Rússia mantém "firme disposição" para ajudar na resolução do conflito
O MNE russo "enfatizou a importância de prevenir a recorrência de confrontos armados e confirmou mais uma vez a firme disposição da Rússia em auxiliar na resolução da crise, que não tem solução militar".
O comunicado do Ministério foi revelado após a conversa telefónica entre o ministro russo e o ministro iraniano.
Moscovo acrescenta ainda que Araqchi relatou a Lavrov os detalhes das negociações falhadas entre os Estados Unidos e o Irão no Paquistão no último fim de semana.
EUA alcançaram muitos progressos nas negociações com o Irão, afirma JD Vance
Em entrevista à Fox News, JD Vance afirmou que a possibilidade de novas negociações depende do Irão e acrescentou que espera por parte de Teerão avanços na abertura do Estreito de Ormuz.
Abril pode ser pior do que março para o setor da energia, diz AIE
O mês de abril "deverá ser ainda pior do que março" para o setor da energia, mesmo que a guerra no Irão encontre rapidamente uma conclusão, alertou hoje o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
Enquanto alguns navios conseguiram em março entregar a sua carga que tinha sido "carregada antes do início da crise (...) Nada pôde ser carregado" este mês no Golfo, declarou Birol numa conferência de imprensa.
O responsável da AIE falava na sequência de um encontro com a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o presidente do Banco Mundial (BM), Ajay Banga, para coordenar a sua resposta face ao impacto da guerra no Irão sobre a economia mundial.
"Trata-se da mais importante crise energética da história. E ela diz respeito ao petróleo e ao gás natural, mas também a outros produtos básicos essenciais, como os fertilizantes, os produtos petroquímicos ou ainda o hélio", referiu o diretor da AIE.
Face a esta situação, as três organizações internacionais, que hoje se reuniram querem "partilhar [as suas] capacidades de avaliação para acompanhar não apenas a crise, mas também como os países estão a responder", salientou por seu lado Kristalina Georgieva.
Nesse sentido, o Fundo e o Banco recordaram estar em condições de desembolsar cada um, no mínimo, 20 mil milhões de dólares para ajudar os países mais afetados.
"Se a crise continuar, iremos redirecionar outros projetos, o que nos permitiria disponibilizar, nos próximos seis meses, um total de 50 a 60 mil milhões de dólares", assegurou por sua vez Ajay Banga, relativamente às capacidades de financiamento do BM.
Ainda mais considerando que a crise deverá persistir mesmo após o conflito terminar, devido aos "danos nas infraestruturas" petrolíferas e gasistas dos países do Golfo, avisou Georgieva.
Segundo a AIE, mais de um terço das infraestruturas energéticas dos países do Golfo foram gravemente danificadas durante o conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel sobre o Irão, à qual Teerão respondeu, nomeadamente, bloqueando o estreito de Ormuz.
No entanto, Fatih Birol mostrou-se otimista, lembrando que mais de 80% das reservas estratégicas mundiais ainda estavam disponíveis.
Este responsável também apelou aos países para "não imporem restrições às exportações" e agir como "membros responsáveis da comunidade internacional".
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o bloqueio do estreito de Ormuz, após negociações de paz falhadas com o Irão, em Islamabade, no Paquistão e ameaçou hoje "eliminar imediatamente" qualquer navio iraniano que ignore o bloqueio das forças armadas norte-americanas naquela estratégica via marítima, por onde passa um quinto da produção de petróleo.
"Aviso: Se algum destes navios se aproximar minimamente do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, utilizando o mesmo sistema de neutralização que empregamos contra os traficantes de droga em embarcações em alto mar. É rápido e brutal", afirmou, o Presidente dos Estados Unidos numa mensagem publicada na sua rede social.
A cotação do barril Brent para entrega em junho terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 4,36%, a roçar cem dólares (99,36), pelo aumento do receio de agravamento da situação no Estrito de Ormuz.
Netanyahu exorta Europa a "fazer guerra pelo bem" e por "obrigação moral"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reivindicou hoje ter infligido, com apoio norte-americano, "o golpe mais duro" da história do regime iraniano e exortou os países europeus a juntarem-se a esta "guerra pelo bem", por "obrigação moral".
Falando em Jerusalém no memorial de Yad Vashem, na abertura das cerimónias em memória das vítimas do Holocausto, Netanyahu defendeu que "no momento da verdade, é preciso ir à guerra pelo bem, pela vida" e que a Europa "jurou defender o bem após a [2ª Grande] Guerra".
A Europa "tem uma profunda obrigação moral", mas "perdeu o controlo da sua identidade, dos seus valores, da sua obrigação de proteger a civilização da barbárie", mas "Israel não esqueceu este mandamento cristão", argumentou.
"Estamos a defender a Europa, uma Europa que esqueceu tantas coisas desde o Holocausto", adiantou Netanyahu, reivindicando estar a "defender o mundo inteiro" com o Presidente norte-americano, Donald Trump.
Nos ataques iniciados a 28 de fevereiro contra o Irão, referiu, "Israel está ao lado dos Estados Unidos na vanguarda do mundo livre", e a Europa "pode aprender muito" com estes dois países "e, acima de tudo, o mais importante: distinguir o bem do mal".
Israel assinala o seu Dia da Memória do Holocausto de segunda-feira à noite a terça-feira, em homenagem aos seis milhões de judeus assassinados pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.
Na sua intervenção no Yad Vashem, Netanyahu contratulou-se por ter "desferido ao regime de terror iraniano o golpe mais duro da sua história".
"Se não tivéssemos agido, nomes como Natanz, Fordo, Isfahan (...) poderiam ter ficado para sempre associados à infâmia, tal como Auschwitz, Treblinka, Majdanek e Sobibor", afirmou o líder israelita, comparando as instalações nucleares iranianas aos campos de concentração nazis.
As comemorações oficiais, organizadas todos os anos em abril ou maio, segundo o calendário hebraico, tiveram início num contexto de frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, mais de um mês após o início da guerra no Médio Oriente.
UE planeia mais subsídios aos combustíveis para combater os picos de preços
Papa responde a Trump. Leão XIV diz não ter medo do Governo americano
Leão XIV diz que não tem medo do Governo norte-americano. A resposta surge depois das críticas de Donald Trump.
Pouco depois, Donald Trump publicou uma imagem nas redes sociais em aparenta ser retratado como Jesus, mas veio esclarecer que a representação é de um médico da Cruz Vermelha.
Bloqueio em Ormuz. Trump ameaça navios iranianos com "eliminação imediata"
O bloqueio norte-americano no Estreito de Ormuz entrou em vigor mas, ao mesmo tempo, Donald Trump revelou que recebeu um novo contacto de Teerão com vista a negociar um acordo.
AIE pronta para recorrer novamente às reservas mundiais de petróleo se necessário
A AIE, composta por 32 membros, concordou no mês passado em libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas, a maior libertação coordenada de sempre, numa tentativa de acalmar os mercados petrolíferos.
"Espero, espero sinceramente, que não precisemos de o fazer, mas se for necessário, estamos prontos para agir", afirmou Birol.
Trump afirma que Irão quer chegar a acordo
Segundo o presidente norte-americano, o Irão "telefonou esta manhã" e "gostaria de chegar a um acordo".
"O Irão não terá uma arma nuclear", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca. "Não podemos permitir que um país pratique chantagem ou extorção sobre o mundo".
Trump declarou ainda que as negociações chegaram a um impasse relacionado com questões nucleares e que tinha começado um "bloqueio" dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Hezbollah pede cancelamento das negociações previstas para amanhã entre Líbano e Israel
Num discurso transmitido na televisão libanesa, Qassem afirmou que o grupo armado continuará a enfrentar os ataques israelitas contra o Líbano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Líbano tinha afirmado, por sua vez, que Beirute utilizaria as negociações de terça-feira para pressionar por um cessar-fogo na guerra.
Israel convoca embaixador italiano após comentários sobre ataques no Líbano
O chefe da diplomacia italiana apelou ao diálogo entre o Líbano e Israel e a um "cessar-fogo necessário e duradouro", acrescentando que "é preciso a todo o custo evitar uma nova escalada como a de Gaza".
Crise prolongada no Estreito de Ormuz pode provocar catástrofe agroalimentar, avisa ONU
O economista-chefe da FAO, Maximo Torero, afirmou que os países mais pobres são os mais expostos.
Irão diz que Trump vai fracassar se tentar interferir militarmente no Estreito de Ormuz
O responsável declarou ainda que Donald Trump irá fracassar em qualquer tentativa de interferência militar no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã.
UE gastou mais 22 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis devido à guerra
A União Europeia (UE) gastou mais 22 mil milhões de euros do que o habitual em importações de combustíveis fósseis devido à guerra no Irão, indicou hoje um comissário europeu, que prometeu apresentar medidas para o setor na próxima semana.
"44 dias de conflito no Médio Oriente. Mais 22 mil milhões de euros na nossa conta de combustíveis fósseis", escreveu o comissário europeu para a Energia e Ambiente, Dan Jørgensen, numa publicação na rede social Instagram.
O comissário afirmou que este é o momento de proteger "quem precisa", de "mudar o rumo das coisas" e garantir que a UE se torna "verdadeiramente independente em termos energéticos".
"Na próxima semana, iremos apresentar novas medidas para responder à crise energética", anunciou o comissário.
Numa imagem a acompanhar esta publicação, Dan Jørgensen defende que a "única maneira" de a UE deixar de ter crises energéticas é garantir uma "transição para fontes limpas produzidas localmente" e "eletrificar a sua economia".
Em 31 de março, a Comissão Europeia já tinha anunciado que, desde o início da guerra no Irão, a UE tinha gasto mais 14 mil milhões de euros do que o habitual com a importação de combustíveis fósseis.
Futuro vice do BCE diz que atuais preços da energia não deverão influenciar inflação
Citado pela estação N1, Vujcic referiu ainda que o choque energético continua a ser de fraca intensidade devido ao cessar-fogo de duas semanas na guerra entre os EUA e o Irão, mas que o mercado poderá ser afetado se a guerra se intensificar.
China considera cessar-fogo entre EUA e Irão "muito frágil"
Wang fez estas declarações durante uma conversa telefónica com o seu homólogo paquistanês, Mohammad Ishaq Dar, a quem transmitiu que a prioridade é impedir o regresso das hostilidades e "preservar o impulso do cessar-fogo, conquistado com tanto esforço".
A China ficaria satisfeita por ver o Paquistão desempenhar um papel mais importante na resolução do conflito, acrescentou Wang, assegurando que Pequim também está pronta para dar o seu contributo.
Kallas diz que situação no Estreito de Ormuz é argumento a favor de coligação marítima internacional
Em declarações na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, Kallas acrescentou que a UE rejeita qualquer acordo que limite "a passagem livre e segura pelo estreito, em conformidade com o direito internacional".
Trump diz que navios iranianos que tentem furar bloqueio dos EUA serão "eliminados"
"Aviso: se algum destes navios se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, utilizando o mesmo sistema de abate que usamos contra os traficantes de droga em barcos no mar. É rápido e brutal", acrescentou.
Primeiro-ministro do Paquistão diz que ainda estão a ser feitos `esforços totais` para resolver o conflito EUA-Irão
Bahrein convoca diplomata iraquiano devido a ataques com drones lançados do Iraque
Rússia retira trabalhadores da central nuclear de Bouchehr, no Irão
Likhachev afirma que a Rússia coordenou a retirada dos trabalhadores com as autoridades iranianas.
A Rússia já tinha planeado a evacuação quase completa muito antes do cessar-fogo, retirando cerca de 600 pessoas em várias etapas, em março e no início deste mês.
Combustíveis estão mais baratos em Portugal
O litro de gasóleo desceu 5 cêntimos e meio e a gasolina 3 cêntimos.
Estados Unidos avançam com bloqueio ao estreito de Ormuz
A partir das três da tarde, os Estados Unidos avançam com o bloqueio ao estreito de Ormuz. A medida vai ser aplicada a navios de qualquer nacionalidade que utilizem portos iranianos.
Papa responde a Trump e garante que vai continuar a levantar a voz contra guerras
O Papa já respondeu a Donald Trump que ontem o acusou de gostar de criminosos e não estar a desempenhar bem a função. Leão XIV diz que vai continuar a levantar a voz contra as guerras.
Pouca fé nas negociações de paz entre Israel e Líbano
Irão mantém contacto com Índia sobre passagem de navios pelo Estreito de Ormuz
Netanyahu manifesta apoio ao bloqueio de Washington aos portos iranianos
"Nós, naturalmente, apoiamos essa posição firme e estamos em constante coordenação com os Estados Unidos".
Von der Leyen considera "fundamental" restaurar o tráfego no Estreito de Ormuz
Sobre isto Von der Leyen afirmou que a coordenação das atividades de armazenamento de gás dos Estados-membros está a ser considerada.
Governo alemão anuncia medida de alívio nos combustíveis para dois meses
O governo alemão anunciou um alívio no preço dos combustíveis para os consumidores e empresas. Uma medida que, segundo o chanceler, Friedrich Merz, representa 1,6 mil milhões de euros.
O imposto sobre a energia vai ser reduzido em 17 cêntimos por litro nos próximos dois meses.
As empresas vão poder também pagar um bónus de mil euros a cada trabalhador, isento de impostos e de contribuições para a Segurança Social.
Há a convicção de que o país vai sentir, ainda por muito tempo, os efeitos económicos da guerra no Médio Oriente.
Dois petroleiros iranianos deixam o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz antes do bloqueio dos EUA
Kremlin afirma que bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz prejudicará os mercados
“No entanto, muitos detalhes ainda não estão claros, então prefiro não fazer comentários substanciais neste momento”.
Questionado sobre a oferta da Rússia de aceitar urânio iraniano como parte de um acordo mais amplo sobre o futuro do programa nuclear do Irão admitiu que "a oferta foi feita, mas não foi aceite".
"A Rússia continua disposta a oferecer ajuda”, disse Peskov.
Chefes da diplomacia iraniana e saudita discutem negociações entre EUA e Irão
Durante cessar-fogo no Irãoforças armadas israelitas voltam atenção para o Líbano
Embora o Irão e o Paquistão tenham afirmado que o cessar-fogo temporário mediado pelo Paquistão, que começou na semana passada, incluía o Líbano, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que "não há cessar-fogo no Líbano" e que Israel continuará "a atacar o Hezbollah com toda a força".
Paris e Londres vão organizar conferência para "missão multinacional pacífica"
Emmanuel Macron, que conversou com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer no domingo, não comentou a decisão norte-americana de impor um "bloqueio" naval nesta passagem marítima do Golfo, anunciado por Donald Trump após o fracasso das negociações entre os Estados Unidos e o Irão e com entrada em vigor prevista para segunda-feira.
Keir Starmer afirmou que não apoia este bloqueio.
Numa mensagem sobre o Dia X, o presidente francês pediu que "nenhum esforço" seja poupado para "alcançar rapidamente uma solução sólida e duradoura para o conflito no Médio Oriente através da diplomacia", "uma solução que proporcione à região uma estrutura robusta que permita a todos viver em paz e segurança".
"Para alcançar isso, todas as questões substantivas devem ser abordadas com soluções duradouras, incluindo as atividades nucleares e de mísseis balísticos do Irão e as suas ações desestabilizadoras na região, bem como garantir a retomada, o mais rápido possível, da navegação livre e desimpedida no Estreito de Ormuz e permitir que o Líbano retorne ao caminho da paz com pleno respeito à sua soberania e integridade territorial", enfatizou.
Preços do petróleo e do gás natural voltam a aumentar
Os preços do petróleo Brent e do gás natural voltaram a subir após o fim das negociações entre os EUA e o Irão, no Paquistão, e depois de o presidente dos EUA ter anunciado o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Também o crude West Texas Intermediate (WTI) subiu 8,59 por cento para 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.Na sexta-feira, a cotação do barril para entrega em junho terminou no mercado de futuros de Londres em baixa de 0,75 por cento, para 95,20 dólares. Por este motivo, os combustíveis ficaram mais baratos em Portugal.
Um litro de gasóleo desceu 5,5 cêntimos e a gasolina três cêntimos. É a maior descida no preço dos combustíveis desde o início do conflito no Médio Oriente. Jornal da Tarde | 13 de abril de 2026
Também o gás natural voltou a subir esta segunda-feira, com um aumento de 8,60 por cento, para 47,66 euros por megawatt-hora, embora tenha atingido 49,52 euros na abertura. Jornal da Tarde | 13 de abril de 2026
Os preços voltaram a subir após o fim das negociações entre os EUA e o Irão no Paquistão, que terminaram sem acordo este fim de semana, e depois de Donald Trump ter anunciado que os Estados Unidos iriam bloquear todas as embarcações que tentassem entrar ou sair do Estreito de Ormuz.
"O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianas, incluindo os portos iranianos situados no Golfo da Arábia e no Golfo de Omã", a partir das 14h00 GMT (15h00 em Lisboa), segundo uma mensagem publicada pelo Comando Central (CENTCOM) dos EUA nas redes sociais.
Reino Unido não apoia bloqueio do Estreito de Ormuz
Em entrevista ao programa 5Live Breakfast da BBC, esta segunda-feira de manhã, Keir Starmer afirmou que todos os esforços britânicos estão concentrados neste momento em garantir a abertura completa do estreito.
“Enquanto o estreito estiver fechado ou não estiver livre para navegação como deveria, isso significa que o petróleo e o gás não estão a chegar ao mercado, o que significa que o preço está subir e todos que estão a ouvir isso estão a enfrentar contas de energia mais altas”, disse Starmer. “Eu não quero que isso aconteça. Quero que as contas de energia deles se estabilizem e diminuam".
Questionado sobre se responsabilizava Trump pelo aumento dos custos de energia causado pelo encerramento do Estreito de Ormuz, Starmer disse que culpava o Irão, que começou a impedir a passagem de navios e petroleiros pela hidrovia em resposta aos ataques dos EUA e de Israel.
“A culpa é do Irão, que impôs restrições ao tráfego e à circulação de embarcações no Golfo, violando o direito internacional”, disse Starmer.
Alemanha sentirá consequências da guerra "por muito tempo"
China e Turquia defendem via diplomática para resolver questão do Estreito de Ormuz
Começam a avolumar-se as reações negativas à decisão de Donald Trump de travar os navios em trânsito para o Irão. A China e a Turquia já vieram argumentar que a abertura do Estreito de Ormuz só pode ser conseguida pela via diplomática.
Papa Leão XIV "não teme Administração Trump"
“Não entrarei em debates. O que eu disser não pretende ser um ataque a ninguém”, declarou o Papa Leão XIV.
“Convido todas as pessoas a procurarem formas de construir pontes de paz e reconciliação, de procurarem formas de evitar a guerra sempre que possível".
O pontífice prometeu “continuar com aquilo que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje”.
“Não tenho medo do governo Trump nem de falar abertamente sobre a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão, a missão da igreja. Não somos políticos, não lidamos com política externa da mesma perspectiva que ele. Mas acredito na mensagem do Evangelho, como um pacificador”.
"Calúnias infundadas". Pequim nega suspeitas de fornecimento militar a Teerão
Espanha diz que bloqueio naval dos EUA "não faz sentido"
China pede navegação "sem entraves" no Estreito de Ormuz
Teerão diz que restrições norte-americanas no Estreito de Ormuz "equivalem a pirataria"
Governo paquistanês garante que prosseguem negociações entre EUA e Irão
Pelo menos três palestinianos mortos em Gaza após bombardeamento israelita
Na Faixa de Gaza, a trégua, que entrou em vigor a 10 de outubro, após mais de dois anos de ofensiva israelita, reduziu a intensidade dos bombardeamentos, mas pouco alterou a vida quotidiana da maioria dos habitantes, que continuam deslocados, sem acesso a serviços básicos e sob constante ameaça de violência.
Preço do petróleo Brent volta a ultrapassar os 100 dólares
O preço do petróleo Brent para entrega em junho subiu hoje mais de 7%, ultrapassando os 102 dólares por barril, depois de o presidente norte-americano ter anunciado que os Estados Unidos tencionam bloquear o Estreito de Ormuz.
Às 6h00 de hoje (hora de Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do petróleo Brent, referência europeia, subiu 7,51% para os 102,25 dólares e durante a madrugada chegou a atingir os 103,87 dólares.
Também o crude West Texas Intermediate (WTI) subiu 8,59% para 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Na sexta-feira, a cotação do barril para entrega em junho terminou no mercado de futuros de Londres em baixa de 0,75%, para 95,20 dólares.
Os preços do petróleo voltaram a subir após o fim das negociações entre os EUA e o Irão no Paquistão, que terminaram sem acordo este fim de semana, e depois de Donald Trump ter anunciado que os Estados Unidos iriam bloquear todas as embarcações que tentassem entrar ou sair do Estreito de Ormuz.
"O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianas, incluindo os portos iranianos situados no Golfo da Arábia e no Golfo de Omã", a partir das 14h00 GMT (15h00 em Lisboa), segundo uma mensagem publicada pelo Comando Central (CENTCOM) dos EUA nas redes sociais.
Os EUA aconselharam os marinheiros comerciais a monitorizar os Avisos aos Navegantes e a contactar as forças navais americanas através do canal 16 de comunicação entre pontes quando estas operam no Golfo de Omã e nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Bloqueio norte-americano "será implicado de forma imparcial"
- As Forças norte-americanas propõe-se iniciar esta segunda-feira o bloqueio dos portos iranianos, na ausência de um acordo para pôr fim ao conflito. O anúncio partiu do Comando Central dos Estados Unidos. "O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianas, incluindo os portos iranianos situados no Golfo da Arábia e no Golfo de Omã", a partir das 14h00 GMT (15h00 em Lisboa), lê-se em mensagem do CentCom nas redes sociais;
- As delegações dos Estados Unidos e do Irão deixaram no domingo Islamabad, no Paquistão, sem chegar a acordo, ao cabo de mais de 20 horas de reuniões. Donald Trump anunciou depois que os Estados Unidos bloqueariam o Estreito de Ormuz, decisão tomada porque, nas suas palavras, Teerão recusa-se a renunciar às "ambições nucleares";
- A Guarda Revolucionária do Irão advertiu, por sua vez, que "a aproximação de navios militares ao Estreito de Ormuz é considerada uma violação do cessar-fogo";
- O presidente dos Estados Unidos e o seu círculo mais próximo estarão a ponderar retomar ataques militares limitados ao Irão, além do bloqueio do Estreito de Ormuz, segundo o Wall Street Journal;
- Donald Trump lançou críticas a Leão XIV, afirmando que o Papa É “fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa”. Este ataque ocorreu depois que Leão XIV ter denunciado a “ilusão de omnipotência” como combustível para a guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irão;
- O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que não foi pedido ao seu Governo que integrasse qualquer bloqueio ao Estreito de Ormuz e manifestou o desejo de que as negociações sejam retomadas;
- Trump renovou também a ameaça de destruir as centrais de energia e outras infraestruturas civis do Irão, caso não se chegue a um acordo para encerrar a guerra. “Eu poderia acabar com o Irão num dia”, disse à Fox News no domingo;
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que encabeçou a delegação de Teerão nas negociações com os Estados Unidos, desvalorizou as novas ameaças de Trump: “Se vocês lutarem, lutaremos, e se vierem com lógica, lidaremos com lógica. Não cederemos a nenhuma ameaça”.
Sem tréguas. Netanyahu afasta cenário de cessar-fogo no Líbano
Apesar da pressão internacional, Israel não dá sinais de recuo na frente libanesa.
Foto: Ohad Zwigenberg, Pool - EPA
Segundo o chefe de governo, o exército mantém o foco total em operações que considera cruciais, e que estão ainda em fase de desenvolvimento.
Aeroportos europeus podem ficar sem combustível em menos de três semanas
O bloqueio do tráfego no estreito de Ormuz está a levar ao aumento dos preços e à escassez até de fertilizantes, o que põe em causa a produção alimentar em todo o mundo.
Negociações de paz fracassam em Islamabad e Trump volta às ameaças
Fracassaram as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão.
O presidente dos EUA ameaça agora bloquear o Estreito de Ormuz e destruir o Irão.
Estreito de Ormuz pode ficar ainda mais bloqueado à navegação
Depois do fracasso das negociações em Islamabad, a Guarda Revolucionária do Irão e o presidente norte-americano, Donald Trump, iniciaram uma disputa aberta pelo controlo de Ormuz.
A Marinha de guerra iraniana avisa que a aproximação de quaisquer navios militares ao Estreito será "violação das tréguas".
Em Washington, a correspondente da RTP, Cândida Pinto, analisa o imbróglio, que pode por em causa o cessar-fogo de duas semanas.