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Al-Sharaa reúne-se com Putin após retirada de tropas russas do nordeste da Síria
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, e o presidente russo, Vladimir Putin, encontraram-se esta quarta-feira em Moscovo para discutir sobre o futuro da presença militar da Rússia em território sírio. O encontro ocorre após ter sido reportada a retirada de tropas russas do nordeste da Síria.
Entre os assuntos abordados encontram-se a cooperação económica, com o Kremlin a referir um crescimento de mais de 4% nessa cooperação, Antes do encontro, o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, garantiu que a presença das tropas russas na Síria seria um dos assuntos a discutir na reunião.
Esta segunda-feira, foi reportada a retirada de tropas das bases russas no nordeste da Síria, nomeadamente de Qamishli, onde a Rússia tinha presença militar desde 2019, controlada pelas forças curdas. A presença militar ficou agora limitada às duas bases no Mediterrâneo – Khmeimim e Tartus.
“Muito tem sido alcançado em termos de restaurar as nossas relações interestatais”, saudou Vladimir Putin, que garante à Síria acompanhar “os vossos esforços para restaurar a integridade territorial” do país.
O chefe de Estado russo também felicitou Al-Sharaa pela expansão da autoridade central para a região do rio Eufrates, controladas pelas forças curdas, e alvo de confrontos até à assinatura do cessar-fogo no passado sábado.
Ahmed al-Sharaa, presidente da Síria, enfatizou a “profundidade das relações sírio-russas e a importância do papel da Rússia no apoio à unidade e estabilidade da Síria”, e demonstrou “esperança” na transição do país para uma estabilidade política.
Este é o segundo encontro entre os dois chefes de Estado desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Assad era um forte aliado de Putin e exilou-se na Rússia após a ofensiva que derrubou o seu regime, sendo que não se sabe se a sua extradição foi assunto do encontro, algo defendido pelo novo poder sírio.
Esta segunda-feira, foi reportada a retirada de tropas das bases russas no nordeste da Síria, nomeadamente de Qamishli, onde a Rússia tinha presença militar desde 2019, controlada pelas forças curdas. A presença militar ficou agora limitada às duas bases no Mediterrâneo – Khmeimim e Tartus.
“Muito tem sido alcançado em termos de restaurar as nossas relações interestatais”, saudou Vladimir Putin, que garante à Síria acompanhar “os vossos esforços para restaurar a integridade territorial” do país.
O chefe de Estado russo também felicitou Al-Sharaa pela expansão da autoridade central para a região do rio Eufrates, controladas pelas forças curdas, e alvo de confrontos até à assinatura do cessar-fogo no passado sábado.
Ahmed al-Sharaa, presidente da Síria, enfatizou a “profundidade das relações sírio-russas e a importância do papel da Rússia no apoio à unidade e estabilidade da Síria”, e demonstrou “esperança” na transição do país para uma estabilidade política.
Este é o segundo encontro entre os dois chefes de Estado desde a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Assad era um forte aliado de Putin e exilou-se na Rússia após a ofensiva que derrubou o seu regime, sendo que não se sabe se a sua extradição foi assunto do encontro, algo defendido pelo novo poder sírio.