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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Acordo entre EUA e Irão para duas semanas de cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz. Israel apoia Trump

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Acordo entre EUA e Irão para duas semanas de cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz. Israel apoia Trump

Os dois países acordaram em fazer um cessar-fogo de duas semanas. Sexta-feira começam negociações, mediadas pelo Paquistão. Depois do anúncio do acordo, o preço do petróleo baixou e o barril de Brent referência para a Europa passou a ser negociado a 95 dólares.

Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

População sai à rua para festejar em Teerão depois do anúncio de cessar-fogo Majid Asgaripour/WANA via Reuters

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RTP /

Costa satisfeito com cessar-fogo insta Washington e Teerão a procurarem "paz sustentável"

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou hoje o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente, pedindo que seja respeitado com vista a uma "paz sustentável" na região.

"Acolho com satisfação o anúncio, por parte dos Estados Unidos e do Irão, de um cessar-fogo de duas semanas. Exorto todas as partes a respeitarem os seus termos, a fim de alcançar uma paz sustentável na região", escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.

Reagindo ao anúncio da madrugada de hoje, o antigo primeiro-ministro português apontou que a União Europeia "está pronta para apoiar os esforços em curso e mantém-se em contacto próximo com os seus parceiros na região".

c/ Lusa
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RTP /

Iraque reabre o seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra

O Iraque anunciou hoje a reabertura do seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, pouco depois de Washington e Teerão terem anunciado um cessar-fogo de duas semanas.

"A Autoridade de Aviação Civil anuncia a reabertura do espaço aéreo iraquiano ao tráfego (...) a partir de hoje, após a estabilização da situação e o regresso às condições normais", afirmou este departamento governamental iraquiano em um comunicado.

Este serviço indicou ainda que "todos os voos civis estão autorizados a serem retomados (...) nos aeroportos do país".

c/ Lusa
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Lusa /

Bolsas europeias em forte alta animadas com trégua da guerra no Médio Oriente

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte alta, depois de alcançado um acordo de cessar-fogo de 15 dias entre Washington e Teerão, período durante o qual o estreito de Ormuz será reaberto e as partes continuarão a negociar.

Cerca das 08:35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 3,62%, para 611,95 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfuer avançavam 2,51%, 4,36% e 4,82%, bem como as de Madrid e Milão que valorizavam 3,30% e 3,66%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,83%, para 9.444,50 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.

O euro também subia, 0,86% para 1,1695 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1595 dólares na terça-feira.

O Governo de Israel anunciou hoje que aceita a trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão anunciada pelo Presidente Donald Trump, mas assegurou que não inclui o Líbano, onde mantém uma frente de guerra aberta.

Trump explicou que seu Governo ajudará a gerir o "tráfego acumulado" no estreito de Ormuz e que com o acordo com o Irão poderia dar-se a "idade de ouro do Médio Oriente".

O acordo provocou a queda do preço do petróleo.

O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, Baixava 13,13%, para 94,92 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, recuava 14,67%, para 96,30 dólares.

O gás natural para entrega em maio no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 16,42%, para 44,52 euros por megawatt-hora (MWh).

Em sentido contrário, nos mercados de metais preciosos, o ouro regista um ganho de 2,35%, com a onça a 4.817,31 dólares, enquanto a prata avança 5,48% para 77,02 dólares a onça.

Esta quarta-feira, a agência estatística Eurostat divulgará o índice de preços da produção (IPP) da zona euro em fevereiro.

Embora em fevereiro ainda se espere que os preços da energia continuem a pesar na evolução homóloga deste índice, a situação mudará drasticamente no mês de março, depois do forte aumento dos preços do gás e do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente.

Na Ásia, as bolsas terminaram hoje em alta: o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu 5,39%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, 6,87%, o índice de referência da bolsa de Xangai 2,69%, o da de Shenzhen 4,79% e o Hang Seng de Hong Kong, que opera hoje pela primeira vez esta semana, avançava 2,80% pouco antes do final da sessão.

Antes do acordo de cessar-fogo, Wall Street fechou na terça-feira mista: o Dow Jones caiu 0,18% e o tecnológico Nasdaq avançou 0,1%.

Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam a esta hora para subidas de 2,30% e 3,24%, respetivamente.

No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a dez anos descia para 2,993%.

Quanto às criptomoedas, a `bitcoin` subia 1,89% para 71.728 dólares.

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RTP /

China diz acolher com agrado o cessar-fogo no Irão

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China disse acolher com agrado os acordos de cessar-fogo no Irão, acrescentando que a China tinha envidado os seus próprios esforços para alcançar uma paz duradoura no Médio Oriente.
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RTP /

Espanha saúda cessar-fogo mas critica EUA

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, saudou o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, mas criticou a Administração Trump, sem a nomear explicitamente, por ter iniciado as hostilidades.

"O Governo espanhol não vai aplaudir aqueles que incendiam o mundo só porque aparecem com um balde de água", escreveu Sánchez na sua conta do X.

Sánchez afirmou que os cessar-fogos são sempre notícias bem-vindas, mas acrescentou que "o alívio momentâneo não deve fazer-nos esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas", apelando ao prevalecimento da "diplomacia, do direito internacional e da paz".
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RTP /

Israel diz ter cessado fogo na campanha contra o Irão

As forças israelitas anunciaram esta quarta-feira que suspenderam as hostilidades contra o Irão, em conformidade com o acordado pelos Estados Unidos no âmbito do cessar-fogo de duas semanas.
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RTP /

Mercados chineses fecham em alta com alívio após cessar-fogo

As bolsas da China continental e de Hong Kong encerraram hoje em forte alta, com ganhos até 4,79%, prolongando o otimismo dos mercados após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos.

O índice de referência da Bolsa de Xangai avançou 2,69%, somando 104,83 pontos, para 3.995. O índice de Shenzhen valorizou 4,79%, ao ganhar 642,09 pontos, encerrando nos 14.042,5.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subia 2,80% pelas 15:20 (08:20, em Lisboa).

A subida dos mercados reflete o alívio dos investidores perante a perspetiva de uma resolução do conflito no Médio Oriente, após Teerão e Washington terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas.

c/ Lusa
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RTP /

Von der Leyen saúda cessar-fogo por trazer "necessária redução das tensões"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou hoje o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente, por implicar a "necessária redução das tensões".

"Congratulo-me com o cessar-fogo de duas semanas acordado ontem [terça-feira] à noite entre os Estados Unidos e o Irão. Traz uma tão necessária redução das tensões", afirmou Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.

Agradecendo ao Paquistão pela sua mediação, a líder do executivo comunitário disse ser "fundamental que as negociações para uma solução duradoura para este conflito continuem".

c/ Lusa
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RTP /

Portugal saúda acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão

O Governo português saudou hoje o acordo de cessar-fogo e de abertura do estreito de Ormuz alcançado na terça-feira pelos Estados Unidos e Irão.

Numa mensagem publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português agradece a mediação do Paquistão, assim como "os esforços de todos os seus parceiros nas negociações".

c/ Lusa
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RTP /

Macron aplaude cessar-fogo e pede que inclua "plenamente" o Líbano

O presidente francês, Emmanuel Macron, qualificou como "uma coisa muito boa" o anúncio do cessar-fogo no Irão, apelando ao seu pleno respeito "nos próximos dias e semanas" e pedindo que inclua "plenamente" o Líbano.

"Esperamos, nos próximos dias e semanas, que possa ser plenamente respeitado em toda a região e permita que se realizem negociações que, tal como a França defende desde 2018, permitam resolver de forma duradoura as questões nucleares, balísticas e regionais relacionadas com o Irão", afirmou no início de um Conselho de Defesa na terça-feira.

"O nosso desejo é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano" a longo prazo, acrescentou.
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RTP /

Cessar-fogo entre Washington e Teerão representa recuo à beira do abismo, diz UE

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) considerou hoje que o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente "representa um recuo à beira do abismo" e "cria oportunidades".

"O acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão representa um recuo à beira do abismo, após semanas de escalada", reagiu Kaja Kallas, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.

A Alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança salientou que o cessar-fogo "cria uma oportunidade muito necessária para reduzir as ameaças, parar os mísseis, retomar a navegação marítima e abrir espaço para a diplomacia rumo a um acordo duradouro", vincando que o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado e crucial para o comércio mundial de petróleo, "deve voltar a estar aberto".

c/ Lusa
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RTP Antena 1 /

Cessar-fogo. EUA e Irão afirmam-se ambos vencedores

Uma trégua de duas semanas. Assim se espera depois de os Estados Unidos e o Irão acordarem um cessar-fogo. O anúncio chegou por uma mensagem de Donald Trump, nas redes sociais, quando estava quase a expirar-se o prazo do ultimato do presidente norte-americano.

Reuters

Teerão vai permitir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz durante a trégua.
Oriana Barcelos - RTP Antena 1

Mas o gabinete de Benjamin Netanyahu veio de imediato afirmar que o Líbano não está incluído neste acordo de cessar-fogo.

O Paquistão, mediador principal do conflito, afirma que a suspensão dos confrontos é imediata e ambos - Estados unidos e Irão - declararam-se vencedores neste conflito. 

Um acordo que já foi congratulado por vários atores políticos internacionais.

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RTP Antena 1 /

Médio Oriente. Os pontos que vão estar em negociação a partir de sexta-feira

As negociações entre o Irão e os Estados Unidos para pôr fim à guerra arrancam sexta-feira em Islamabad - a capital do Paquistão. Negociações que têm como base uma proposta com 10 pontos, feita pelo governo iraniano e enviado a Washington através da mediação paquistanesa.

Foto: Nathan Howard - Reuters

Entre os vários pontos está a coordenação da navegação do Estreito de Ormuz com as forças armadas do Irão, fim da guerra com o Irão e grupos pró iranianos, retirada das forças militares norte-americanas da região, entre outros.

Luís Peixoto – RTP Antena 1

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RTP /

Chefe da NATO vai encontrar-se hoje com Trump

O chefe da NATO, Mark Rutte, vai encontrar-se esta quarta-feira em Washington com Donald Trump, que ameaçou abandonar a Aliança Atlântica na sequência de um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.

“Ele vem ter comigo na quarta-feira, como sabem. É um tipo fantástico. O secretário-geral é genial”, afirmou na segunda-feira Donald Trump, que criticou duramente os europeus pela sua recusa em ajudar os Estados Unidos e Israel na ofensiva contra o Irão.

Rutte será também recebido pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e pelo ministro da Defesa, Pete Hegseth.

Segundo um responsável da Aliança Atlântica citado pela AFP, esta visita aos Estados Unidos estava prevista “há muito tempo”.
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RTP /

Preço do gás europeu cai 20% na abertura dos mercados

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Lusa /

Trump diz que EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que os Estados Unidos ajudarão a gerir o "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz, após ter anunciado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.

Annabelle Gordon - AFP

Numa mensagem publicada na Truth Social, a rede social que lhe pertence, o inquilino da Casa Branca reafirmou que haverá "muitas ações positivas" e que "se ganhará muito dinheiro", sem concretizar como a Administração norte-americana irá atuar no estreito, nem explicar essas ações, sobretudo perante a declaração de Teerão, segundo a qual continuará a "coordenar" o escoamento do petróleo no Golfo.

Após o anúncio do acordo de cessação das hostilidades, Teerão garantiu que, durante as próximas duas semanas, permitirá a "passagem segura" através de Ormuz, "em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", segundo o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, na rede social X.

"Um grande dia para a paz mundial", começou por anunciar Trump nesta mensagem, insistindo que podem vir a ser feitos "fornecimentos de todo o tipo" e que os EUA "ficarão por lá" - no Estreito de Ormuz - para garantir que "tudo corre bem", mais uma vez, sem concretizar.

Trump considerou ainda que o Irão já pode iniciar o seu "processo de reconstrução" e que esta nova etapa na região poderá tornar-se na "era dourada do Médio Oriente".

A notícia do acordo temporário e das negociações que terão início a 10 de abril em Islamabade, no Paquistão, provocou subidas acentuadas nas bolsas asiáticas e a queda abrupta do preço do petróleo para menos de 100 dólares por barril.

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RTP /

Papa Francisco apela ao fim das hostilidades contra a população iraniana

O Papa Francisco condenou hoje as ameaças de Donald Trump contra o Irão, rotulando-as de 'inaceitáveis'.

Numa corrida contra o tempo, antes do fim do prazo previsto, o líder da Igreja Católica dirigiu-se à comunidade internacional com um pedido desesperado de paz, exigindo que os governantes se unam para cessar as hostilidades de imediato.
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Lusa /

Washington anuncia libertação de jornalista norte-americana sequestrada em Bagdade

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou na terça-feira a libertação da jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que tinha sido sequestrada na semana passada por uma organização terrorista em Bagdade, no Iraque.

Rede Social: Instragram @Shelly Kittleson

Rubio agradeceu, numa mensagem na sua conta oficial do X, ao Departamento de Guerra e ao Conselho Supremo Judicial iraquiano por "ajudarem a garantir a libertação".

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos confirmou que Kittleson tinha sido detida pela organização terrorista Kata`ib Hezballah, no passado dia 31 de março, enquanto circulava pelas ruas da capital iraquiana.

Antes do anúncio de Rubio, o porta-voz e responsável pela segurança do grupo, Abu Mujahid al Aasaf, indicou num comunicado divulgado no seu canal na rede de mensagens Telegram que, "em reconhecimento da postura patriótica do primeiro-ministro cessante (Mohamed Shia al Sudani)", a Kata`ib Hezballah decidiu "libertar a acusada norte-americana, Shelly Kittleson, com a condição de que abandone o país imediatamente".

Al Aasaf advertiu ainda que a "iniciativa não se repetirá nos próximos dias", dado que o grupo se encontra atualmente num "estado de guerra travada pelo inimigo sionista-americano contra o Islão".

A Kata`ib Hizbulá faz parte das Forças de Mobilização Popular (FMP), um grupo que opera sob os auspícios do Governo iraquiano, mas mantém fortes laços com o Irão e é considerado uma das milícias mais poderosas do Iraque.

Kittleson, que vive em Itália, é uma jornalista independente que já trabalhou em várias zonas de conflito, como o Afeganistão e a Síria, e colaborou com meios de comunicação como a agência italiana ANSA e o jornal digital norte-americano "Al Monitor".

O Iraque concentra 10% dos 90 jornalistas desaparecidos em todo o mundo e, antes do sequestro de Kittleson, dois jornalistas estrangeiros e sete iraquianos estavam desaparecidos no país, todos confirmados ou suspeitos de terem sido sequestrados.

O último jornalista norte-americano sequestrado foi Steven Sotloff, que foi capturado na Síria em 2013 e assassinado em 2014, segundo o CPJ.

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Lusa /

Israel afirma que respeitará o cessar-fogo

Israel afirmou hoje apoiar a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, no âmbito de um acordo de cessar-fogo que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz.

Avi Ohayon - EPA

"Israel apoia a decisão do Presidente Trump de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, desde que o Irão reabra imediatamente o estreito e ponha fim a todos os ataques contra os Estados Unidos, Israel e os países da região", declarou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, num comunicado.

"Israel apoia igualmente os esforços dos Estados Unidos para garantir que o Irão deixe de representar uma ameaça nuclear, balística e terrorista para a América, Israel, os vizinhos árabes do Irão e o mundo", acrescentou o texto.

Israel respeitará o acordo alcançado entre Estados Unidos e Irão, que prevê o início de um cessar-fogo e o adiamento, por duas semanas, do ultimato norte-americano contra infraestruturas iranianas, segundo fonte citada pelo jornal israelita Haaretz.

A publicação indicou que "uma fonte israelita", não identificada, afirmou que Telavive "respeitará o cessar-fogo com o Irão", embora persistam preocupações quanto ao acordo anunciado na madrugada de hoje.

Segundo o jornal, a fonte referiu que Israel gostaria de "ter alcançado mais objetivos na guerra" antes da entrada em vigor do cessar-fogo.

Em contramão com esta informação, o jornal israelita The Times of Israel citou sem identificar um responsável de segurança de Israel, segundo o qual, apesar do anúncio de cessar-fogo a Força Aérea israelita continua a realizar ataques no Irão.

Trump anunciou nas redes sociais que decidiu adiar por duas semanas o ataque contra infraestruturas críticas iranianas que tinha ameaçado executar hoje, caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

A Casa Branca confirmou na rede social X o anúncio de Trump.

"Com base nas conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria enviada esta noite para o Irão, e desde que a República Islâmica do Irão concorde com a ABERTURA TOTAL, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas", anunciou o Presidente norte-americano num comunicado da Casa Branca.

"Este será um CESSAR-FOGO mútuo! A razão para tal é que já atingimos e excedemos todos os objetivos militares, e estamos muito avançados num Acordo definitivo relativo à PAZ a longo prazo com o Irão e à PAZ no Médio Oriente", acrescentou.

"Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irão e acreditamos que é uma base viável para negociar. Quase todos os vários pontos de discórdia do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irão, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", avançou ainda Trump no comunicado.

"Em nome dos Estados Unidos da América, na qualidade de Presidente, e também em representação dos países do Médio Oriente, é uma honra ver este problema de longa data perto de ser resolvido", concluiu.

A posição de Teerão foi divulgada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Aragchi, que garantiu que será possível "a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz durante o período de duas semanas, na sequência do acordo com os EUA.

"Em resposta ao pedido fraterno do primeiro-ministro [paquistanês, Shehbaz] Sharif", e "tendo em conta o pedido dos EUA para que se realizem negociações com base na sua proposta de 15 pontos, bem como o anúncio do Presidente dos EUA sobre a aceitação do quadro geral da proposta de 10 pontos do Irão como base para as negociações, declaro, em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão: se os ataques contra o Irão forem interrompidos, as nossas poderosas Forças Armadas cessarão as operações defensivas", anunciou Aragchi.

"Durante um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em devida consideração as limitações técnicas", acrescentou o chefe diplomacia iraniana.

O Irão adiantou que haverá negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, a partir de 10 de abril e durante as duas semanas em que vigorar o cessar das hostilidades.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou o cessar-fogo de duas semanas acordado entre o Irão e os Estados Unidos e anunciou que a suspensão das hostilidades entra em vigor de imediato.

"Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos da América, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todos os locais, incluindo o Líbano e outros locais, COM EFEITO IMEDIATO", afirmou Sharif na rede social X.

O líder paquistanês referiu que espera que as delegações de ambos os países participem numa ronda de negociações em Islamabad esta sexta-feira para negociar um "acordo definitivo que resolva todas as disputas", tal como o Irão já tinha antecipado.

Islamabad assegurou que o cessar-fogo abrange também o Líbano, onde Israel conduz operações militares contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah.

 

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Negociação nas últimas horas do ultimato dado por Trump
RTP /

Acordo entre EUA e Irão para duas semanas de cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz

Os dois países acordaram em fazer um cessar-fogo de duas semanas. Sexta-feira começam negociações, mediadas pelo Paquistão.

O acordo foi conseguido com uma série de condições do Irão e dos Estados Unidos. Trump exigiu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. O Irão apresentou dez exigências como base para a negociação.

Os iranianos exigem o controlo de navegação do Estreito de Ormuz, o fim dos ataques dos Estados Unidos, a retirada das forças de combate norte-americanas e o descongelamento de ativos iranianos.



Os Estados Unidos impuseram a reabertura imediata do estreito de Ormuz e Donald Trump assegurou que vai ajudar a descongestionar o estreito de Ormuz e a repor a normal circulação de navios.

Vinte por cento do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Depois do anúncio do cessar-fogo, o preço do petróleo baixou e o barril de Brent referência para a Europa passou a ser negociado a 95 dólares.

O presidente dos Estados Unidos justifica o acordo. Donald Trump explica que os objetivos militares já foram excedidos e adianta que foi aberto caminho para um acordo de paz a longo prazo, incluindo para toda a região do Médio Oriente.

Horas antes do acordo, China e Rússia vetaram a proposta do Bharein no Conselho de Segurança das Nações Unidas para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Também horas antes, os Estados Unidos atacaram alvos militares na ilha de Kharg, no Irão junto ao estreito de Ormuz.

Foram atingidos mais de 50 alvos militares na ilha que alberga o maior terminal de exportação de petróleo do Irão, responsável por cerca de 90 por cento das exportações de crude do país.
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