a respeitarem os seus termos, a fim de alcançar uma paz sustentável na região", escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.
I welcome the announcement by the United States and Iran of a two-week ceasefire. I urge all parties to uphold its terms in order to achieve sustainable peace in the region.
— António Costa (@eucopresident) April 8, 2026
The EU stands ready to support ongoing efforts and remains in close contact with its partners in the…
Iraque reabre o seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra
"A Autoridade de Aviação Civil anuncia a reabertura do espaço aéreo iraquiano ao tráfego (...) a partir de hoje, após a estabilização da situação e o regresso às condições normais", afirmou este departamento governamental iraquiano em um comunicado.
Este serviço indicou ainda que "todos os voos civis estão autorizados a serem retomados (...) nos aeroportos do país".
c/ Lusa
Bolsas europeias em forte alta animadas com trégua da guerra no Médio Oriente
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte alta, depois de alcançado um acordo de cessar-fogo de 15 dias entre Washington e Teerão, período durante o qual o estreito de Ormuz será reaberto e as partes continuarão a negociar.
Cerca das 08:35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 3,62%, para 611,95 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfuer avançavam 2,51%, 4,36% e 4,82%, bem como as de Madrid e Milão que valorizavam 3,30% e 3,66%, respetivamente.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,83%, para 9.444,50 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.
O euro também subia, 0,86% para 1,1695 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1595 dólares na terça-feira.
O Governo de Israel anunciou hoje que aceita a trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão anunciada pelo Presidente Donald Trump, mas assegurou que não inclui o Líbano, onde mantém uma frente de guerra aberta.
Trump explicou que seu Governo ajudará a gerir o "tráfego acumulado" no estreito de Ormuz e que com o acordo com o Irão poderia dar-se a "idade de ouro do Médio Oriente".
O acordo provocou a queda do preço do petróleo.
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, Baixava 13,13%, para 94,92 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, recuava 14,67%, para 96,30 dólares.
O gás natural para entrega em maio no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 16,42%, para 44,52 euros por megawatt-hora (MWh).
Em sentido contrário, nos mercados de metais preciosos, o ouro regista um ganho de 2,35%, com a onça a 4.817,31 dólares, enquanto a prata avança 5,48% para 77,02 dólares a onça.
Esta quarta-feira, a agência estatística Eurostat divulgará o índice de preços da produção (IPP) da zona euro em fevereiro.
Embora em fevereiro ainda se espere que os preços da energia continuem a pesar na evolução homóloga deste índice, a situação mudará drasticamente no mês de março, depois do forte aumento dos preços do gás e do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente.
Na Ásia, as bolsas terminaram hoje em alta: o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu 5,39%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, 6,87%, o índice de referência da bolsa de Xangai 2,69%, o da de Shenzhen 4,79% e o Hang Seng de Hong Kong, que opera hoje pela primeira vez esta semana, avançava 2,80% pouco antes do final da sessão.
Antes do acordo de cessar-fogo, Wall Street fechou na terça-feira mista: o Dow Jones caiu 0,18% e o tecnológico Nasdaq avançou 0,1%.
Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam a esta hora para subidas de 2,30% e 3,24%, respetivamente.
No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a dez anos descia para 2,993%.
Quanto às criptomoedas, a `bitcoin` subia 1,89% para 71.728 dólares.
China diz acolher com agrado o cessar-fogo no Irão
Espanha saúda cessar-fogo mas critica EUA
"O Governo espanhol não vai aplaudir aqueles que incendiam o mundo só porque aparecem com um balde de água", escreveu Sánchez na sua conta do X.
Sánchez afirmou que os cessar-fogos são sempre notícias bem-vindas, mas acrescentou que "o alívio momentâneo não deve fazer-nos esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas", apelando ao prevalecimento da "diplomacia, do direito internacional e da paz".
Cessar-fogo com o Irão. Kiev pede a Washington que concentre esforços na Ucrânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu a Washington, esta quarta-feira, que pressione Moscovo para alcançar um cessar-fogo e pôr fim a mais de quatro anos de guerra, afirmando que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão demonstra o sucesso da "firmeza americana".
O governante ucraniano saudou ainda “o acordo entre o presidente Trump e o regime iraniano para desbloquear o Estreito de Ormuz e cessar-fogo, bem como os esforços de mediação do Paquistão”.We welcome the agreement between President Trump and the Iranian regime to unblock the Hormuz strait and cease fire, as well as Pakistan’s mediation efforts. American decisiveness works. We believe it is time for sufficient decisiveness to force Moscow to cease fire and end its…
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) April 8, 2026
"Incêndios começaram no território dos armazéns", avançou o Ministério, acrescentando que foram extintos pelos socorristas.
Já na região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, ataques de Moscovo provocaram a morte a uma pessoa entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta-feira, anunciou o chefe da administração regional, Ivan Fedorov, no Telegram.
"Na aldeia de Balabyn, edifícios residenciais e comerciais foram destruídos e danificados durante o ataque, e os incêndios começaram", disse, acrescentando que "o corpo de uma pessoa falecida foi encontrado sob os escombros de uma casa".
Ivan Fedorov tinha indicado anteriormente que uma mulher de 47 anos ficou ferida e está a receber tratamento após um ataque aéreo a garagens ter provocado um incêndio.
Zaporizhzhia, uma importante cidade industrial perto da linha da frente no sul do país, é alvo de ataques quase diários de drones e mísseis russos.
Israel diz ter cessado fogo na campanha contra o Irão
Mercados chineses fecham em alta com alívio após cessar-fogo
O índice de referência da Bolsa de Xangai avançou 2,69%, somando 104,83 pontos, para 3.995. O índice de Shenzhen valorizou 4,79%, ao ganhar 642,09 pontos, encerrando nos 14.042,5.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subia 2,80% pelas 15:20 (08:20, em Lisboa).
A subida dos mercados reflete o alívio dos investidores perante a perspetiva de uma resolução do conflito no Médio Oriente, após Teerão e Washington terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas.
c/ Lusa
Von der Leyen saúda cessar-fogo por trazer "necessária redução das tensões"
"Congratulo-me com o cessar-fogo de duas semanas acordado ontem [terça-feira] à noite entre os Estados Unidos e o Irão. Traz uma tão necessária redução das tensões", afirmou Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.
Portugal saúda acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão
Numa mensagem publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português agradece a mediação do Paquistão, assim como "os esforços de todos os seus parceiros nas negociações".
O Governo português saúda o acordo de cessar-fogo e de abertura do estreito de Ormuz alcançado pelos Estados Unidos e Irão. Portugal agradece a mediação do Paquistão e, bem assim, os esforços de todos os seus parceiros nas negociações.
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) April 8, 2026
Este é um primeiro passo determinante para…
c/ Lusa
Macron aplaude cessar-fogo e pede que inclua "plenamente" o Líbano
"Esperamos, nos próximos dias e semanas, que possa ser plenamente respeitado em toda a região e permita que se realizem negociações que, tal como a França defende desde 2018, permitam resolver de forma duradoura as questões nucleares, balísticas e regionais relacionadas com o Irão", afirmou no início de um Conselho de Defesa na terça-feira.
"O nosso desejo é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano" a longo prazo, acrescentou.
Cessar-fogo entre Washington e Teerão representa recuo à beira do abismo, diz UE
"O acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão representa um recuo à beira do abismo, após semanas de escalada", reagiu Kaja Kallas, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.
A Alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança salientou que o cessar-fogo "cria uma oportunidade muito necessária para reduzir as ameaças, parar os mísseis, retomar a navegação marítima e abrir espaço para a diplomacia rumo a um acordo duradouro", vincando que o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado e crucial para o comércio mundial de petróleo, "deve voltar a estar aberto".
c/ Lusa
Cessar-fogo. EUA e Irão afirmam-se ambos vencedores
Uma trégua de duas semanas. Assim se espera depois de os Estados Unidos e o Irão acordarem um cessar-fogo. O anúncio chegou por uma mensagem de Donald Trump, nas redes sociais, quando estava quase a expirar-se o prazo do ultimato do presidente norte-americano.
Médio Oriente. Os pontos que vão estar em negociação a partir de sexta-feira
As negociações entre o Irão e os Estados Unidos para pôr fim à guerra arrancam sexta-feira em Islamabad - a capital do Paquistão. Negociações que têm como base uma proposta com 10 pontos, feita pelo governo iraniano e enviado a Washington através da mediação paquistanesa.
Luís Peixoto – RTP Antena 1
Chefe da NATO vai encontrar-se hoje com Trump
“Ele vem ter comigo na quarta-feira, como sabem. É um tipo fantástico. O secretário-geral é genial”, afirmou na segunda-feira Donald Trump, que criticou duramente os europeus pela sua recusa em ajudar os Estados Unidos e Israel na ofensiva contra o Irão.
Rutte será também recebido pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e pelo ministro da Defesa, Pete Hegseth.
Segundo um responsável da Aliança Atlântica citado pela AFP, esta visita aos Estados Unidos estava prevista “há muito tempo”.
Preço do gás europeu cai 20% na abertura dos mercados
Trump diz que EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que os Estados Unidos ajudarão a gerir o "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz, após ter anunciado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.
Numa mensagem publicada na Truth Social, a rede social que lhe pertence, o inquilino da Casa Branca reafirmou que haverá "muitas ações positivas" e que "se ganhará muito dinheiro", sem concretizar como a Administração norte-americana irá atuar no estreito, nem explicar essas ações, sobretudo perante a declaração de Teerão, segundo a qual continuará a "coordenar" o escoamento do petróleo no Golfo.
Após o anúncio do acordo de cessação das hostilidades, Teerão garantiu que, durante as próximas duas semanas, permitirá a "passagem segura" através de Ormuz, "em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", segundo o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, na rede social X.
"Um grande dia para a paz mundial", começou por anunciar Trump nesta mensagem, insistindo que podem vir a ser feitos "fornecimentos de todo o tipo" e que os EUA "ficarão por lá" - no Estreito de Ormuz - para garantir que "tudo corre bem", mais uma vez, sem concretizar.
Trump considerou ainda que o Irão já pode iniciar o seu "processo de reconstrução" e que esta nova etapa na região poderá tornar-se na "era dourada do Médio Oriente".
A notícia do acordo temporário e das negociações que terão início a 10 de abril em Islamabade, no Paquistão, provocou subidas acentuadas nas bolsas asiáticas e a queda abrupta do preço do petróleo para menos de 100 dólares por barril.
Papa Francisco apela ao fim das hostilidades contra a população iraniana
O Papa Francisco condenou hoje as ameaças de Donald Trump contra o Irão, rotulando-as de 'inaceitáveis'.
Washington anuncia libertação de jornalista norte-americana sequestrada em Bagdade
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou na terça-feira a libertação da jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que tinha sido sequestrada na semana passada por uma organização terrorista em Bagdade, no Iraque.
Rubio agradeceu, numa mensagem na sua conta oficial do X, ao Departamento de Guerra e ao Conselho Supremo Judicial iraquiano por "ajudarem a garantir a libertação".
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos confirmou que Kittleson tinha sido detida pela organização terrorista Kata`ib Hezballah, no passado dia 31 de março, enquanto circulava pelas ruas da capital iraquiana.
Antes do anúncio de Rubio, o porta-voz e responsável pela segurança do grupo, Abu Mujahid al Aasaf, indicou num comunicado divulgado no seu canal na rede de mensagens Telegram que, "em reconhecimento da postura patriótica do primeiro-ministro cessante (Mohamed Shia al Sudani)", a Kata`ib Hezballah decidiu "libertar a acusada norte-americana, Shelly Kittleson, com a condição de que abandone o país imediatamente".
Al Aasaf advertiu ainda que a "iniciativa não se repetirá nos próximos dias", dado que o grupo se encontra atualmente num "estado de guerra travada pelo inimigo sionista-americano contra o Islão".
A Kata`ib Hizbulá faz parte das Forças de Mobilização Popular (FMP), um grupo que opera sob os auspícios do Governo iraquiano, mas mantém fortes laços com o Irão e é considerado uma das milícias mais poderosas do Iraque.
Kittleson, que vive em Itália, é uma jornalista independente que já trabalhou em várias zonas de conflito, como o Afeganistão e a Síria, e colaborou com meios de comunicação como a agência italiana ANSA e o jornal digital norte-americano "Al Monitor".
O Iraque concentra 10% dos 90 jornalistas desaparecidos em todo o mundo e, antes do sequestro de Kittleson, dois jornalistas estrangeiros e sete iraquianos estavam desaparecidos no país, todos confirmados ou suspeitos de terem sido sequestrados.
O último jornalista norte-americano sequestrado foi Steven Sotloff, que foi capturado na Síria em 2013 e assassinado em 2014, segundo o CPJ.
Israel afirma que respeitará o cessar-fogo
Israel afirmou hoje apoiar a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, no âmbito de um acordo de cessar-fogo que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz.
"Israel apoia a decisão do Presidente Trump de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, desde que o Irão reabra imediatamente o estreito e ponha fim a todos os ataques contra os Estados Unidos, Israel e os países da região", declarou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, num comunicado.
"Israel apoia igualmente os esforços dos Estados Unidos para garantir que o Irão deixe de representar uma ameaça nuclear, balística e terrorista para a América, Israel, os vizinhos árabes do Irão e o mundo", acrescentou o texto.
Israel respeitará o acordo alcançado entre Estados Unidos e Irão, que prevê o início de um cessar-fogo e o adiamento, por duas semanas, do ultimato norte-americano contra infraestruturas iranianas, segundo fonte citada pelo jornal israelita Haaretz.
A publicação indicou que "uma fonte israelita", não identificada, afirmou que Telavive "respeitará o cessar-fogo com o Irão", embora persistam preocupações quanto ao acordo anunciado na madrugada de hoje.
Segundo o jornal, a fonte referiu que Israel gostaria de "ter alcançado mais objetivos na guerra" antes da entrada em vigor do cessar-fogo.
Em contramão com esta informação, o jornal israelita The Times of Israel citou sem identificar um responsável de segurança de Israel, segundo o qual, apesar do anúncio de cessar-fogo a Força Aérea israelita continua a realizar ataques no Irão.
Trump anunciou nas redes sociais que decidiu adiar por duas semanas o ataque contra infraestruturas críticas iranianas que tinha ameaçado executar hoje, caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.
A Casa Branca confirmou na rede social X o anúncio de Trump.
"Com base nas conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria enviada esta noite para o Irão, e desde que a República Islâmica do Irão concorde com a ABERTURA TOTAL, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas", anunciou o Presidente norte-americano num comunicado da Casa Branca.
"Este será um CESSAR-FOGO mútuo! A razão para tal é que já atingimos e excedemos todos os objetivos militares, e estamos muito avançados num Acordo definitivo relativo à PAZ a longo prazo com o Irão e à PAZ no Médio Oriente", acrescentou.
"Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irão e acreditamos que é uma base viável para negociar. Quase todos os vários pontos de discórdia do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irão, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", avançou ainda Trump no comunicado.
"Em nome dos Estados Unidos da América, na qualidade de Presidente, e também em representação dos países do Médio Oriente, é uma honra ver este problema de longa data perto de ser resolvido", concluiu.
A posição de Teerão foi divulgada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Aragchi, que garantiu que será possível "a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz durante o período de duas semanas, na sequência do acordo com os EUA.
"Em resposta ao pedido fraterno do primeiro-ministro [paquistanês, Shehbaz] Sharif", e "tendo em conta o pedido dos EUA para que se realizem negociações com base na sua proposta de 15 pontos, bem como o anúncio do Presidente dos EUA sobre a aceitação do quadro geral da proposta de 10 pontos do Irão como base para as negociações, declaro, em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão: se os ataques contra o Irão forem interrompidos, as nossas poderosas Forças Armadas cessarão as operações defensivas", anunciou Aragchi.
"Durante um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em devida consideração as limitações técnicas", acrescentou o chefe diplomacia iraniana.
O Irão adiantou que haverá negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, a partir de 10 de abril e durante as duas semanas em que vigorar o cessar das hostilidades.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou o cessar-fogo de duas semanas acordado entre o Irão e os Estados Unidos e anunciou que a suspensão das hostilidades entra em vigor de imediato.
"Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos da América, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todos os locais, incluindo o Líbano e outros locais, COM EFEITO IMEDIATO", afirmou Sharif na rede social X.
O líder paquistanês referiu que espera que as delegações de ambos os países participem numa ronda de negociações em Islamabad esta sexta-feira para negociar um "acordo definitivo que resolva todas as disputas", tal como o Irão já tinha antecipado.
Islamabad assegurou que o cessar-fogo abrange também o Líbano, onde Israel conduz operações militares contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah.
Acordo entre EUA e Irão para duas semanas de cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz
Os dois países acordaram em fazer um cessar-fogo de duas semanas. Sexta-feira começam negociações, mediadas pelo Paquistão.
Os iranianos exigem o controlo de navegação do Estreito de Ormuz, o fim dos ataques dos Estados Unidos, a retirada das forças de combate norte-americanas e o descongelamento de ativos iranianos.
Vinte por cento do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Depois do anúncio do cessar-fogo, o preço do petróleo baixou e o barril de Brent referência para a Europa passou a ser negociado a 95 dólares.
Horas antes do acordo, China e Rússia vetaram a proposta do Bharein no Conselho de Segurança das Nações Unidas para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Também horas antes, os Estados Unidos atacaram alvos militares na ilha de Kharg, no Irão junto ao estreito de Ormuz.
Foram atingidos mais de 50 alvos militares na ilha que alberga o maior terminal de exportação de petróleo do Irão, responsável por cerca de 90 por cento das exportações de crude do país.