Administração Trump dá primeiro `briefing` ao Congresso sobre ataques ao Irão

Os principais funcionários da administração Trump informaram quinta-feira os legisladores sobre a decisão do Presidente de bombardear instalações nucleares iranianas, enquanto foram questionados sobre a eficácia do ataque e um potencial envolvimento militar da América no Médio Oriente.

Lusa /

O diretor da CIA, John Ratcliffe, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Defesa Pete Hegseth e o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, estiveram presentes no `briefing` confidencial aos senadores, inicialmente previsto para terça-feira.

Os republicanos que saíram do briefing afirmaram que era evidente que o programa nuclear do Irão tinha sofrido um retrocesso significativo, enquanto alguns democratas manifestaram ceticismo quanto à extensão dos danos.

 "Sem qualquer informação confidencial, penso que é seguro dizer que desferimos um grande golpe, juntamente com os nossos amigos em Israel, contra o programa nuclear do Irão", adiantou o senador republicano Tom Cotton.

Já o senador Chris Murphy, democrata, saiu do `briefing` afirmando que "ainda há uma capacidade significativa remanescente".

A sessão foi realizada no momento em que os senadores avaliaram o seu apoio a uma resolução que afirma que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve obter autorização do Congresso antes de lançar mais ações militares contra o Irão.

Uma votação sobre essa resolução pode ocorrer ainda hoje.

"Os senadores merecem total transparência e a administração tem a obrigação legal de informar o Congresso com precisão sobre o que está a acontecer", disse o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova Iorque.

Após o ataque dos Estados Unidos com bombas `antibunker`, Trump anunciou um cessar-fogo entre as partes.

Na operação "Midnight Hammer", participaram cerca de 125 aviões, entre os quais bombardeiros B-2 que lançaram bombas `antibunker` de 13.600 quilos sobre duas unidades iranianas de enriquecimento de urânio consideradas essenciais, Fordo e Natanz, ao passo que um submarino disparou mísseis Tomahawk sobre a central nuclear de Isfahan, indicou o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o general Dan Caine.

Num relato das cerca de 36 horas de duração da operação, o general Dan Caine disse que esta foi "o culminar de mais de 15 anos de desenvolvimento e testes" para conseguir penetrar em instalações como Fordo, várias dezenas de metros abaixo do solo.

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